A Triste Constatação do Volume Secando | Análise Semanal

Por |2018-06-08T07:58:57+00:0012 de julho de 2013|

O principal ponto a ser citado nesta semana é a secura do volume financeiro.

Chegamos a mostrar volume inferior a R$ 5 bilhões em um pregão e o maior volume da semana foi de apenas R$ 7 bilhões. Isso é um péssimo sinal, já que uma melhora no Ibovespa passa necessariamente pela retomada de um volume forte e antes disso acontecer deixaria a melhora a quilômetros de distância.

análise técnica ibovespa

Até conseguimos um rompimento dos 46.100 pontos na quinta-feira, mas isso não é nem perto do suficiente para deixar o mercado em tendência de alta ou de gerar motivos para compras mais fortes. Acima dos 46.720 pontos pode tentar repiques, acima dos 48.100 pontos mais ainda, mas uma melhora realmente clara está muito distante.

A tendência principal ainda é de alta e a perda do suporte em 44.100 pontos traria mais vendas. Ainda assim, não acredito ainda em grandes rallys para nenhum dos lados, já que nosso indicador Adx está muito alto, quase em 60 pontos e um novo rally mais consistente só deve começar depois de uma queda neste indicador até perto dos 30 pontos.

O Índice Dow Jones continua esfregando em nossa cara o quão forte ele está e apenas alguns dias após marcarmos por aqui a mínima dos último quatro anos, lá fora fomos a apenas 50 míseros pontinhos do recorde histórico. A tendência ainda é muito de alta, principalmente quando focamos no médio e longo prazos, olhando através do gráfico semanal e ficaria ainda melhor em caso de rompimento dos 15.542 pontos, voltando a olhar primeiramente para os 15.800 pontos. Ou seja, jogar a culpa de nossa bolsa horrorosa nos mercados internacionais é desculpa esfarrapada, já que das principais bolsas do mundo neste ano, somos a única no vermelho, e muito no vermelho.

Na semana passada falamos de vendas em GGBR4, que ainda está brigando com o suporte em R$ 12,75 e outras que só entraram nos últimos dias, como BEMA3 e FJTA4. Por outro lado, as compras de CPLE6 e BRPR3 ainda vão bem. A CPLE6 rompeu seu ponto de entrada com uma fortíssima alta e já foi muito perto do target, enquanto que a BRPR3 mantém viva sua possibilidade de OCOI e já está na guerra com os R$ 19,37 para garantir seu rompimento e com isso subir ainda mais. Não vou falar a BRPR3 com detalhes no relatório de hoje, mas se ela passar dos R$ 19,37, vou ficar lá nos R$ 22,00 esperando por ela chegar.

Como novidades, ainda temos uma situação difícil. Apesar do Ibovespa ainda muito ruim, alguns papéis de boa liquidez vão começando a dar os primeiros sinais de melhora. Papéis como CSAN3, UGPA3, WEGE3 e BVMF3 chamam alguma atenção, mas enquanto o sinal de melhora não se concretizar, temos que ter enorme cuidado para comprar. No campo das vendas, a situação não é muito diferente, já que apesar da forte tendência de baixa temos casos de stops longos e coisas do tipo. Papéis como AMAR3, NATU3 e IGTA3 ainda estão neste grupo.

Alguns papéis resolveram, nestes últimos dias, andar na contramão do Ibovespa e ameaçaram melhoras consideráveis. A CSAN3 foi o primeiro a mostrar essa possibilidade, já que ela ainda conta com uma forte tendência de alta de longo prazo e agora também vai tentando recuperar uma terciária de alta, faltando apenas fechar um pregão acima dos R$ 43,86 e, de preferência, também acima da média móvel exponencial 50. Se isso acontecer, vamos tentar preencher o gap em R$ 45,64 e depois em R$ 47,00. O Adx bem baixo me agrada, já que em caso de pivot de alta no gráfico de preços bastaria o indicador apontar para cima para dar consistência à operação. O OBV não é muito bom, mas nada que uns fundinhos ascendentes rápidos não resolvam.

A UGPA3 tem uma configuração muito parecida com a CSAN3 citada no parágrafo superior, com uma bela tendência de alta de longo prazo e agora tentando se levantar de novo em caso de pivot acima dos R$ 54,00 voltaria a mirar a máxima histórica perto dos R$ 56,00. O stop é curto, perto dos R$ 51,56 e pelo menos neste caso o OBV já mostrou melhora nos últimos dias. Lembro que a ação é pouco volátil, por isso que a operação é mais curtinha.

