Melhorando, mas o volume insiste em atrapalhar | Análise Semanal

Por |2018-06-08T07:59:02+00:0026 de agosto de 2013|

O nosso principal índice acionário, o Índice Bovespa, finalmente deu sinal de vida e está perto de mostrar tendência de alta pela primeira vez no ano, bastando para isso superar os 49.400 pontos e, de quebra, sua mme50.

gráfico ibovespa

É verdade que não era exatamente a reversão do jeito que eu desejava, já que apenas um pregão de queda na quarta-feira é pouco para chamar de belo pivot de alta, mas, é o que tem para hoje. Em caso de rompimento, começaríamos a pensar em compras mais fortes em busca dos 54.000 pontos, mas passando por alguns percalços importantes no meio do caminho, como os 52.200 pontos e os 50.650 pontos.

O gráfico semanal ainda não chega a ser animador e é justamente por isso que essa melhora que tenta acontecer seria apenas de curtinho prazo, sem afetar os tempos mais longos. No campo inferior, um novo número foi cravado em 48.000 pontos, que agora é um suporte. Ele não é tão forte, porém, seu rompimento para baixo deixaria essa tentativa de melhora bem mais distante, por isso vamos olhar para ele também.

Eu tenho reclamado muito do volume financeiro nas últimas semanas e quem assiste nossos programas na Ágora TV e TV Home Broker sabe que tenho sido um chato de tanto que falo disso. Fiz um estudo sobre o comportamento do volume financeiro e acho que isso pode estar diretamente ligado à férias no hemisfério norte.

Fiz um detalhamento do volume total mensal desde o ano de 2010 e em todos os anos o volume de julho foi pelo menos 10% abaixo da média dos dez meses anteriores. Digo mais, nos anos de 2010 a 2012 o mês de julho foi o segundo pior mês em volume do ano, ou seja, há uma esperança de que esta falta de volume financeiro seja passageira e que logo passe.

Lá fora, o Índice Dow Jones continua nos deixando morrendo de inveja e, para variar, marcou um novo recorde histórico em 15.604 pontos. É bem verdade que a volatilidade tem estado muito baixa, mas a tendência segue firme e forte. Se perder os 15.400 pontos pode dar uma balançada e realizar mais forte, mas ainda não faria nem cócegas na tendência de alta, já que o fundo anterior está a quilômetros de distância.

Na semana passada acertei o ponto de melhora do mercado como um todo, já que os fortes repiques ajudaram a empurrar para cima vários dos papéis citados para compras na semana passada.

Papéis como POSI3, GGBR4 e CMIG4 foram citados e até mesmo colocados em nosso relatório de recomendações, mas já foram encerradas durante a semana. A TOTS3 foi a única das compras que deu entrada e não andou muito, mas sua configuração ainda é legal e a possibilidade de chegar nos R$ 37,70 e por isso segue a operação.

Para as novidades da semana, vou ter que fazer uma peneira muito grande para não deixar este relatório com dez páginas. Eu poderia falar tranquilamente de uns vinte papéis aqui hoje, mas como não quero que ninguém caia no sono enquanto lê este Semanal Gráfico, vou tentar resumir os destaques. Depois de muito tempo volto a olhar algumas construtoras, como BISA3 e CYRE3, além de empresas mais aleatórias (não são todas de um grupo ou setor) como FLRY3, HYPE3, BRML3, ARTR3 e BVMF3.

As construtoras são um dos símbolos desse período de queda na bolsa neste ano, com várias delas caindo mais de 50% no acumulado no ano. No entanto, algumas vão começando a dar sinais de vida e por isso comprinhas mais agressivas começam a aparecer. A BISA3 acima dos R$ 1,84 pode finalmente montar um pivot de alta em busca dos R$ 2,12, o que justificaria uma compra já com ajuda do seu indicador OBV. A volatilidade enorme no ativo não o impediu de ter um stop curto, que pode ficar em R$ 1,67.

Vale lembrar que a mme50 ainda causa um certo magnetismo, mas se o pivot for rompido, provavelmente se livrará dela. A CYRE3 também está balançando para melhorar, precisando apenas do pivot de alta acima dos R$ 17,17 para ficar bem bonita e com caminho livre até os R$ 19,00, com apenas alguns empecilhos no caminho. A operação também teria a vantagem do stop curto, em R$ 16,43 e logo abaixo da mme200. Em ambos casos, gostaria apenas das compras de curto prazo, ou seja, encerrar o lucro assim que chegar no target ou até mesmo antes, mas sem dar muito mole dentro da operação.

Outro papel que apanhou muito neste começo de ano e está tentando reagir é a FLRY3. Depois de quase dez dias enrolado na mme50, acima dos R$ 19,22 finalmente pode dar uma rápida puxada até os R$ 20,50. Suas BB estão bem estreitas e já começando a mostrar alguma abertura, o que também colabora com a retirada do ativo do seu estado letárgico atual, trazendo um pouco de emoção ao papel e fazendo com que ele se mexa mais forte. O stop ficaria em R$ 18,75, que é o fundo anterior e o Adx está bem baixo, o que é bom antes do rompimento de um pivot reversão.

A HYPE3 foi do céu ao inferno nas últimas semanas, quando saiu dos R$ 18,00 e destaque positivo do ano em uma profunda queda até os R$ 14,00 em apenas alguns dias. Desde então, vai tentando se recuperar a tendência de alta e depois dos R$ 16,60 ao mira mais uma vez a máxima do ano. A operação somente agrada para o curto prazo, já que existe a chance do ativo ficar nesta gangorra das últimas semanas, mas seu stop curto em R$ 16,00 faz valer a pena a operação.

