Diferenças Entre o IPO e a Oferta Pública de Subscrição

Por |2018-06-08T07:59:03+00:0014 de agosto de 2013|

As empresas fazem diversas operações na bolsa de valores, que muitas vezes acabam confundindo quem é pequeno investidor e esta tentando acompanhar esta maré.

Exemplos destas operações são os IPO (ofertas iniciais), Ofertas Públicas e Subscrições. Vamos entender o que é cada uma delas e quais suas diferenças.

IPO

ipo oferta primariaIPO significa Initial Public Offering em inglês, ou seja, Oferta Pública Inicial. Esse é o nome que se dá ao início das vendas de ações de companhias abertas.

IPO é a oferta pública que se refere às ações, portanto é a primeira oferta de ações de uma empresa. Isto é, quando ela abre seu capital e passa a vender ações na Bolsa de Valores – no caso do Brasil, na Bovespa.

As empresas abrem o capital, para transferir aos investidores parte do seu controle acionário. Em troca, as companhias abertas recebem dinheiro para se financiarem, aumentando seus caixas e podendo, assim, expandir seus projetos e investimentos.

Para comprar ações das empresas o investidor precisa estar cadastrado em uma corretora de valores, autorizada pela Bovespa, que irá intermediar as negociações. Durante o período de reserva, o investidor poderá entrar em contato com a corretora e solicitar a compra. O preço dos papéis, no entanto, será fixado somente na véspera da IPO, após o encerramento do período de reserva.

Quando o término deste período ocorre, o investidor não pode mais desistir do negócio. Por isso, é importante ter certeza da participação na oferta pública antes de solicitar sua compra.

No dia da IPO, é verificada a demanda pelas ações e, caso seja superior à oferta, poderão ser feitas limitações ao pedido de compra. O custo que o investidor terá com a operação irá restringir-se ao valor das ações, pois a comissão de corretagem é paga pela empresa.

Oferta Pública Secundária

A oferta é secundária quando são ofertadas ações já existentes, ou seja, que já pertenciam a outros acionistas.

As ofertas públicas são processos especiais de negociação que costumam ter como objeto de negociação ações, lançadas na bolsa ou já negociadas. As ofertas públicas também podem ter como objeto de negociação units, BDRs, debêntures, CRIs e outros tipos de ativos.

Em cada oferta, após o anúncio do processo de abertura de capital ou venda de ações já existentes, é anunciado o cronograma, que determina o período de reserva, as datas do bookbuilding, da liquidação e do início da negociação dos ativos. Todas as informações sobre a oferta pública e a empresa estão detalhadas no prospecto.

Para participar do lançamento de novas ações, é preciso fazer sua reserva através de uma corretora.

A diferença então, entre IPO e oferta pública secundária, está no fato de que as ações ofertadas no caso já existiam no mercado, para o público. A companhia já possuía capital aberto e apenas está aumentando o número de ações ofertadas.

Oferta Pública de Subscrição

A Oferta Pública de Subscrição é uma operação na qual uma empresa ou fundo de investimento que pretende emitir valores mobiliários propõe à generalidade dos investidores que os subscrevam (comprando).

A subscrição de ações é um direito estendido aos acionistas para aquisição de ações da empresa, quando esta decide emitir novas ações para aumentar seu capital. O preço e o prazo oferecidos aos acionistas são pré-estabelecidos.

As ofertas públicas de subscrição visam captar as poupanças de um grande número de investidores e assegurar, dessa forma, o financiamento de novas empresas (criadas para desenvolver projetos econômicos), ou permitir às empresas cotadas a realização de novos investimentos mediante o aumento do seu capital social.

A realização de uma oferta pública de subscrição não implica necessariamente a possibilidade de negociação em bolsa dos valores emitidos.

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