Voltamos a abril de 2009 – Análise da Semana

Por |2018-06-08T07:58:52+00:0021 de junho de 2013|

Em mais uma semana desastrosa, o Índice Bovespa perdeu os 47.800 pontos e atingiu um patamar que não era visto desde o começo de 2009, deixando a situação dos comprados cada vez pior.

Os repiques sempre podem acontecer, principalmente acima dos 48.210 pontos, onde confirmaria um sinal de fundo e poderia levar o Ibovespa até os 50.600 pontos, mas ainda a quilômetros de distância de uma melhora mais clara.

gráfico Ibovespa em queda

Mas a tendência ainda é de baixa e se perder os 45.930 pontos podemos visitar os 43.500 pontos, que é um suporte fraco, porém o próximo no caminho. Uma melhora continua muito distante, mas também acredito que essas fortes quedas recentes tem tudo para se desacelerarem nos próximos dias, já que o Adx está muito alto e isso pode diminuir a velocidade das movimentações para baixo. Ou seja, grandes chances de um leve repique ou até mesmo uma pequena lateralização, mas nem de longe isso quer dizer uma melhora firme. É acompanhar a Bovespa para ver.

O Índice Dow Jones continua enfraquecendo aos poucos e pela primeira vez no ano fechou abaixo de sua mme50, piorando um pouco a situação dos comprados e acordando o índice, que deve começar a se mover mais nos próximos dias, saindo do marasmo dos últimos. O Adx é um indicador que mostra a tendência de curto prazo e ele começou a apontar para o negativo, ou seja, é mais um fator que nos manda ter cuidado com o mercado.

É claro que a tendência de prazos mais longos segue intacta e apenas complicaria um pouco abaixo dos 14.380 pontos e principalmente da mme 200, portanto, ainda podemos ficar calmos quanto a perspectivas mais longas.

Na semana passada, assim como na anterior, falei aqui basicamente sobre vendas e com essa nova socada do mercado, todas acabaram dando lucro. As vendas faladas aqui em VLID3, QUAL3 e BBTG11 deram lucro, principalmente na queda mostrada por toda a bolsa na primeira metade de quinta feira.

Para as novas operações precisamos de uma decisão do mercado sobre a consequência desta perda dos 47.800 pontos, se vai afundar de uma vez até os 43.500 pontos ou se antes disso teremos um repique digno de montarmos operações bem arrojadas para repiques.

Para acreditar em altas, podemos olhar SUZB5 e a nova máxima do ano, ou ainda repiques em papéis como RENT3 e QUAL3. Mas a tendência ainda é de baixa, e aí mora outro problema. A maioria dos papéis já caiu forte recentemente, o que os deixou com stops longos ou indicadores sobrevendidos, mas ainda conseguimos enxergar alguma coisa em ABRE11 ou BEEF3.

A SUZB5 é um dos poucos papéis do Ibovespa que ainda possui uma tendência de alta, junto com algumas de suas amiguinhas do setor de papel e celulose. O ativo marcou hoje a máxima do ano e acima dos R$ 8,06 deixa até o gráfico semanal muito legal, em busca dos R$ 9,10. Os indicadores também concordam com a tendência, com o seu Adx no diário subindo e o indicador OBV nas alturas, mas, convenhamos, dá um certo medo sair comprando para carregar neste mercado tão nervoso e fraco. De qualquer jeito, o suporte do ativo está em R$ 7,15 e somente seu rompimento azedaria o curto prazo.

Para quem gosta de operações mais arrojadas, mas ainda de compras para repiques, como RENT3 e QUAL3.

A RENT3 deixou um sinal de fundo chamado de piercing line na quinta feira, mas ainda depende de sua confirmação, o que ficou para segunda feira. Acima dos R$ 30,06 liberaria um espaço para aquela altinha sem vergonha, que geralmente é acompanhada de volume mais fraco e dura pouco tempo, apenas em busca dos R$ 31,20 no curtinho prazo. O stop também é curto, na mínima do ano em R$ 29,23.

No caso da QUAL3 já estamos um passo à frente, já que o sinal de fundo já foi confirmado hoje. Como a tendência é de baixa, seguimos naquela típica operação de trincheira, onde não podemos ficar muito tempo fora dos sacos de areia, precisando voltar logo, ou seja, encerraríamos a operação ao primeiro sinal de lucro razoável. Me parece aceitável deixar um target perto dos R$ 17,70, mas absolutamente nada impede um encerramento pouco antes. E o suporte, claro, é a mínima do ano em R$ 15,52.

