Investir em renda variável pode ser extremamente lucrativo. Histórias de quem multiplicou seus rendimentos circulam pela internet e tornam o mercado atrativo para quem deseja começar. Mas o mercado também traz incertezas: por não ter rentabilidade fixa, o investidor corre o risco de ter prejuízo e precisa estar muito bem informado para gerir melhor sua carteira de investimentos. Existem algumas estratégias que podem ser usadas para minimizar os riscos da renda variável e potencializar os lucros. Se torne um investidor experiente e as coloque em prática. 

Hedge 

O hedge é uma prática antiga. Datado do século XIX, era usado por produtores agrícolas que combinavam o preço dos produtos previamente com os compradores. Assim, se preveniam de quedas bruscas no valor das mercadorias caso a oferta fosse maior do que a demanda. 

É, simplificadamente, um derivativo usado como ferramenta de proteção contra grandes variações de preço, principalmente em transações muito voláteis. Os principais tipos são hedge em commodities, hedge cambial e hedge em ações. 

Como reduzir riscos de renda variável usando hedge

O hedge em commodities é o mais antigo da prática. Nele, os produtores vendem por meio de contratos futuros, ou seja: fixam o preço anteriormente para depois repassar o dinheiro. O hedge cambial tem o objetivo de reduzir ao máximo o prejuízo causado pela variação das moedas. É feito frequentemente por empresas exportadoras ou importadoras de produtos em moeda estrangeira, mas pode ser realizado também pelo investidor por meio de contratos de mercado futuro. Outro tipo comum de hedge que busca atenuar os riscos da renda variável é o em ações. Nessa modalidade o acionista pode comprar opções de ações ou vender ativos que representem a volatilidade do próprio mercado (com performances próximas ao Ibovespa, por exemplo). 

 

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Apesar do hedge ser uma ferramenta útil para proteger investidores e empresas, as oscilações de preços ainda costumam ser bruscas. Diversificar os ativos é uma ideia para não comprometer a proteção garantida pelo hedge. 

Especulação 

De acordo com Jesse Livermore, um dos grandes especuladores da história,

“O especulador não é um investidor. Seu objetivo não é garantir um retorno consistente ao capital aplicado em uma boa taxa de juros, mas sim lucrar tanto no aumento ou numa queda de qualquer mercado que ele possa estar especulando.” 

A especulação, é, então, uma prática financeira que busca lucrar acima da média do mercado arriscando palpites sobre a flutuação de preços. Especuladores objetivam ganhar no curto prazo e tem perfil arrojado, ao contrário de investidores, que têm perfil conservador ou moderado. 

Como especular com sabedoria?  

Para especular, é preciso vender ativos mais caro do que comprou – ou seja, comprar na baixa e vender na alta. Mas fazer isso pode não ser tão fácil como parece: o investidor deve ter paciência e autocontrole emocional, já que os riscos de renda variável associados a essa prática são altos. É preciso também ter conhecimento técnico para conseguir identificar o melhor momento para realizar uma operação de venda. Com lógica, os lucros podem atingir somas milionárias, mas se o especulador não for cuidadoso, os prejuízos assustarão. 

Quem quer começar a especular pode apostar no mercado de Day Trade ou em IPOs. Day traders acompanham a B3 em tempo real para escolher o melhor momento de atuar. Os IPOs, ou Initial Public Offers, são as primeiras listagens de ações de uma empresa na Bolsa de Valores. Especuladores podem adquirir esses títulos e vendê-los posteriormente, quando se valorizarem. 

Alavancagem 

As alavancas são instrumentos utilizados para potencializar a força aplicada em um objeto. É da descoberta de Arquimedes que vem o nome desta técnica financeira que possibilita ao investidor operar grandes volumes financeiros com poucos recursos sem acrescentar nada ao investimento inicial. 

Funciona como um empréstimo: o investidor deposita uma quantia para a compra de determinado ativo e ao final do período combinado, devolve o dinheiro. Caso o investimento escolhido não dê lucro o suficiente para o pagamento da dívida, o acionista sofre com os juros e a perda do capital. 

Quais são os tipos de alavancagem 

 A estratégia pode ser usada em várias modalidades de investimentos, contanto que se prove que há uma margem de garantia para pagamento do empréstimo. Entretanto, as modalidades de alavancagem mais populares entre os especuladores são as de Day Trade, Mercado Futuro e Short Selling, também chamado de Venda a Descoberto

É comum que day traders alavanquem seus ativos para venda em curto prazo e lucro rápido. No Mercado Futuro os especuladores podem comprar contratos futuros do mundo inteiro. Já no Short Selling o objetivo é vender uma ação e comprá-la novamente quando o preço cair. 

 A alavancagem é uma opção para quem quer lucrar mais, mas é recomendada apenas para acionistas já acostumados com os riscos da renda variável. 

Arbitragem 

A arbitragem é uma estratégia em que o investidor opera comprando e vendendo um mesmo ativo em mercados diferentes. A ideia é minimizar os riscos da renda variável e obter lucros com a diferença de preços em cada mercado. 

Entre os tipos de arbitragem estão a cambial, a de bolsa a bolsa (venda de ações em duas bolsas diferentes) e à vista contra a prazo, quando há diferença entre o preço de um ativo à vista e a prazo. 

A arbitragem mede a eficiência do mercado: quanto mais rápido a convergência dos preços acontece, mais eficiente é o mercado. Como isso pode acontecer de maneira veloz, o investidor deve estar atento às distorções momentâneas dos preços para conseguir lucrar com riscos de renda variável mínimos. 

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