Mínima do Ano Aqui e Semana em Alta Lá Fora

Por |2018-06-08T07:58:51+00:007 de junho de 2013|

O Índice Bovespa conseguiu fazer o que de pior poderia se esperar.

O suporte em 52.390 pontos foi rompido para baixo e uma venda foi declarada em busca dos 49.400 pontos até mesmo no gráfico semanal. Repiques até podem acontecer eventualmente, mas o viés passou a ser bastante negativo e muita coisa precisaria acontecer para voltar a declarar uma compra pensando no curto prazo.

O semanal também sofre bastante com essa perda de suporte e pode complicar até mesmo a vida dos que tem compras pensando em um prazo um pouquinho maior, por isso, o stop nunca foi tão importante nos últimos meses como é neste momento.

Marcamos hoje uma nova mínima do ano:

Gráfico Ibovespa

O Índice Dow Jones continua totalmente alheio a nossa crise interna e apesar de ter realizado e testado o suporte em 14.900 pontos, conseguiu se recuperar e ainda está tranquilão em sua tendência de alta. Nosso novo número de atenção no campo inferior agora fica em 14.840 pontos, já que seu rompimento poderia até mesmo reverter a tendência de curto prazo e chamar vendas em busca dos 14.380 pontos, que é o suporte mais forte até o momento.

Como a tendência de alta ainda manda no ativo, seguimos olhando para cima em busca do topo histórico nos 15.540 pontos, que é o objetivo e cujo rompimento deixaria os comprados novamente tranquilos na missão por novos recordes. Seu gráfico semanal me parece um pouco esticado e por isso já diminuo a expectativa por mais rallys, já que mesmo que a tendência de alta siga válida, é muito provável que diminua a intensidade dos movimentos para cima a fim de se aproximar de suas médias importantes, como 50 e 200 períodos.

Antes de falar dos papéis em destaque para a próxima semana, confesso que jamais gastei tanto tempo rodando atrás de ações para compor este relatório como fiz hoje. A situação é realmente bem delicada por conta da grande piora do Ibovespa e de vários dos seus principais papéis, deixando então compras cada vez mais complicadas. Muitos então vão me perguntar:

Daniel, por que não vendemos tudo então?

A resposta é simples, pois boa parte dos papéis já caiu forte, tem stops longos, tem suportes no caminho ou um conjunto desses fatores.

Compras pensando no curto prazo ainda estão complicadas, por isso vou focar em compras mais longas em RENT3 e AMBV4, além da AEDU3. Algumas vendas também aparecem, como LLXL3, LAME4, JHSF3 e a repetida BRPR3.

As pancadas recentes na bolsa afetaram praticamente todos os papéis de maior liquidez, mas alguns deles tiveram piorada apenas sua configuração de curto prazo, já que o longo prazo segue firme e forte e até em região que chama atenção para compras. O primeiro exemplo disso é a RENT3, que apesar de uma fraqueza nas últimas semanas, está tocando uma LTA que já tem cerca de dois anos e enquanto se mantiver acima dos R$ 31,25 é uma possibilidade de compras visando o longo prazo. A AMBV4 tem situação parecida e também está em uma LTA iniciada em agosto de 2011. Ela só não pode perder os R$ 76,50 pois isso colocaria o longo prazo em choque com o gráfico semanal, fazendo um pivot de baixa e chamando até mesmo vendas.

A AEDU3 tem uma situação um pouco diferente dos papéis citados anteriormente, já que ela continua com sua tendência de alta até mesmo no médio prazo e basta confirmar o sinal de fundo acima dos R$ 12,87 para se mostrar uma raríssima exceção de papel líquido e com tendência de alta, voltando a olhar para os R$ 13,80 como objetivo de alta. Se o candle de fundo for realmente confirmado, também nos dará um stop bem curtinho, em R$ 12,40.

As vendas por enquanto parecem mandar no mercado, mas vale algum cuidado quanto ao stop das operações. Isso acontece porque, devido às fortes quedas dos últimos dias, muitos topos anteriores já passaram a ser quase inviáveis para serem usados como stops, já que estão longe demais. A JHSF3 perdeu o suporte em R$ 6,51, saindo pelo lado inferior de sua congestão e com isso declarando vendas em busca dos R$ 5,70 já no curto prazo. O Adx também está ajudando as vendas, o que, em conjunto com suas BB se abrindo, sugerem muitas movimentações para os próximos dias.