No caso das vendas, como falei antes, a maioria já vem de fortes quedas e por isso nos dá stops longos. Mas ainda temos algumas exceções, como a ABRE11 que perdeu hoje sua mme200 pela primeira vez em sua história e pode engatar novas quedas até os R$ 36,43. Meu único medo na operação é o fato da mme200 às vezes gerar repiques mesmo depois de um fechamento pouco abaixo dela, mas o stop da venda ficaria só em R$ 43,98, pois só daí para cima ganharia alguma força compradora.

Para encerrar os papéis, a nossa querida BEEF3 ainda está sambando em cima do suporte em R$ 10,02/9,78 e se romper pode sair um belo pivot de baixa, abrindo suas BB muito rapidamente e tirando o papel desta sonolência dos últimos dias e chamando fortes quedas em busca dos R$ 9,00. Acho arrojado entrar na operação antes deste rompimento acontecer, portanto, tenhamos um pouco de calma e esperemos o rompimento. O stop fica em R$ 10,75.

Tenho ditto nas últimas semanas, principalmente nos programas de TV, que sou muito a favor de operações “diferentes”, principalmente as que diminuem o risco do mercado ou envolvam derivativos para evitar quedas mais fortes. Operações como vendas cobertas bem dentro do dinheiro, gerando uma boa proteção contra quedas e proporcionando um substancial ganho acima do CDI.

Outro que vem mostrando uma bela performance neste mercado cheio de percalços são as operações de Long and Short (LS). Elas são ideais nestes momentos em que não temos muita convicção para entrar simplesmente em compras ou vendas, e neste caso temos o nosso risco diminuído. Nas últimas 18 operações encerradas em nosso relatório, tivemos lucro em 16. Portanto, acho que vale a pena perdermos uns minutinhos para conhecer o relatório.

Bom final de semana para todos e até semana que vem!!

 

