5 Qualidades que Todo Agente Autônomo Precisa Ter

Por |2018-06-08T08:01:01+00:0011 de novembro de 2016|

Se você entende de investimentos e tem vontade de empreender, com certeza já se perguntou o que é necessário para ser uma agente autônomo de investimentos. Serviço já bastante conhecido no Brasil, esses profissionais têm como intuito ajudar as pessoas a tomar melhores decisões quando o assunto é investir dinheiro. Além disso, eles têm que ser conhecedores do mercado financeiro, suas regras e avaliar o risco e o retorno das aplicações. Só assim eles podem atender o cliente de forma completa e eficiente.

Por outro lado, agentes autônomos precisam constantemente pensar na criação e melhoramento dos produtos oferecidos. Desde menores taxas de corretagem até maiores rentabilidades para renda fixa; CDB ou Tesouro Direto, por exemplo. Afinal, é preciso vencer a concorrência e atrair mais clientes, não é mesmo?

Mas o que realmente é necessário para ser um agente autônomo? Quais os custos incluídos? Nesse post explicaremos tudo que você precisa saber para começar sua carreira como um profissional de investimentos; vamos mostrar o que realmente é necessário ter para ser um agente. Confira:

agente autônomo

#1 Certificação correta

O primeiro passo a seguir se você quer ser um Agente Autônomo de Investimentos, é providenciar a certificação necessária. São dois exames imprescindíveis: da Ancord — Associação Nacional das Corretoras de Valores, Câmbio de Mercadorias — e do PQO – Programa de Qualificação Operacional da BM&FBOVESPA. As provas têm como intuito testar a qualificação do profissional.

#2 Perfil apropriado

O AAI será seu próprio chefe — daí seu nome, agente autônomo de investimentos. Dessa forma, conhecimentos nas áreas comerciais e de empreendedorismo são mínimos se essa é a profissão dos seus sonhos. Entender que nem sempre o salário no final do mês será o mesmo e que você é responsável pelo seu sucesso também são pré-requisitos importantes.

Porém, o que mais destaca os agentes entre si é seu conhecimento sobre o mercado financeiro. Instabilidades e volatilidades de preços e rendimentos são alguns problemas que farão parte do seu dia-a-dia. O que vai diferenciá-lo de outros profissionais concorrentes é o quão bem você consegue lidar com os problemas, amenizando os impactos no bolso do cliente.

Quanto ao curso superior, não existe um ideal. Vários agentes são formados nos mais diversos cursos como Economia, Administração, Contabilidade, Engenharia de Produção, dentre outros. Qualquer pessoa que tenha bom conhecimento em finanças e em investimentos, tanto de renda fixa quanto de renda variável, pode exercer a profissão.

Outra competência importante é saber lidar com o cliente. Um cliente satisfeito é quem pode indicar mais pessoas para você e, quem sabe, até aumentar a quantidade investida? Ou seja, o cliente sempre deve estar em primeiro lugar. Não seja apenas um distribuidor! Um bom agente de investimentos também auxilia o investidor a acompanhar sua carteira e realocar seu portfólio, se necessário.

#3 Tenha conhecimento dos custos (e lucros) envolvidos

Todo agente autônomo precisa ser credenciado a uma corretora, de onde vem sua remuneração: o lucro vem da comissão progressiva dos produtos comercializados. Vale a pena lembrar que o agente não pode cobrar do cliente pelos seus serviços!

Seus direitos, porém, são diversos. Este profissional pode, por exemplo, abrir um escritório e até dar cursos, representando a corretora que é vinculado. No entanto, estas são ações têm diversos custos incluídos.

Dito isso, a receita de um agente pode variar entre 0,6% e 1,5% do montante captado por ele, por ano. Assim, seu lucro não está necessariamente ligado com a quantidade de clientes e, sim, com o perfil e o montante investido por cada um.

#4 Saiba lidar com o cliente

O Agente Autônomo tem como principal função ajudar os clientes, apontando as aplicações financeiras mais rentáveis e adequadas ao perfil de cada investidor. Se um cliente, com perfil mais conservador, quer investir em ações, o agente é responsável por sugerir novas aplicações, como investimentos de renda fixa de baixa volatilidade de preços mais adequados ao perfil. Vale ressaltar que um agente de investimentos não é um gestor de carteiras, muito menos um analista de mercado, logo, a administração do portfólio e a decisão de onde investir fica nas mãos do cliente! O que cabe ao agente é uma ligação entre o analista e o comprador, ou seja, esse profissional pode informar o cliente de uma análise de mercado.

Vale a pena ressaltar que todo investidor tem um perfil diferente e, assim, um investimento ideal. Como toda aplicação tem um risco atrelado e nem todos estão dispostos a ter um possível retorno menor, é importante sempre ter em mente se o cliente é conservador, moderado ou arrojado, para que o cliente saia satisfeito com o serviço do agente!

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#5 Entenda o Mercado Financeiro

Trabalhar no mercado financeiro não é para qualquer um! Como dito anteriormente, ter conhecimento técnico tanto para lidar com a instabilidade do mercado quanto para atrair clientes é essencial para convencê-los a investir mais! Embora o analista ser o responsável pelas previsões e recomendações, o agente precisa “vender” essas informações para o cliente.

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