Análise da Semana: "Adivinhem só? Novos recordes nos EUA"

Por |2018-06-08T07:58:47+00:0024 de maio de 2013|

O Índice Bovespa mostrou bons pregões para os comprados nos primeiros dias da semana, mas acabou estacionando na resistência logo depois.

A situação não chegou a mudar muita coisa, mas agora pelo menos está batendo na portinha da resistência em 57.000 pontos e principalmente da média móvel exponencial 200 em 57.500 pontos, precisando do rompimento de ambas para deixar os comprados garbosos e sorridentes depois de muito tempo.

Em caso de sucesso, o objetivo para cima ficaria em 59.470 pontos. O suporte ainda é o mesmo, em 54.140 pontos e enquanto estivermos acima deste ponto, sem problemas.

Ibovespa maio 2013

Tenho visto algumas pessoas falando que o rompimento da resistência no Ibovespa serviria também para o rompimento de um OCOI (Ombro Cabeça Ombro Invertido). Não chego a achar a idéia absurda, mas o fato da figura me parecer desarmônica me faz não falar muito dela. De qualquer jeito, é a partir daí que a música começaria a tocar mais alegremente.

No Dow Jones, tivemos de tudo nesta semana. A começar com novos três recordes históricos em sequência e logo depois, algumas realizações fraquinhas, mas que não aconteciam há um certo tempo. As realizações até podem continuar, enquanto permanecer acima dos 14.890 pontos não tem qualquer problema para os comprados e seu objetivo de alta também fica nos 15.700 pontos.

Essa semana foi legal para vermos a “volatilidade da cabeça humana”. Até uns dias atrás, eu via gente dizendo que as bolsas americanas iriam subir para sempre, com recorde atrás de recorde e tudo mais. Na quinta-feira saiu um dado ruim na China e fez a bolsa do Japão cair quase 8% em um único pregão. Isso foi o suficiente para atualizar e começar a ouvir deduções absurdas, como uma nova crise enorme se fazendo, a Vale tendo enormes problemas, a bolsa americana devolvendo todos os ganhos do ano e por aí vai. Vou repetir a palavra que usei umas dez vezes no programa “De Olho nos Gráficos” de quinta-feira: CALMA. Em geral as coisas não são tão boas como a princípio achamos que elas são, assim como geralmente não são tão ruins como podemos pensar que elas sejam. Por aqui, ainda não mudou nada e pelos EUA também pelo. Pelo menos é o que diz o gráfico até agora.

Em geral, os papéis destacados na semana passada mandaram bem, com destaques para o setor elétrico e MGLU3. A CPFE3 subiu mais e encerrou nossas duas operações de compra recomendadas, a CMIG4 subiu praticamente a semana inteira e a CESP6 segue melhorando. Nossa querida MGLU3, que tanto havia apanhado no ano, deu um show após romper os R$ 8,40 e explodir em apenas dois pregões até os R$ 9,33. O último destaque foi a DIRR3, que fez mais uma máxima histórica e segue sendo disparada a melhora na área de construção civil.

As novidades dessa semana também são interessantes. A RSID3 pode ser a primeira das grandes construtoras (com exceção da CYRE3) a melhorar um pouco o gráfico depois de apanhar muito. A nossa TIMP3, que mais parece a Bela Adormecida pode ganhar o beijo do príncipe e também acordar, precisando romper a parte de cima da congestão. A PSSA3 também segue melhorando e a AMBV4 também segue melhorando. Para quem gosta de gráfico semanal, a ITUB4 também chama atenção de novo.

Nós sabemos que as construtoras tem apanhado muito nos últimos meses, como BISA3, PDGR3, MRVE3 e outras, mas a RSID3 pode ser a primeira dessas a sair do buraco. Depois de fortes quedas, ela passou os últimos dias de namoro com a resistência em R$ 3,79 e se realmente se livrar dela, o espaço para cima é enorme. O primeiro objetivo de alta ficaria em R$ 4,40 (sua mme200)  e se também romper, pode mirar incríveis R$ 5,00. Além da melhora no diário, até o tão importante gráfico semanal pode começar a melhorar, com um pequeno pivot de alta. Vale lembrar que precisa de um pouco de estômago para operar este papel, já que sua volatilidade é grande. Mas para quem aguentar a volatilidade e aceitar o stop longo em R$ 3,11, esse rompimento pode ser bem apetitoso.

Eu confesso que esperava mais da TIMP3 lá atrás, em dezembro quando ela começou a melhorar. Mas já que ela se congestionou, me sinto obrigado a acompanhar a saída da congestão para cima, que está bem próxima. O único a ser olhado fica em R$ 8,68 e seu rompimento deixaria a situação para novas compras de médio prazo realmente bem legal, sacudindo a poeira do ativo e partindo em busca dos R$ 9,06 e depois disso com um caminho gigante até perto dos R$ 10,00. Os indicadores no semanal também estariam comportados, como o Adx subindo e suas BB abrindo. Vale lembrar que a operação seria apenas de médio prazo, portanto, nada de enlouquecer a cada variação do ativo caso ele faça o rompimento.

