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Possibilidade de eleição na Grécia derruba mercados


Por Último Instante em terça-feira, 8 de maio de 2012 - 19:04
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8 de maio de 2012 - O fantasma da crise na Grécia voltou a assustar as economias da zona do euro. Depois das eleições no final de semana, as incertezas retornaram com mais força.

Os sinais de enfraquecimento que levaram os partidos políticos a tentar formar um governo de coalizão, após o resultado da fragmentada eleição de domingo, fracassou e aumentou a possibilidade de que os gregos serão chamados de volta às urnas tão cedo quanto no próximo mês.

A votação inconclusiva e consequente negociações de coalizão, combinados com preocupações sobre a emergência de um presidente socialista na França, que se opõe a medidas alemãs lideradas pela austeridade para a zona do euro, reavivou especulações de que a Grécia abandonar o euro, alimentando novas preocupações sobre a fragilidade da Europa união monetária.

Nesta terça-feira, o bom humor dos mercados registrados ontem (7) desapareceu e deu lugar ao pessimismo nos mercados acionários mundiais. Nem mesmo os índices de Wall Street escaparam. 

Por aqui, a BM&FBovespa também seguiu a linha grega. (Ver abaixo) 

Pelo mundo, os respingos do cenário na zona do euro caíram nas cotações das matérias primas. O preço do barril do Brent para entrega em junho fechou nesta terça-feira em queda de 0,38% na Bolsa Intercontinental de Futuros de Londres (ICE Futures), cotado a US$ 112,73.

O preço máximo negociado hoje foi de US$ 113,64 por barril, e o mínimo, de US$ 110,53, em um dia marcado pelo futuro incerto da zona do euro após as eleições da Grécia.

A incerteza em torno do futuro da Grécia causou repercussão na zona do euro e provocou uma baixa do preço do Brent diante dos temores de uma queda na demanda.

O Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) para entrega em junho fechou em baixa de 0,94%, cotado a US$ 97,01 por barril, encadeando assim cinco pregões consecutivos de quedas e voltando a terminar em seu nível mais baixo desde fevereiro.

Ao término do pregão na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos de futuros do WTI caíram US$ 0,93 em relação ao preço de fechamento de segunda-feira.

Os contratos de gasolina com vencimento em junho subiram US$ 0,02 e fecharam cotados a US$ 2,99 por galão (3,78 litros), enquanto os de gasóleo para calefação terminaram em alta de US$ 0,01, aos US$ 2,99 por galão.

Já os contratos de gás natural com vencimento em junho subiram US$ 0,06 e encerraram negociados a US$ 2,39 por cada mil pés cúbicos. 

Na Ásia, as principais bolsas encerraram os pregões divididos.

Os mercados que registraram altas foram influenciados pelo lucro líquido da Mitsubishi, que veio melhor do que o estimado pelos especialistas, ao lucrar 500 bilhões de ienes, superando a média de 479,1 bilhões dos analistas, ajudando na recuperação das bolsas de valores na região.

Em contrapartida, os mercados que registraram queda nas operações de hoje foram pressionados pelas ações dos bancos e previsões de queda nos empréstimos de yuan, além de indicações de que a China possa anunciar um corte nos preços da gasolina e do diesel, devido à queda de 1,5% da Sinopec.

Ao final desta jornada, em Taiwan, o referencial TSEC Weighted Index avançou 0,10% aos 7.545 pontos; no Japão, o referencial Nikkei 225 da bolsa de Tóquio valorizou 0,69% aos 9.181 pontos; na Índia, o índice BSE Sensex, da bolsa de Bombai, teve queda de 2,17% aos 16.546 pontos; Hong Kong, o principal indicador, o Hang Seng, caiu 0,25% aos 20.484 pontos e na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai, desacelerou 0,12% aos 2.448 pontos.

Na agenda local, não houve divulgação de indicadores econômicos.

Na Europa, passado o entusiasmo da segunda-feira, pós-eleições na França e na Grécia, os mercados acionários da Europa reagiram negativamente com o impasse político no país grego, que alimentou os temores de mais turbulência econômica na zona do euro. O índice de ações grego foi o mais baixo em quase duas décadas.