Depois de muito enrolar, a LLXL3 finalmente perdeu neste último pregão da semana o antigo suporte em R$ 1,65, chamando a venda e agora mirando a casa dos R$ 1,45 como objetivo para baixo. Os indicadores também concordam com essa tendência, já que o Adx ganha força, o OBV está ruim e suas Bandas de Bollinger indicam que as fortes movimentações vieram para ficar, pelo menos mais alguns pregões.Aqueles repiquezinhos rápidos e eventuais podem acontecer, mas ainda estariam distantes de surtirem uma melhora mais firme no índice e chamar compras ou algo do tipo.

A LAME4 foi um papel que testou a paciência de muitos, desde novembro do ano passado quando jogou sua marcha no ponto morto e nada fez desde então. Mas as quedas recentes geraram o rompimento para baixo dos R$ 16,54 e isso já serviu para declarar uma venda ao menos de curto prazo, em busca dos R$ 15,10 para início de conversa. É claro que repiques podem acontecer, mas ainda estaria muito distante de uma nova sugestão de melhora ou qualquer evolução mais consistente. Acima dos R$ 16,50 é onde tenta os repiques, mas todos os indicadores ainda estão a favor da recém iniciada tendência de baixa.

A BRPR3 não é novata aqui em nosso relatório semanal, mas serei obrigado a repeti-la mais uma vez. Seu gráfico semanal dessa vez que declarou uma nova venda ao perder os R$ 20,24 e agora olha para níveis pouco acima dos R$ 18,00. O semanal está todo embicado para baixo, com On Balance Volume (OBV) caindo, BB abrindo e por aí vai. Suas BB muito abertas no diário podem até tornar o movimento um pouco mais lento neste primeiro momento, mas a tendência ainda é firme e ela aponta para novas mínimas do ano. O topo anterior é resistência, só em R$ 22,55.

Em geral, a situação para operações ainda é muito complicada.

Falei no programa “Fechamento de Mercado” de hoje que temos basicamente três maneiras diferentes de operar por enquanto:

1. Operações avançadas

São operações de long and short, onde não dependemos da direção para onde o mercado como um todo vá andar para ganhar dinheiro.Ou operações estruturadas com opções, como vendas cobertas e fences, nos dando grande proteção contra quedas do mercado.

2. Montagem de carteira de longo prazo

Mas nada daquele esquema de “vou comprar porque já caiu muito”. É para peneirar muito bem e comprar papéis que tenham caído para níveis interessantes, mas que ainda possuam uma boa tendência de longo prazo, tal como AMBV4, RENT3, PCAR4, CSAN3, etc.

3. Day trades, ou operações curtíssimas em geral

Nestes últimos pregões a bolsa mesclou forte volume e forte variação intradiária, que são os ingredientes perfeitos para um day trade. Mas lembrem-se, esse tipo de operação é bem arriscada e somente recomendo para investidores mais experientes e qualificados.

É claro que há uma ou outra exceção para estes casos, mas para quem opera somente nas compras convencionais, acho que vale ter um pouquinho de paciência e esperar um pouco mais de firmeza do mercado. Ah, nas operações acima, não citei as vendas descobertas como uma possibilidade só pelo fato de saber que a maioria das pessoas que lerá este relatório não tem o costume de operar dessa maneira.

Bom final de semana para todos e até semana que vem!!

Este relatório foi preparado pela equipe de análise de investimentos da Ágora Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (“Ágora”), que é uma sociedade controlada pelo Banco Bradesco BBI S.A. (“BBI”), mesmo controlador da Bradesco S.A. Corretora de Títulos e Valores Mobiliários (“Bradesco Corretora”). O presente relatório se destina ao uso exclusivo do destinatário, não podendo ser, no todo ou em parte, copiado, reproduzido ou distribuído a qualquer pessoa sem a expressa autorização da Ágora.
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