Nessa eu admito que “comi mosca”, já que fiquei olhando o papel por vários dias, mas acabei não colocando no relatório de recomendações e ela deu entrada ao romper os R$ 20,90 e eu fiquei só olhando. Mas não é tarde para se correr atrás da BRML3 e deste rompimento, que lhe deu uma nova tendência de alta, pode fazê-lo buscar a faixa dos R$ 23,00 com grande ajuda do seu Adx vindo lá do chão. Outros indicadores também melhoram, como o MACD e o OBV com fundos ascendentes. O stop é curto, em R$ 20,35 e faz valer o risco de uma perda, já que é pequeno.

A ARTR3 é uma antiga queridinha daqueles que gostam de ações menos voláteis e boas pagadoras de dividendos, já que possui uma bela tendência de alta de longo prazo. Nesta semana ela conseguiu retomar um pivot de alta ao passar dos R$ 20,90 e agora mira nos R$ 22,50 para o curto prazo, com todos os indicadores ajudando os comprados, como o Adx subindo e as bandas de bollinger se abrindo. O primeiro suporte é o stop, em R$ 20,07, lembrando que o papel também conta com alguma ajuda do seu OBV, que precisa continuar com os fundos ascendentes. Este é um clássico caso do ativo com configuração boa, não importando se sua idéia é apenas de uma compra para trade rápido em busca do target em R$ 22,50 ou para montar uma carteira pensando no longo prazo, sem data definida para vender.

Muitas vezes na bolsa que temos que ser insistentes. Eu mesmo já passei várias vezes pelo ocorrido de ficar de olho num papel mediante determinado rompimento, onde depois de muitos dias beliscando e sem romper o ponto de entrada, eu simplesmente decidir deixar para lá. Tiro e queda. O papel rompia o ponto de entrada no pregão seguinte. A BVMF3 é um desses casos de insistência no momento, já que está desde o começo do mês tentando um pivot de alta e agora precisa passar dos R$ 13,04 para finalmente retomar a tendência de alta, dessa vez com um grande agravante. Uma agulhada na compra aconteceu, mas depende do pivot e consequentemente do Adx começar a subir para que ela tenha validade e justifique a nossa compra. O stop ficaria em R$ 12,16 e o target pode ser a máxima do ano ou qualquer outro objetivo financeiro antes disso.

Essa é a terceira onda de papéis se destacando. Há umas 4 semanas atrás começamos a mostrar alguns papéis sobrevivendo ao banho de sangue que foi o mês de junho, mas eram bem poucos. Há uns dez dias falamos de outros papéis, em uma segunda onda, como GGBR4, POSI3 e CMIG4. Agora estamos entrando na terceira onda, que parece bem mais vasta que as anteriores. Só para termos uma idéia, no programa “De Olho nos Gráficos” de ontem eu citei quase vinte papéis que estavam no meu radar para operações de curto prazo. Isso não quer dizer que a bolsa vai bombar ou algo do tipo, mas pelo menos sinaliza que mais operações vão aparecendo no nosso colo.

A melhora parece muito perto de acontecer de maneira firme, é a hora de termos algumas posições já valendo e muitas estratégias novas prontas para serem iniciadas. Ou seja, algumas compras já fizemos e temos várias outras no gatilho, apenas esperando um ou outro detalhe para apertar o “enter” e colocar para dentro de sua carteira.

Ótimo final de semana a todos e até a próxima sexta-feira!!

Este relatório foi preparado pela equipe de análise de investimentos da Ágora Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (“Ágora”), que é uma sociedade controlada pelo Banco Bradesco BBI S.A. (“BBI”), mesmo controlador da Bradesco S.A. Corretora de Títulos e Valores Mobiliários (“Bradesco Corretora”). O presente relatório se destina ao uso exclusivo do destinatário, não podendo ser, no todo ou em parte, copiado, reproduzido ou distribuído a qualquer pessoa sem a expressa autorização da Ágora.
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Nos últimos 12 meses, a Ágora e/ou a Bradesco Corretora participaram, como instituições intermediárias, das ofertas públicas de títulos e valores mobiliários das companhias: Abril Educação, Aliansce, Alupar, BNDESPAR, Banco BTG Pactual, BB Progressivo II – FII, BB Seguridade, Biosev, BHG, BR Pharma, Equatorial, Estácio, Fator IFIX – FII, FII BTG Pactual Corporate Office Fund, FII – General Shopping Ativo e Renda, Fator Verità FII, Fibria, FII Brasil Plural Absoluto Fundo de Fundos, FII TB Office, FII Vila Olimpia Corporate, FII TRX, Iguatemi, Iochpe Maxion, Linx, Marfrig, Minerva, Multiplan, Rio Bravo Crédito Imobiliário II – FII, Rodovias do Tietê, Santander Agências FII, Senior Solution, SDI Logística Rio – FII, Smiles, Suzano Papel e Celulose, Taesa, Triângulo do Sol e XP Corporate Macaé – FII.
A Bradesco Corretora recebe remuneração por serviços prestados como formador de mercado de ações da Alpargatas (ALPA4) e Odontoprev (ODPV3). O Bradesco recebe remuneração por serviços prestados como formador de mercado de debêntures da USIMINAS e BNDESPAR, e cotas do Fundo Imobiliário BB Progressivo II.

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