Entenda como funcionam os Fundos de Investimento Imobiliário (FII)

Por |2018-10-19T19:21:32+00:0019 de outubro de 2018|

Os fundos de investimento imobiliário crescem muito a cada ano e se mostram uma oportunidade interessante para quem busca investir com pouco dinheiro. Esta modalidade de investimento funciona de maneira coletiva, ou seja, por meio de cotas.

Imagine que você quer ganhar dinheiro com o mercado imobiliário, mas atualmente não tem dinheiro para investir tanto assim em um novo imóvel próprio, ou até mesmo não encontrou um que realmente valha a pena. Neste caso, os fundos imobiliários são a chance de entrar no grupo de investidores do mercado.

Funciona da seguinte maneira: após um grande grupo de investidores fazer seus aportes em um ativo imobiliário, ele é comprado pela instituição organizadora, para ilustrar é possível ver opções em sites especializados, um bom exemplo é o portal Agente Imóvel. Dessa maneira, cada cotista passa a ter uma parte daquele montante representado pelo imóvel, ou seja, cada um é de fato proprietário de uma parcela do ativo.

Existem duas maneiras de ganhar dinheiro com o investimento: a valorização do bem e a possibilidade de receber periodicamente por aluguéis, que traz retorno em prazos mais curtos.

O processo se dá pela divisão dos valores pagos entre todos os cotistas, por exemplo: suponha que os aportes tenham sido colocados em um shopping center. Todas as lojas pagarão, mensalmente, seu aluguel. Estes valores são somados e divididos entre os investidores, com exceção da taxa cobrada pela instituição organizadora (por volta de 1%).

Como investir em Fundos?

Investir em FII não é difícil. Na verdade, tudo o que você precisa é escolher uma corretora de sua preferência e ter em mãos o dinheiro para investir. Normalmente, as cotas custam R$ 100,00 ou R$ 1.000,00, a depender do fundo.

No entanto, existem alguns que podem custar até R$ 2,00, sendo assim é uma boa oportunidade para quem está buscando um investimento inicial. Caso queira saber mais e aproveitar algumas sugestões, fizemos aqui no blog um texto sobre como escolher o melhor fundo imobiliário!

Para quem é indicado o investimento?

Quem investe ou já leu a respeito sabe que uma coisa muito importante na hora de decidir um investimento é entender se ele é uma boa ideia para o seu perfil de investidor. No caso do fundo imobiliário não é diferente!

O tipo de investidor que costuma apostar em fundos imobiliários busca, principalmente, uma chance de investir com baixo risco e também uma estabilidade na renda adquirida, com ganhos constantes ao longo do tempo. Isso porque o mercado é menos oscilante do que o de ações, por exemplo, e a chance de perder dinheiro é menor, ainda que o rendimento não seja igual a outros investimentos, um pouco mais arriscados.

Dessa maneira, é possível compreender e indicar o fundo imobiliário como um investimento para quem está iniciando neste universo ou ainda não pode dar um aporte inicial alto, até mesmo pela variedade de valores que existem em termos de cotas.

Diferenciais dos FII

Os FII, além do que já foi apontado, oferecem muitos diferenciais em relação a outras modalidades de investimento. Dois dos principais são:

  • Investimento coletivo

O que permite o aporte baixo para investir em um FII é o modelo coletivo de investimentos. O comum para um investimento monetário é que você o faça somente em seu nome, e tenha que lidar com as perdas muito mais ativamente.

Por ser coletivo, em tese, caso haja uma perda, o valor reduzido seria, também “dividido” entre os cotistas, o que faz com que dificilmente haja uma enorme complicação para o investidor.

  • Gestão terceirizada

Um dos maiores desafios ao se tornar um investidor é compreender como gerenciar os bens, ações ou aplicações. Em relação a isso, o FII também é diferenciado, afinal quem fará a gestão de todos os ativos são gestores da instituição organizadora.

Eles administrarão todos os imóveis locados, acompanharão o desempenho e tomarão decisões burocráticas mais críticas. É por esse serviço que é cobrada a taxa da corretora.

Riscos do investimento

Embora seja uma modalidade mais segura, os FII, assim como todos os outros tipos de investimento, também têm seus riscos, embora sejam relativamente menos preocupantes. Um deles é relacionado à duração do fundo.

O Fundo de Investimento Imobiliário não tem um tempo certo para correr e é impossível resgatar as cotas antes do final. Sendo assim, há uma soma de tempo indeterminado e inviabilidade de liquidez durante a duração do processo. Este quadro pode ser um risco para quem busca retornos em curto prazo.

A única maneira de deixar o fundo, caso não esteja obtendo o retorno esperado, é vender as cotas por fora do investimento, no mercado secundário.

Além disso, existe também o risco da falta de lucratividade obtida por meio de um imóvel. Caso o fundo não esteja oferecendo o resultado programado pela corretora, ela poderá simplesmente vendê-lo, e embora o valor seja dividido entre os cotistas, nem sempre é o que o coletivo espera, principalmente se houver um rendimento mensal advindo dos aluguéis, por exemplo.

Sobre a liquidez

Comprar uma imóvel para lucrar diretamente com aluguel ou com a posterior venda dele é uma ideia interessante, porém exige não só um aporte altíssimo de capital como também precisa atingir o momento certo do mercado, para que haja um aluguel bom ou um preço de venda que valha o investimento, ou seja, a liquidez é baixa.

Os fundos imobiliários, por sua vez, permitem que seja vendida só uma parte das cotas, o que é muito mais simples do que vender um imóvel, não é mesmo? Se as cotas aumentam para um valor que faça jus à troca do investimento pelo dinheiro, encontrar um comprador é muito mais simples, afinal o valor da cota é baixo, e você pode vender as suas para muitas pessoas, não buscar um único comprador.

Caso haja alguma dúvida, leia isso antes de investir!

Fundo de Investimento Imobiliário — Boa opção em época de eleições!

Em períodos eleitorais, a economia do país fica uma verdadeira loucura. Índices de bolsas disparam e depois são derrubados, o dólar é praticamente imprevisível e os investidores mais experientes costumam reduzir os aportes mais arriscados, tudo para evitar perdas em uma época complicada.

No caso dos fundos imobiliários, isso não ocorre, pois ele pode ser uma boa alternativa em qualquer cenário econômico, o que importa são as altas dos aluguéis, a inflação e bons estudos sobre o mercado para saber quais as melhores opções.

 

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