Como se Preparar para o Ano de Eleição

Por |2018-09-17T13:57:18+00:0021 de fevereiro de 2018|

Por um lado encerramos 2017 bem: com crescimento do PIB acima do esperado na casa de 1,0%; IPCA surpreendentemente abaixo em torno de 2,8%; taxa de câmbio de R$3,32/US$ e a taxa SELIC fechando o ano na sua mínima histórica, em 7,00%a.a.

Por outro lado a questão fiscal agravada pela perda de arrecadação durante a recessão dos últimos dois anos; a elevação permanente de gastos, como os destinados à folha de servidores inativos, trazem grandes preocupações.

Para completar, é ano de eleição. Isso sempre mexe com o humor do mercado financeiro. As pessoas ficam sem saber o que fazer para proteger patrimônio e dinheiro, não importa o montante.

O que podemos esperar para 2018 é um cenário de juros mais baixos e queda de rentabilidade de investimentos tradicionais. É o caso da renda fixa. Ela deixará de ser uma zona confortável para os investidores.

O mesmo se pode dizer com relação à poupança. Uma opção já avaliada com cuidado desde que o governo mudou as regras da aplicação, fixando sua remuneração em 70% da taxa Selic.

Alguns apostam no Tesouro Direto, principalmente quando os títulos são indexados à inflação. Mas a palavra chave para 2018 é diversificação.

Independente do perfil do investidor: conservador, moderado ou agressivo. Deixar uma parcela de suas economias em algum investimento de baixo risco garantirá tranquilidade ao longo do ano que promete muita volatilidade e oscilação.

Renda fixa

Apesar da taxa básica de juros estar em um dos patamares mais baixos da história, o risco acompanhará os investimentos no mercado financeiro. Inclusive os fundos multimercados que possuem estratégias diferenciadas.

Isso porque estamos diante de um cenário conturbado pelas indefinições políticas resultantes da eleição presidência.

Neste contexto, a tradicional caderneta de poupança e o Tesouro Direto tendem a apresentar a melhor relação risco retorno para quem busca um porto seguro.

Já para quem tem um apetite maior por risco dentro da renda fixa, existem as opções do mercado de capitais como os CRIs e CRAs (Certificados de Recebíveis Imobiliários e do agronegócio) e as debêntures.

Fundos de Investimento

Os Fundos de Investimento são condomínios constituídos com o objetivo de promover a aplicação coletiva dos recursos de seus participantes. São regidos por um regulamento e têm na Assembleia Geral seu principal fórum de decisões.

Constituem uma alternativa para quem aceita um pouco mais de risco na busca por maior remuneração, mas não quer ou não dispõe de tempo para acompanhar o dia a dia do mercado.

O único cuidado que se deve ter ao investir em fundos é saber exatamente o tipo de fundo no qual se está investindo.

Normalmente as instituições bancárias oferecem aos seus clientes os FICs ou FICFIs (Fundo de Investimento em Cotas de Fundos de Investimento); eles são fundos que, em vez de investir diretamente nos ativos objetos de seu regulamento, optam por adquirir cotas de outros fundos de investimento.

Muitas instituições optam por criar alguns fundos de investimento principais (FI) e outros diversos FICFI que investem naqueles FI principais. Esta estrutura é conhecida como “Master & Feeder”.

Ações

Os últimos dois anos foram de festa para quem investe em ações. O Índice Bovespa teve altas expressivas, fixando-se como um dos principais investimentos no país. Em 2016, a alta foi de 37%, em 2017 a alta foi de 28%. Tornou-se o melhor investimento do ano.

Apesar do excelente desempenho da bolsa, a alta volatilidade prevista para 2018 requer cautela. Diante deste cenário, os ETFs (Exchange Traded Funds) podem ser uma boa opção.

O ETF é um fundo de investimento em índice com cotas negociáveis em bolsa. O ETF busca obter desempenho semelhante à performance de um determinado índice de mercado e, para tanto, sua carteira replica a composição desse índice.

Isso significa que ao investir em um EFT, você está investindo ao mesmo tempo em uma carteira de ações de diferentes companhias.

Como exemplos de ETFs de índices brasileiros temos:

Conclusão

Com o cenário indefinido de 2018 o investidor necessitará de ajuda para se adaptar. Ele nos obriga a tomar decisões difíceis e avaliar as decisões de investimento com cada vez mais critério técnico e sensibilidade. A utilização de um profissional qualificado e experiente será de fundamental importância para o alcance dos objetivos desejados.

Para se certificar da autorização para atuação de profissionais de investimento, basta acessar o site da CVM no item participantes do mercado. Lá estão disponíveis todos os profissionais autorizados por ela para o desempenho de suas funções: Analistas, Administradores de Recursos de Terceiros (Gestores), Agentes Autônomos (operadores), etc.

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