Débora Duarte e Bernardo Pascowitch, do Yubb

Os investimentos são divididos em dois grandes grupos: renda fixa e renda variável. Você já deve ter ouvido esses nomes em alguns textos e vídeos sobre investimentos, certo? Mas qual é o melhor grupo? Será que é melhor investir na segurança da renda fixa ou na rentabilidade da renda variável?

No post de hoje, o Yubb, seu buscador de investimentos online e gratuito, está aqui no blog do Bússola do Investidor para falar sobre esses dois grupos. Vamos te mostrar as principais características de cada um e, quando você terminar de ler, ficará muito mais fácil decidir onde investir o seu dinheiro.

Renda fixa e renda variável: o que são?

Antes de desmembrar todas as características dos grupos, vamos entender o que é renda fixa e, o que é renda variável.

Como o nome já diz, renda fixa é um grupo em que a rentabilidade é fixa. Isso significa que você sempre sabe qual foi a taxa de rentabilidade acordada no investimento. Os preços dos ativos podem oscilar e o rendimento pode se alterar, mas a taxa de rentabilidade é fixa (não confunda com os prefixados em que o rendimento é fixo!).

Esses investimentos são emitidos por instituições financeiras (bancos, por exemplo), por empresas ou, pelo governo federal e, são um empréstimo que o investidor faz. É como se o investidor, ao comprar esses títulos, emprestasse dinheiro para os bancos. Em troca, o banco devolve o dinheiro com os juros, que é o rendimento do investimento.

Por outro lado, ao investir em renda variável, você se torna sócio e/ou proprietário de um negócio ou produto e a sua rentabilidade vem dessa relação. Nesse caso, você nunca sabe quanto vai receber no final do período e, inclusive, pode perder o dinheiro que foi investido. Ou seja, a renda varia o tempo todo.

A batalha

Agora que você já sabe o que é renda fixa e o que é renda variável, vamos passar por alguns tópicos para que você entenda quais são as características dos dois grupos. E, a partir daí, é você quem deve decidir qual é a melhor opção de investimento para o seu bolso.

Segurança

Os investimentos em renda fixa são os mais seguros do mercado. Além de você sempre saber a rentabilidade da aplicação, os títulos ainda contam com garantias extras para o seu dinheiro.

O Tesouro Direto, por exemplo, é garantido pelo próprio governo federal. Títulos de bancos como CDBs, LCIs, LCAs e muitos outros são garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por grupo financeiro e R$ 1 milhão por CPF.

Já os investimentos em renda variável não contam com nenhum tipo de garantia e, por isso, há o risco de você perder o dinheiro investido. Ou seja, há muita segurança para o seu dinheiro na renda fixa e pouca segurança na renda variável.

Observação importante: nem todos os investimentos de renda fixa possuem uma garantia. Debêntures, CRIs e CRAs, por exemplo, não são garantidos pelo FGC.

Rentabilidade

“Se a renda fixa é mais segura, por que eu investiria na renda variável com o risco de perder dinheiro?”. A resposta é simples: rentabilidade!

As aplicações em renda fixa rendem uma determinada taxa durante aquele período de tempo e apenas isso. Não há nenhuma grande variação que possa fazer com que você ganhe muito dinheiro (não estamos analisando aqui a marcação a mercado dos títulos do Tesouro Direto, ok?).

Na renda variável, como você está arriscando mais, você tem chance de ganhar muito mais dinheiro. É claro que sempre há o risco de você perder, mas, se você ganhar, a rentabilidade pode ser muito maior do que os títulos de renda fixa.

Tipos de investimento

Os principais investimentos em renda fixa são:

  • Tesouro Direto (todos os títulos);
  • Certificado de Depósito Bancário (CDB);
  • Letra de Crédito do Agronegócio (LCA);
  • Letra de Crédito Imobiliário (LCI);
  • Recibo de Depósito Bancário (RDB);
  • Letra de Câmbio (LC);
  • Debêntures.

Os principais investimentos em renda variável são:

  • Criptomoedas (bitcoin, litecoin e etc);
  • Ações livres na bolsa de valores;
  • Câmbio (dólar, euro e etc);
  • Robôs de Investimento;
  • Crowdfunding;
  • COE.

Para quem é indicado?

Os investimentos em renda fixa como Tesouro Direto, CDBs, LCIs são indicados para investidores que são mais conservadores, ou seja, que preferem segurança à rentabilidade. Normalmente, são pessoas que estão começando a investir agora ou que possuem objetivos de curto prazo e não podem correr o risco de perder dinheiro.

Já os investimentos em renda variável como ações e criptomoedas são indicados para aqueles investidores mais arrojados. São pessoas mais experientes no mercado e/ou que possuem objetivos de médio a longo prazo. Isso significa que eles aceitam mais risco em troca de maior rentabilidade.

Percentual na carteira

Se você estava esperando uma resposta para a batalha de renda fixa versus renda variável, desculpe te decepcionar, mas as duas são vencedoras. O segredo de um investidor de sucesso é a diversificação e, na sua carteira, devem existir investimentos de renda fixa e variável.

Muita gente quer saber quanto de dinheiro deve ficar em renda fixa e quanto em renda variável. A verdade é que a maioria dos especialistas indica que a maior parte do seu patrimônio deve estar sempre alocada em investimentos de renda fixa, mesmo se você for um investidor arrojado.

Confira os percentuais em diferentes tipos de perfis de acordo com os especialistas:

  • Investidor conservador: 95% em renda fixa e 5% em renda variável.
  • Investidor moderado: 80% em renda fixa e 20% em renda variável.
  • Investidor arrojado: 60% em renda fixa e 40% em renda variável.

Crie uma carteira diversificada com diferentes tipos de investimento e prepare-se para ser um investidor de sucesso!

 

E você? Gosta mais de renda fixa ou de renda variável? Deixe seu comentário aqui embaixo!

Débora Duarte

Débora é produtora de conteúdo no Yubb e formada em jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Bernardo Pascowitch

Bernardo é fundador e CEO do Yubb, buscador de investimentos totalmente gratuito para qualquer pessoa encontrar opções para aplicar melhor seu dinheiro. Bernardo é formado em direito pela Universidade de São Paulo (USP).

Veja também