A PSSA3 continua firme em sua tendência de curto prazo e também no longo, permitindo o trocadilho de que ela realmente parece um “porto seguro” por enquanto. Temos basicamente duas operações a serem encaixadas nela. A primeira é a que entramos em nosso relatório de Recomendações, aproveitando o último pivot de alta em busca dos R$ 28,29, que é o topo histórico, e com suporte e stop em R$ 25,07. Para quem não curte trade curto e prefere olhar o semanal, a compra tem um stop mais longão, em R$ 23,60 e um objetivo lá no céu, por enquanto.

A AMBV4 tem uma situação parecida com o papel citado no parágrafo de cima, que é uma possível operação de curto prazo para aproveitar o último pivot, ou então olhando seu gráfico semanal e mirando a máxima histórica de novo. Mas vou focar aqui na operação mais curta, onde seria bem legal que rapidamente o papel mostrasse nova alta, o que permitiria até mesmo uma nova compra e nos deixaria apertar o stop para os R$ 84,00. Por enquanto, o stop continua em R$ 80,85.

A ITUB4 nos enganou há algumas semanas atrás, quando pivoteou para cima no semanal em março, mas acabou não andando. Depois de suar um pouco, o papel já está perto de um novo pivot de alta neste tempo gráfico, precisando passar dos R$ 33,58 para encontrar inicialmente os R$ 34,17 e depois disso partir rumo à máxima histórica em R$ 36,46. Em resumo, não me agrada muito a idéia de comprar o papel pensando apenas em alguns dias à frente, mas para um médio prazo ele realmente fica apetitoso em caso de pivot de alta. O suporte é bem claro em R$ 29,19 e este seria usado como stop.

Eu sei que a DIRR3 já foi assunto da semana passada, mas para quem ainda ficou chupando dedo e está olhando o papel fazer duas novas máximas históricas só nesta semana, a boa notícia é que ainda dá tempo. Se firmando acima do antigo topo em R$ 16,23 é suficiente para compras visando os R$ 17,90 ou antes disso até onde a paciência de cada um permitir. Ah, e o stop agora é também mais curtinho, em R$ 14,95.

Sobre a semana que vem, já antecipo que tem tudo para ser bem chata. Segunda, dia 27 é feriado nos EUA e na quinta, dia 30 é feriado aqui no Brasil. A liquidez pode ser prejudicada, assim como a volatilidade e por isso operações de curto prazo podem ser prejudicadas. Mas sem nervosismo, pois é apenas uma semaninha.

Bom final de semana para todos e até a próxima!!

 

 

