Recentemente a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) mudou algumas regras para investimentos em BDRs (Brazilian Depositary Receipts).

Esses títulos que até então somente poderiam ser adquiridos pelos chamados investidores qualificados (aqueles com mais de R$ 1 milhão para aplicar), agora estão disponíveis para qualquer investidor. 

No entanto, apesar de ter se tornado mais acessível, ainda há o desafio de reduzir o custo para os investidores de varejo. 

Mas, por outro lado, para investir em BDR não há necessidade de ter uma conta no exterior ou fazer compra em moeda estrangeira.

Ou seja, a negociação é toda feita na bolsa brasileira por meio das corretoras de valores nacionais. Ao todo são mais de 670 opções de BDR´s disponíveis.

Como investir em BDRs?

Para investir em BDRs é preciso estar atento aos riscos desse negócio. Até porque há uma grande exposição a volatilidade.

Afinal, esse tipo de investimento acompanha a cotação do dólar, e quando o real se valoriza frente à moeda americana, há uma perda significativa, mesmo sem variação no preço da ação.

No entanto, na comparação com outros indicadores, durante o ano a BDR vem se mostrando uma boa opção para quem deseja diversificar os investimentos.

Até porque, com a mudança nas regras, ficou mais fácil para os pequenos investidores terem acesso a esse tipo de investimento.

Basta somente ter uma conta em uma corretora de valores nacional, não precisando assim ter uma conta aberta no exterior.

Além disso, é possível por meio do home broker fornecido ela corretora acompanhar a variação do BDR.

E como investir em uma corretora no exterior?

Além da BDR há também uma outra opção para investir no exterior, que é abrir uma conta em uma corretora que opera no mercado internacional.

Na abertura é exigido uma série de documentos que podem variar de país para país. Se por exemplo, o objetivo é investir nos EUA, será preciso apresentar, além de outros documentos, o passaporte.

Uma vez com a conta aberta, é preciso então transferir a quantia para fazer a aplicação lá fora. Isso pode ser feito por meio dos serviços de remessa online.

O valor mínimo para transferência depende de corretora para corretora, e uma vez que a transferência é confirmada, é possível escolher os papéis que se deseja investir.

Qual é a melhor opção: corretora no exterior um BDRs?

Em um breve comparativo, tanto o investimento em BDRs quanto ações no exterior possuem seus prós e contras.

Um ponto negativo para os BDRs está na quantidade de ativos. Enquanto existem pouco mais de 500 BDR´s disponíveis, investindo em uma corretora no exterior é possível contar com mais 5 mil ativos.

Além disso, como o volume de negociação no exterior é maior, há também mais liquidez neste tipo de operação, com maiores chances de vender o ativo pelo valor desejado.

Ademais, por meio de uma corretora no exterior há isenção de imposto sobre ganhos de capital para vendas de ações até R$ 35 mil no mês. Isso não se aplica as BDR´s onde é preciso pagar 15% de alíquota de IR.

Fora isso, os feriados nacionais não são os mesmos que os feriados internacionais. E caso haja uma boa oportunidade de venda em um dia de feriado nacional, é provável que o investidor não consiga concretizar a operação desejada.

Mas, por outro lado, ao investir em BDR, o investidor compra um recibo lastreado em dólar, diferente de investir diretamente no exterior onde a aplicação é totalmente atrelada ao dólar.

Além disso, investidores com menos experiência estão mais expostos ao risco aplicando diretamente no exterior.

Portanto, há vantagens e desvantagens em ambos os casos. E o que determina ser a melhor opção é o perfil de cada investidor.

 

Artigo produzido pela Suno.