Um Mar Vermelho Na Bolsa – Análise Semanal

Por |2018-06-08T07:58:52+00:0014 de junho de 2013|

Para quem tinha achado que as últimas duas semanas foram ruins, descobriram que o ruim sempre pode piorar mais um pouco.

Depois que o gráfico do Ibovespa perdeu os 55.400 pontos na semana passada, o objetivo para baixo em 49.400 pontos que parecia tão distante foi atingido como uma flecha. Como os volumes fortes estão se tornando frequentes, os cintos de segurança devem ser apertados pois o teste em 47.800 pontos pode ser um pouco traumático, já que em caso de rompimento realmente deixaria a situação realmente feia.

Gráfico Ibovespa em queda

Uma melhora firme ainda está muito longe e nem vou me prender a isso agora, pois um zilhão de coisas teria que acontecer para que o Ibovespa fique realmente bonito, por isso, quando estiver já dando pinta de que está para acontecer, eu juro que trarei mais detalhes.

Por enquanto, o máximo que poderíamos torcer para acontecer seria voltar para cima dos 50.650 pontos e com isso buscar repiques até os 52.200 pontos, mas isso ainda não quer dizer muito em relação a otimismo. Particularmente ainda acredito em mais um repique antes de exatamente tocarmos os 47.800 pontos, mas só descobriremos isso na semana que vem.

Pela primeira vez em todo o ano de 2013, o Índice Dow Jones mostrou três quedas consecutivas e começa a nos deixar meio cabreiros, por conta da proximidade do perigoso suporte em 14.840 pontos, já que seu rompimento já seria o suficiente para lhe dar uma tendência de baixa no curto prazo, o que também seria a primeira vez no ano. Essa perda de suporte não seria exatamente tão ruim para o índice, mas poderia trazer curtas vendas em busca dos 14.380 pontos.

De qualquer maneira, a tendência ainda é de alta e os comprados somente parariam de prender a respiração para cima dos 15.300 pontos, melhorando o curto prazo e olhando para o topo histórico de novo. O Adx já está bem baixo e isso chama atenção, pois basta que ele aponte para cima de novo para sugerir no ativo uma sequência de movimentos mais claros, a direção este movimento vai depender qual lado será o rompido.

Apesar do desastre que se instalou praticamente em toda bolsa, motivo de choradeira para todos os lados em diversos lugares, do jornal à TV, passando pelos fóruns e coisas do tipo, a semana nem foi tão ruim pelo que fizemos nos últimos dias.

Falar nas vendas é um pouco sem graça, já que tudo despencou, então praticamente todas as vendas iniciadas na semana anterior teriam dado certo, mas falamos aqui de LLXL3, LAME4, JHSF3 e BRPR3, todas com quedas fortes. Por mais esquisito que possa parecer, fizemos até algumas operações curtinhas na compra, em GOLL4, GFSA3 e ELPL4, onde todas elas duraram apenas algumas horas.

Mas como quem vive de passado é museu, vamos focar de novo nas novidades. Como a tendência principal ainda é negativa, me sinto obrigado a falar de mais vendas, como VLID3, QUAL3 e BBTG11, que tem gráficos semanais até parecidos. Para compras, vou fazer algo diferente, dizendo o tipo de configuração que precisamos procurar e não exatamente um ou outro papel específico.

Alguns papéis mostraram e ainda mostram grandes tendências de alta de longo prazo e a VLID3 é um belo exemplo disso. Para se ter uma idéia, o último pivot de baixa no semanal foi em maio de 2010. Agora o papel está beliscando os R$ 33,40, que é o último fiapo de esperança para os comprados, já que seu rompimento geraria um lindo pivot de baixa, que teria a importante ajuda de vários indicadores que gosto de usar, como o Adx apontando para cima e suas BB se abrindo. Seu gráfico semanal ficaria até mesmo um pouquinho assustaria, já que em caso de vendas, não teria nada no caminho até perto dos R$ 26,00. Voltando para o diário, que é quem vai balizar nossa operação, o foco está no suporte em R$ 28,70, que seria o alvo inicial desta queda. O stop parece um pouquinho distante, mas realmente acho que vale deixar ele nos R$ 37,25 de tão legal que parece a possível venda.

