Introdução

Derivativos são instrumentos financeiros estabelecidos mediante contratos, cujo os preços são determinados e variam em função do preço de outro ativo de mercado. Em resumo, pode-se dizer que, um derivativo é um contrato cujo valor deriva de um outro ativo, chamado de ativo-objeto.

Os Derivativos permitem reduzir os riscos inerentes à atividade econômica e existem quatro modalidade de contratos:

1. Termos 2. Futuros 3. Opções 4. Swaps

A importância dos Derivativos

Não se conhece bem a dimensão exata desse mercado.

O Bank for International Settlements (BIS), com sede na Suíça, divulga trimestralmente os valores referenciais dos contratos negociados em bolsa ou no mercado de balcão (fora da bolsa). O boletim disponível em março de 2007 indica o valor referencial de US$57,80 trilhões em bolsas (base setembro de 2006) e US$369 trilhões no balcão (base junho de 2006).

Se esses mercados parassem de ser negociados, a economia mundial sofreria bastante, pois todo processo de negociação mundial está ancorado em coberturas (hedge) contra riscos de preços e taxas por meio de derivativos. Isso quer dizer que, o valor de um simples empréstimo negociado junto a um banco, pode ter sido anteriormente objeto de uma operação em derivativos.

Esses instrumentos fazem parte de uma cadeia de operações que podem estar amparando contratos comerciais em diferentes partes do mundo.

História dos Derivativos

É no Japão feudal do século XVII que está a origem da primeira modalidade de derivativo: o contrato a termo (como será visto adiante).  Trata-se do primeiro registro de comércio organizado para entrega de bens no futuro.

Os grandes proprietários rurais e os senhores feudais encontravam-se espremidos entre uma economia monetária em expansão, nas cidades, e sua fonte de recursos, a agricultura primária. Os pagamentos que recebiam dos arrendatários eram feitos na forma de participação na colheita anual de arroz.

Essa renda era irregular e sujeita a fatores incontroláveis, como clima e outros fatores sazonais. Uma vez que a economia monetária exigia que a nobreza tivesse caixa disponível todo o tempo, a instabilidade nas receitas estimulou a prática do embarque marítimo do arroz excedente para os centros principais, Osaka e Tóquio, onde a mercadoria podia ser armazenada e vendida quando conveniente.

Para levantar dinheiro com rapidez, os senhores das terras começaram a vender recibos de armazenagem de bens estocados em armazéns urbanos ou rurais. Os comerciantes, por sua vez, compravam esses recibos como meio de antecipar as suas necessidades, pois estes também sofriam com a flutuação de safras incertas. Finalmente, para facilitar as transações, os recibos de arroz tornaram-se amplamente aceitos como moeda corrente. Algumas vezes, as reservas de arroz eram insuficientes para suprir as necessidades da nobreza – situação em que os comerciantes emprestavam dinheiro a juros aos senhores de terras, antes da venda efetiva dos recibos de arroz.

Ao final do século XVII, o mercado de Dojima caracterizava-se pelo fato de ser permitido negociar apenas para liquidação futura. Por volta de 1730, o xogunato Tokugawa (governo imperial) designou e reconheceu oficialmente o mercado como cho-ai-mai, literalmente arroz comercializado no livro, ou seja, arroz escritural. Várias normas desse mercado eram surpreendentemente similares às operações atuais a termo.

 

Por Alvaro Esteves em terça-feira, 9 de junho de 2009