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ARTIGOS

Introdução à Economia


Por Leonardo Mello em domingo, 7 de junho de 2009 - 00:00
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As ciências econômicas são o ramo do conhecimento que estuda o que os fenômenos da Economia.

Entretanto, o conceito de Economia é muito variado, sendo que o predominante atualmente é de que a economia é a busca por alocar os recursos escassos de forma eficiente. Entendam-se recursos, os mais variados bens, objetos que são finitos e dão utilidade aos consumidores. Por serem finitos dizemos que os recursos são escassos, afinal de contas todos consumidores gostariam de consumir quantidades infinitas dos bens.

Além do lado do consumo, este conceito de economia também visa observar o lado da produção. Afinal, a maioria dos bens é produzida em uma unidade chamada firma, e é composta por trabalhadores, que são ao mesmo tempo consumidores.

Um dos princípios básicos da economia diz que o ser humano é movido por incentivos. Isso relaciona o consumo e a produção. Pois caso não haja incentivos para produção dos bens, eles não irão existir. Esses incentivos são dados pelo sistema de preços numa economia de mercado. Ou seja, caso haja mais pessoas dispostas e com renda (demandantes) do que oferta (produção) deste mesmo bem, haverá alta do preço deste bem em relação aos demais e os produtores observando que há desequilíbrio de preços, irão produzir mais deste bem. Caso haja mais produção do bem do que demanda, haverá queda do preço e assim os ofertantes reduzirão a quantidade produzida do bem.

O estudo sobre a economia é divido em 2 grandes áreas, a Microeconomia, que estuda o comportamento dos consumidores, produtores, enfim dos agentes, de forma individual e a Macroeconomia que estuda os agregados de um determinado sistema econômico. Entenda-se por agregados, inflação, que é alta geral do nível de preços PIB, soma da produção de um país em determinado país e em determinado intervalo do tempo Taxa de juros, que mede o preço do sacrifício de consumo presente para consumo futuro Taxa de Câmbio, que mede o preço relativo da moeda do país em relação ao de outros (atualmente, a taxa mais observada é contra o dólar, moeda dos EUA) Salários, que são os valores recebidos pelos trabalhadores e que também pode ser entendida como o custo de oportunidade entre trabalhar e não trabalhar.

O conceito de custo de oportunidade é fundamental em economia e é diferente do custo contábil, ou seja, ele não pode ser mensurado sempre quer dizer o quanto está se abstendo de uma opção para conseguir a opção escolhida. Para ficar mais claro vai um exemplo: suponha que uma pessoa tem 1 hora disponível no seu dia e está pensando em alguma atividade, ela pode jogar futebol, ou assistir televisão. Caso escolha jogar futebol, dizemos que o custo de oportunidade em jogar futebol é o de assistir televisão. Outro exemplo, desta vez envolvendo moeda: suponha que uma pessoa tem 100 Reais e pode comprar um celular ou um MP3. Caso ela opte pelo celular, dizemos que o custo de oportunidade ao comprar um celular é o de um MP3.

Essas variáveis possuem forte interligação, e o estudo da macroeconomia é semelhante a um estudo de equações simultâneas. Entretanto, não se trata de uma análise de equilíbrio geral como a da microeconomia, no qual quando as variáveis atingem o equilíbrio, elas tendem a permanecer nele dado o sistema de preços. Na macroeconomia, as variáveis estão sujeitas a uma série de choques e em alguns momentos o comportamento esperado pode ser o inverso do esperado, o que torna o estudo bastante complexo. Neste sentido, uma outra área tem tido importância crescente na Economia. Trata-se da econometria, um instrumental estatístico que permite ter melhor precisão dos efeitos de certas mudanças de variável sobre as demais.

 

Leonardo Mello é formado em Economia pela FEA-USP e trabalha no departamento econômico de um grande banco europeu. Para entrar em contato acesse seu perfil ou mande um email para economista@bussoladoinvestidor.com.br.


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