Ano novo começando com o pé esquerdo – Análise Semanal

Por |2018-06-08T07:59:17+00:005 de janeiro de 2014|

O Índice Bovespa mostrou um começo de ano muito parecido com o final do anterior, mostrando quedas, marasmo no intraday e falta de volume, deixando a vida dos traders de curto prazo nada fácil.

O viés de curto prazo ainda é levemente negativo, mas vai se segurando na forte zona de suportes em 49.800/49.500 pontos, onde o rompimento de ambas seria um enorme problema para os comprados, já que chamaria vendas até os 47.000 pontos e quem sabe nos 44.500 pontos.

Para cima, o normal seria eu citar um ponto a ser rompido para melhorar, mas acontece que temos zilhões de resistências atrapalhando, como topos anteriores e médias móveis, por isso acho mais válido focarmos na configuração em si. Para que ela comece a melhorar, o ideal seria a formação de fundos ascendentes no gráfico de preços e um Adx novamente apontando para cima. De qualquer maneira, não custa falar, mas a resistência inicial fica em 52.000 pontos.

O Índice Dow Jones segue tranquilo na tendência de alta e sua única resistência é justamente o recorde histórico em 16.588 pontos, cujo rompimento pode chamar mais compras. A realização de ontem não chegou a assustar e, de fato, até pode se prolongar um pouquinho até os 16.200 pontos sem causar qualquer impacto negativo na forte tendência de alta. Ou seja, nada mudou lá fora por enquanto.

A falta de clareza e de volume dificultam bastante nossas operações, por isso, novamente vou citar poucas operações, como uma venda na PETR4 e possíveis compras bem arrojadas em papéis como AEDU3, CRUZ3 e até mesmo a volátil PDGR3.

Como o índice ainda tem um viés negativo, é natural que foquemos na PETR4 e o rompimento do suporte em R$ 16,70 para se falar em vendas em busca dos R$ 15,80, mas com alguns suportes fracos no caminho. O ponto de maior destaque é a abertura de suas bandas de bollinger, que podem tirar o papel do marasmo e gerar movimentações fortes de novo.

São poucos papéis que ainda mostram tendência de alta tanto no curto prazo quanto nos mais longos e a AEDU3 ainda é um belo exemplo, que já foi operado por nós várias vezes nos últimos tempos. Depois de alguns dias lateralizado, está perto da curta resistência em R$ 14,97, que em caso de rompimento chamaria uma rápida compra em busca dos R$ 15,85 e precisando do seu Adx voltar a apontar para cima. Em caso de rompimento e consequente compra, o stop poderia ficar em R$ 14,30.

Depois de quase todo o ano passado mostrando fraqueza, a CRUZ3 começa a animar um pouquinho e está perto de um segundo pivot de alta, bem pequeno, que se daria acima dos R$ 24,10 e chamaria uma curta compra em busca dos R$ 25,50. O OBV já vem melhorando nos últimos dias, apesar de não chegar a empolgar e o stop ficaria em R$ 23,15.

Essa última chega a me deixar desconfortável tamanha sua volatilidade, mas a PDGR3 que se mostrou tão ruim nos últimos meses pode estar desenhando uma enorme figura de reversão a ser rompida nos R$ 1,91. Em caso de sucesso, uma compra de médio prazo            seria chamada em busca dos distantes R$ 2,30 e com stop em R$ 1,68, mostrando que os números são bem longos.

Espero que o volume financeiro comece a melhorar a partir da próxima semana, mas por enquanto acho que ainda podemos focar as operações de long and short, que andaram muito bem no ano passado. Como sei que geralmente nossas operações envolvem um papel bastante líquido e outro nem tanto, vale destacar a operação de ITUB4 e SANB11 em nosso long and short quantitativo.

Como curiosidade adicional, vale falar que o Ibovespa teve em 2013 o pior desempenho do mundo se considerarmos apenas as bolsas de maior expressão, acumulando queda próxima a 15,50%. Por outro lado, o mercado americano vai de vento em popa, com o SP500 mostrando alta próxima a 30% no ano, que foi a maior alta anual deste século. Dá para sentir que a coisa está bem traquila lá fora, mas ainda com cheiro de problemas por aqui.

Um ótimo final de semana e excelente 2014 para todos!!

 

 

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