A QUAL3 tem uma configuração no semanal que também indica uma venda, embora sua histórica na bolsa ainda seja curta, sem completar sequer dois anos de idade. Abaixo dos R$ 17,90 chama essa venda, com ajuda do seu On Balance Volume que está na mínima histórica e o Adx que saiu do limpo e está gritando por atenção quando dizer que a tendência agora é de baixa. O gráfico diário tem apenas um “porém” para esta venda, que também é a ausência de um stop curto, já que teríamos apenas os R$ 19,16, mas de novo, acho que vale.

Já que foquei as anteriores no gráfico semanal, não vou fazer diferente na BBTG11, que está tentando o primeiro pivot de baixa de sua curta história na bolsa. Abaixo dos R$ 31,05 fica também pelo caminho a mme50 e por isso o espaço até os R$ 29,00 e R$ 28,10 é livre. Seu Adx também concorda com a venda e o ponto de atenção nesta operação fica pelo fato do ativo não andar exatamente como os outros bancos grandes (ITUB4, BBAS3, SANB11, etc) e mostrar uma puxadas inesperadas para um lado ou para o outro, que às vezes nos pegam de surpresa. O stop, sempre ele, também está um pouco longe, mas podemos usar os R$ 33,20.

Para as compras, ainda vejo a mesma coisa que comentei na semana passada, onde temos basicamente duas maneiras de operar por enquanto. A primeira é buscar um papel com tendência de alta de longo prazo, testando um suporte importante como a média móvel exponencial (mme200) ou algo do tipo e buscar uma compra de longo prazo. Não estou falando para comprar qualquer coisa só porque caiu, nada disso. É peneirar alguma coisa que tenha tendência de alta de longo prazo.

A segunda possibilidade é exclusivamente voltada para aqueles investidores mais arrojados e que operam curtinho. Temos que buscar ações com as seguintes características: quedas fortes recentes, indicadores sobrevendidos, tocando uma região de suporte importante, deixando sinal de fundo e de preferência já o confirmando.

Eu sei que à primeira vista pode parecer muita coisa e você pensar que jamais encontrará um papel com tudo isso ao mesmo tempo, mas isso não é verdade. Veja as operações que fizemos essa semana no nosso Relatório de Recomendações, com GOLL4, GFSA3, ELPL4 e ainda outras que foram comentadas e/ou recomendadas, como RAPT4, BBAS3, AMAR3, BVMF3 e outros. Em geral, as entradas são feitas acima das máximas dos sinais de fundo e zerando ao primeiro sinal de lucrinho na operação. Qualquer três ou quatro pontos percentuais de ganho já seriam muito bem vindos.

Acho que a principal sugestão que posso passar para vocês hoje é: Se realmente quiserem operar e se sentirem confortáveis com isso, não façam operações grandes. Nada de alavancagem. Não toquem na conta margem, alavancagem via termo ou qualquer coisa do tipo. Acho que são opções suas úteis e realmente fantásticas em alguns momentos, mas em mercado tenso como agora, não faria nada disso.

Outra coisa que pode parecer muito tentadora e não acho que faz sentido é o “vou comprar porque já caiu muito”. Estamos vendo esse filme em OGXP3 desde a casa dos R$ 6,00, ou na BISA3 desde os R$ 3,50 e hoje em dia podemos ver que o que nos parecia super barato, na verdade hoje parece um valor impensável do papel voltar no curto prazo.

Se for para errar em um momento volátil e de queda como este, sem dúvidas prefiro que o erro aconteça em deixar de ganhar mais dinheiro por excesso de conservadorismo do que simplesmente quebrar por pensar em posições pesadas ou alavancagem maior. Vocês que leem este relatório toda semana sabem que eu não sou conservador, às vezes gosto de operações arriscadas até demais, este é o meu perfil natural. Mas ser arrojado também requer que ponhamos os pés no chão quando necessário, tomando fôlego e nos preparando para a próxima operação.

Bom final de semana para todos e até semana que vem!

Este relatório foi preparado pela equipe de análise de investimentos da Ágora Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (“Ágora”), que é uma sociedade controlada pelo Banco Bradesco BBI S.A. (“BBI”), mesmo controlador da Bradesco S.A. Corretora de Títulos e Valores Mobiliários (“Bradesco Corretora”). O presente relatório se destina ao uso exclusivo do destinatário, não podendo ser, no todo ou em parte, copiado, reproduzido ou distribuído a qualquer pessoa sem a expressa autorização da Ágora.
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