Este relatório foi preparado pela equipe de análise de investimentos da Ágora Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (“Ágora”), que é uma sociedade controlada pelo Banco Bradesco BBI S.A. (“BBI”), mesmo controlador da Bradesco S.A. Corretora de Títulos e Valores Mobiliários (“Bradesco Corretora”). O presente relatório se destina ao uso exclusivo do destinatário, não podendo ser, no todo ou em parte, copiado, reproduzido ou distribuído a qualquer pessoa sem a expressa autorização da Ágora.
Este relatório é distribuído somente com o objetivo de prover informações e não representa uma oferta de compra e venda ou solicitação de compra e venda de qualquer instrumento financeiro. As informações contidas neste relatório são consideradas confiáveis na data de sua publicação. Entretanto, as informações aqui contidas não representam por parte da Ágora ou da Bradesco Corretora garantia de exatidão dos dados factuais utilizados. As opiniões, estimativas, projeções e premissas relevantes contidas neste relatório são baseadas em julgamento do(s) analista(s) de investimento envolvido(s) na sua elaboração (“analistas de investimento”) e são, portanto, sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado.
Declarações dos analistas de investimento envolvidos na elaboração deste relatório nos termos do art. 17 da Instrução CVM 483:
O(s) analista(s) de investimento declara(m) que as opiniões contidas neste relatório refletem exclusivamente suas opiniões pessoais sobre a companhia e seus valores mobiliários e foram elaboradas de forma independente e autônoma, inclusive em relação à Ágora, à Bradesco Corretora, ao BBI e demais empresas do Grupo Bradesco.
A remuneração do(s) analista(s) de investimento está, direta ou indiretamente, influenciada pelo resultado proveniente dos negócios e operações financeiras realizadas pela Ágora, Bradesco Corretora e BBI.
O analista de investimentos Daniel Marques declara que possui vínculo com pessoa natural que trabalha para o emissor objeto de análise: PETROBRÁS.
O analista de investimento Daniel Marques declara que ele e/ou seu cônjuge ou companheira são, direta ou indiretamente, em nome próprio ou de terceiros, titulares de valores mobiliários objeto dos relatórios de análise: BBAS3, BBPO11, BVMF3, ENBR3, GGBR4, VALE5 e VIVT4.
O analista de investimento João Marcello Schoenberger declara que ele e/ou seu cônjuge ou companheira são, direta ou indiretamente, em nome próprio ou de terceiros, titulares de valores mobiliários objeto dos relatórios de análise: BBDC4, BVMF3, CSAN3, MILS3, KLBN4, MYPK3, PTBL3 E VLID3.
Declarações nos termos do art. 18 da Instrução CVM 483.
O Bradesco tem participação direta acima de 5% nas empresas Cielo S.A. e Odontoprev S.A. A Bradseg Participações Ltda., empresa do Grupo Bradesco, tem participação indireta acima de 5% no Fleury S.A. A BRADESPAR S.A., cujo grupo controlador é composto pelos mesmos acionistas que controlam o Bradesco, tem participação indireta acima de 5% na VALE S.A..
Ágora, Bradesco Corretora, Bradesco BBI e demais empresas do grupo Bradesco têm interesses financeiros e comerciais relevantes em relação ao emissor ou aos valores mobiliários objeto de análise.
O Bradesco BBI está participando como coordenador na oferta de distribuição pública de ações de CPFL Energias Renováveis S.A., Iguatemi Empresa de Shopping Centers S.A., de units de Abril Educação S.A. e debêntures da Cia de Gás de São Paulo – Comgás. A Ágora e a Bradesco Corretora estão participando como instituições intermediárias na oferta de distribuição pública de units da Alupar Investimento S.A., de cotas de Fundo de Investimento Imobiliário – FII Brasil Plural Absoluto Fundo de Fundos, Fundo de Investimento Imobiliário General Shopping Ativo e Renda – FII, Fundo de Investimento Imobiliário – FII TB Office, Rio Bravo Crédito Imobiliário II Fundo de Investimento Imobiliário – FII, Santander Agências Fundo de Investimento Imobiliário – FII e SP Downtown Fundo de Investimento Imobiliário FII.
Nos últimos 12 meses, o Bradesco BBI participou como coordenador nas ofertas públicas de distribuição de títulos e valores mobiliários das companhias: Aliansce, Ampla, Azul Linhas Aéreas, Banco BTG Pactual, Banco do Brasil, BB Progressivo II – FII, BB Seguridade, Biosev, BHG, BNDESPAR, BR Malls, BR Pharma, Bradespar, Brasil Telecom, Brookfield Incorporações, BTG Pactual Holding, BTG Pactual Participations Ltd, BTG Pactual Pharma, CART, CCR Viaoeste, CEDAE, Chemical VII (FIDC), Colinas, Comgás, Companhia Brasileira de Distribuição, CPFL Energias Renováveis, EcoRodovias, Ecovias, Editora Abril, Eletropaulo, Embratel, Equatorial, Estácio, FII BTG Pactual Corporate Office Fund, Fleury, Gafisa, Galvão Participações, Gávea Crédito Estruturado (FIDC), GFV Holding, Gráfica e Editora Anglo, Iguatemi, JBS, Marfrig, Marisol, MMX Mineração, MRV Engenharia, Multiplan, OAS, OI, Petropar, Queiroz Galvão, Rede Do´r São Luiz, Restoque (Le Lis Blanc), Rodobens, Sabesp, Smiles, Suzano Papel e Celulose, Vale e Vix Logística. Também atuou como assessor financeiro de Alpargatas na operação com a Osklen.
Nos últimos 12 meses, a Ágora e/ou a Bradesco Corretora participaram, como instituições intermediárias, das ofertas públicas de títulos e valores mobiliários das companhias: Aliansce, BNDESPAR, Banco BTG Pactual, BB Progressivo II – FII, BB Seguridade, Biosev, BHG, BR Pharma, BTG Pactual Participations Ltd, Equatorial, Estácio, Fator IFIX – FII, FII BTG Pactual Corporate Office Fund, Fator Verità FII, Fibria, FII Vila Olimpia Corporate, Fundo de Índice ICO2, FII Maxi Renda, FII TRX, Iochpe Maxion, Linx, Locamérica, Marfrig, Minerva, Multiplan, Santander Agências FII, Senior Solution, SDI Logística Rio – FII, Smiles, Suzano Papel e Celulose, Taesa, Triângulo do Sol, Unicasa e XP Corporate Macaé – FII.
A Bradesco Corretora recebe remuneração por serviços prestados como formador de mercado de ações da Alpargatas (ALPA4) e Odontoprev (ODPV3). O Bradesco recebe remuneração por serviços prestados como formador de mercado de debêntures da USIMINAS e BNDESPAR, e cotas do Fundo Imobiliário BB Progressivo II.

Veja também