Este relatório foi preparado pela equipe de análise de investimentos da Ágora Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (“Ágora”), que é uma sociedade controlada pelo Banco Bradesco BBI S.A. (“BBI”), mesmo controlador da Bradesco S.A. Corretora de Títulos e Valores Mobiliários (“Bradesco Corretora”). O presente relatório se destina ao uso exclusivo do destinatário, não podendo ser, no todo ou em parte, copiado, reproduzido ou distribuído a qualquer pessoa sem a expressa autorização da Ágora.
Este relatório é distribuído somente com o objetivo de prover informações e não representa uma oferta de compra e venda ou solicitação de compra e venda de qualquer instrumento financeiro. As informações contidas neste relatório são consideradas confiáveis na data de sua publicação. Entretanto, as informações aqui contidas não representam por parte da Ágora ou da Bradesco Corretora garantia de exatidão dos dados factuais utilizados. As opiniões, estimativas, projeções e premissas relevantes contidas neste relatório são baseadas em julgamento do(s) analista(s) de investimento envolvido(s) na sua elaboração (“analistas de investimento”) e são, portanto, sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado.
Declarações dos analistas de investimento envolvidos na elaboração deste relatório nos termos do art. 17 da Instrução CVM 483:
O(s) analista(s) de investimento declara(m) que as opiniões contidas neste relatório refletem exclusivamente suas opiniões pessoais sobre a companhia e seus valores mobiliários e foram elaboradas de forma independente e autônoma, inclusive em relação à Ágora, à Bradesco Corretora, ao BBI e demais empresas do Grupo Bradesco.
A remuneração do(s) analista(s) de investimento está, direta ou indiretamente, influenciada pelo resultado proveniente dos negócios e operações financeiras realizadas pela Ágora, Bradesco Corretora e BBI.
O analista de investimentos Daniel Marques declara que possui vínculo com pessoa natural que trabalha para o emissor objeto de análise: PETROBRÁS.
O analista de investimento João Marcello Schoenberger declara que ele e/ou seu cônjuge ou companheira são, direta ou indiretamente, em nome próprio ou de terceiros, titulares de valores mobiliários objeto dos relatórios de análise: BBDC4, BVMF3, MILS3, KLBN4, MYPK3, DIRR3, RDNI3, BRFS3 e CCRO3.
Declarações nos termos do art. 18 da Instrução CVM 483.
O Bradesco tem participação direta acima de 5% nas empresas Cielo S.A. e Odontoprev S.A. A Bradseg Participações Ltda., empresa do Grupo Bradesco, tem participação indireta acima de 5% no Fleury S.A. A BRADESPAR S.A., cujo grupo controlador é composto pelos mesmos acionistas que controlam o Bradesco, tem participação indireta acima de 5% na VALE S.A..
Ágora, Bradesco Corretora, Bradesco BBI e demais empresas do grupo Bradesco têm interesses financeiros e comerciais relevantes em relação ao emissor ou aos valores mobiliários objeto de análise.
O Bradesco BBI está participando como coordenador na oferta de distribuição pública de ações de CPFL Energias Renováveis S.A., Iguatemi Empresa de Shopping Centers S.A., MPX Energia S.A. de debêntures do BNDES Participações S.A. – BNDESPAR, Cia de Gás de São Paulo – Comgás, JBS S.A. e OI S.A. e letras financeiras de Banco Daycoval S.A.. A Ágora e a Bradesco Corretora estão participando como instituições intermediárias na oferta de distribuição pública de ações Iguatemi Empresa de Shopping Centers S.A., de debêntures do BNDES Participações S.A. – BNDESPAR, Rodovias do Tietê e cotas de Fundo de Investimento Imobiliário – FII Brasil Plural Absoluto Fundo de Fundos, Fundo de Investimento Imobiliário General Shopping Ativo e Renda – FII, Rio Bravo Crédito Imobiliário II Fundo de Investimento Imobiliário – FII, Santander Agências Fundo de Investimento Imobiliário – FII e SP Downtown Fundo de Investimento Imobiliário FII.
Nos últimos 12 meses, o Bradesco BBI participou como coordenador nas ofertas públicas de distribuição de títulos e valores mobiliários das companhias: Abril Educação, Aliansce, Ampla, Azul Linhas Aéreas, Banco BTG Pactual, Banco do Brasil, BB Progressivo II – FII, BB Seguridade, Biosev, BHG, BNDESPAR, BR Malls, BR Pharma, Bradespar, Brasil Telecom, Brookfield Incorporações, BTG Pactual Pharma, CART, CCR Viaoeste, CEDAE, Chemical VII (FIDC), Colinas, Comgás, CPFL Energias Renováveis, EcoRodovias, Ecovias, Editora Abril, Eletropaulo, Embratel, Equatorial, Estácio, FII BTG Pactual Corporate Office Fund, Fleury, Gafisa, Galvão Participações, Gávea Crédito Estruturado (FIDC), Gráfica e Editora Anglo, Iguatemi, JBS, Marfrig, MMX Mineração, Multiplan, OAS, OI, Petropar, Queiroz Galvão, Rede Do´r São Luiz, Restoque (Le Lis Blanc), Rodobens, Sabesp, Smiles, Suzano Papel e Celulose, Vale e Vix Logística. Também atuou como assessor financeiro de Alpargatas na operação com a Osklen.
Nos últimos 12 meses, a Ágora e/ou a Bradesco Corretora participaram, como instituições intermediárias, das ofertas públicas de títulos e valores mobiliários das companhias: Abril Educação, Aliansce, Alupar, BNDESPAR, Banco BTG Pactual, BB Progressivo II – FII, BB Seguridade, Biosev, BHG, BR Pharma, Equatorial, Estácio, Fator IFIX – FII, FII BTG Pactual Corporate Office Fund, Fator Verità FII, Fibria, FII TB Office, FII Vila Olimpia Corporate, Fundo de Índice ICO2, FII TRX, Iochpe Maxion, Linx, Marfrig, Minerva, Multiplan, Santander Agências FII, Senior Solution, SDI Logística Rio – FII, Smiles, Suzano Papel e Celulose, Taesa, Triângulo do Sol e XP Corporate Macaé – FII.
A Bradesco Corretora recebe remuneração por serviços prestados como formador de mercado de ações da Alpargatas (ALPA4) e Odontoprev (ODPV3). O Bradesco recebe remuneração por serviços prestados como formador de mercado de debêntures da USIMINAS e BNDESPAR, e cotas do Fundo Imobiliário BB Progressivo II.

Veja também