Temos um caso curioso na WEGE3, que é um papel que tem a mania de se fingir de morto antes de seus grandes movimentos. O papel está praticamente hibernando desde o começo de maio, mas basta que consiga o rompimento dos R$ 28,92 para acordar com a corda toda, chamando compras bem pesadas e mirando os R$ 31,50 em um prazo até curto. Não faria absolutamente nada no papel antes do rompimento, nem olharia muito de perto para não cair em tentação de comprá-lo por antecipação, mas depois do rompimento teria um belíssimo gráfico semanal. Apesar do stop na base da congestão em R$ 26,80, seu forte OBV também é um ponto a favor. Este pode servir até mesmo para montar aquelas carteiras mais longas, não pensando em alguns poucos dias à frente, mas em muitas semanas.

A BVMF3 me deixa até um pouco receoso de comentar aqui, pois a melhora vem acontecendo mas acho que é cedo para compras. O maior motivo de atenção é a agulhada na compra no seu gráfico diário, que agora precisa só que o ativo volte para cima dos R$ 13,04 para chamar compras até os R$ 13,79. Mas, das quatro compras citadas aqui, é a que menos me chama atenção. Além disso, o rompimento da resistência que falei teria que ser rápido, já que uma demora poderia causar o fim da agulhada antes mesmo do papel subir.

Falando agora do campo mais negativo, meu destaque de hoje neste setor será a nossa queda AMAR3, de mulher para mulher. O papel já possui uma tendência de alta e já vem apanhando muito desde o fim de maior, quando valia perto dos R$ 32,00. Agora esta rebolando para se segurar no suporte em R$ 21,60 e se esta zona for perdida seria exatamente o início de nossa venda, em busca dos R$ 20,00. Os indicadores até que estão ajudando, como o OBV fraco, suas BB muito estreitas e o Adx que já até apontou levemente para cima de ontem para hoje. O stop da operação é curto e isso também me chama atenção, ficando em R$ 22,77.

Lembro que há uns três meses atrás fizemos uma operação de venda na NATU3, que está nos desenhando uma nova possível operação muito parecida com aquela. O ativo está razoavelmente próximo da mme200 e já testou trocentas vezes o suporte em R$ 45,85. Enquanto segurar neste suporte, não muda nada, mas se romper para baixo, apertem os cintos pode poderá vir queda forte por aí. Essa venda faria sentido até mesmo pelo gráfico semanal, em busca dos R$ 42,50.

Para fechar, a vendinha que me chama menos atenção que é a IGTA3, que meio que estacionou nos R$ 21,70 nos últimos dias. A tendência ainda é de baixa, mas uma nova sequência de movimentos no papel precisa de uma fagulha, e esta seria a perda da mínima do ano em R$ 21,19, gerando um pivot de baixa e voltando a jogar seu Adx para cima. A tendência de baixa somente se desfaria no ativo acima dos R$ 22,47 e mesmo assim não seria suficiente para declarar compras, já que há um punhado de resistências na frente atrapalhando.

Se tivesse que falar de novo de uma operação mais antiga, prestaria atenção na venda de GGBR4 que já está rolando em nosso relatório, já que ele fechou colado no suporte em R$ 12,75 e se perder pode ser um pulo só até o objetivo de queda nos R$ 12,50.

Para os próximos dias, acho que antes de “torcer” para a bolsa melhorar ou piorar, temos que ver um volume financeiro forte de novo. Nesta semana tivemos o pregão mais curto em trinta minutos, voltando a fechar as 17 horas, mas certamente isso não é o único fator a ajudar a encolher o volume. É bom que o volume volte logo para cima dos R$ 7 bilhões de reais, ou teremos que jogar o jogo no modo “hard”, que seria com uma tendência de baixa e ainda por cima com volume fraco. Ou seja, a vida de todos (compradores e vendedores) seria dificultada.

Ótimo final de semana a todos e até a próxima sexta-feira!!

Este relatório foi preparado pela equipe de análise de investimentos da Ágora Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (“Ágora”), que é uma sociedade controlada pelo Banco Bradesco BBI S.A. (“BBI”), mesmo controlador da Bradesco S.A. Corretora de Títulos e Valores Mobiliários (“Bradesco Corretora”). O presente relatório se destina ao uso exclusivo do destinatário, não podendo ser, no todo ou em parte, copiado, reproduzido ou distribuído a qualquer pessoa sem a expressa autorização da Ágora.
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