Ao final desta jornada, em Frankfurt, o índice DAX 30 caiu 1,90% aos 6,444; em Paris, o índice CAC-40 caiu 2,78% aos 3,124 pontos; em Milão, o índice FTSE-MIB teve queda de 2,37% aos 13,936 pontos; e em Madri, o índice Ibex 35 caiu 0,80% aos 7,006 pontos; em Londres, o índice FTSE-100 teve queda de 1,78% aos 5,554 pontos.

No Velho Continente, a confiança dos investidores na zona do euro diminuiu em abril, de acordo com o Instituto Sentix.

O índice que mede as expectativas, posicionamento e preferências de investimento dos aplicadores recuaram de -14,7 em abril para -24,5 em maio, abaixo das expectativas do mercado, que era de queda para -15,3 (previsão Forex Factory).

A produção industrial da Espanha caiu em março, fornecendo novas evidências de que há uma desaceleração profunda na economia do país.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatísticas da Espanha, a produção registrou queda de 7,5% no mês comparado ao mesmo período do ano passado, após recuar 5,3% em fevereiro e 4,4% em janeiro.

O Produto Interno Bruto (PIB) espanhol caiu 0,3% no primeiro trimestre comparado aos três meses anteriores.

As novas encomendas à indústria na Alemanha subiram 2,2% em março em comparação com o mês anterior, quando houve alta de 0,6% (dado revisado). As informações são do Bundesbank.

O número veio melhor do que as estimativas do mercado que apontavam alta de 0,5% (previsão Forex Factory). 

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários de Wall Street encerraram a jornada desta terça-feira em queda, refletindo as preocupações com a política na Grécia.

Ao final dos negócios, o índice Dow Jones caiu 0,59%, aos 12,932 pontos; o S&P 500 caiu  0,43% para 1.363 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq teve queda de 0,39%, aos 2,946 pontos.

Na Argentina, o índice Merval da Bolsa de Comércio de Buenos Aires fechou nesta terça-feira em alta de 6,04%, aos 2.384,26 pontos.

Já o Índice Geral da Bolsa subiu 2,77% e ficou nos 138.125,66 pontos, enquanto o Merval 25 avançou 6,12%, encerrando aos 2.435,74.

O volume financeiro foi de 79 milhões de pesos (US$ 17,7 milhões).

As altas foram lideradas pelos papéis da Edenor (22,05%), Grupo Financiero Galicia (11,76%), Banco Macro (9,92%), BBVA Frances (8,14%), Siderar (6,87%) e YPF (2,42%).

Já entre as baixas, destacaram-se os papéis da Petrobras Argentina (-1,61%).

No mercado de câmbio, o dólar fechou estável, cotado a 4,45 pesos. 

No Brasil, após abrir a semana no azul, a Bolsa de Valores de São Paulo retomou a trajetória negativa ao encerrar o pregão desta terça-feira em queda de 1,40% aos 60.365pontos, devolvendo parte dos ganhos acumulados na jornada de ontem. Ao final dos negócios, o giro financeiro foi de R$ 7,08 bilhões.

O dólar comercial encerrou a jornada em alta. No interbancário, a divisa ficou cotada a R$ 1,938 na compra e R$ 1,938 na venda, alta de 0,93%.

Nos contratos, o contrato para junho negociado na BM&F operava com alta de 0,77% a R$ 1,945.

Os Contratos de Depósito Interfinanceiros (DIs) encerraram em alta na BM&F nesta terça-feira.

Perto do fechamento, os contratos para junho de 2012 operavam estáveis a 8,73%; os vencimentos para janeiro de 2013 subiam 0,01 p.p a 7,93%; os contratos para janeiro de 2014 tinham alta de 0,14 p.p a 8,38%; os contratos para 2017 avançavam 0,23 p.p a 9,64%; e os vencimentos para janeiro de 2021 ganhavam 0,24 p.p a 10,15%.

Por aqui, o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu para 1,02% em abril, ante 0,56% registrado em março, de acordo com informações da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Em 12 meses, o índice variou 3,86%, enquanto que, a taxa acumulado no ano é de 1,95%.

O IGP-DI de abril foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 1º e 30 do mês de referência.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) elevou para 1,25%, enquanto que, em março, a taxa foi de 0,55%. 

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) recuou, ao passar de 0,60% em março para 0,52% em abril. 

O núcleo do IPC recuou para 0,43% ante 0,48% em março. Dos 85 itens componentes do IPC, 43 foram excluídos para o cálculo do núcleo. Destes, 16 registraram variações abaixo de -0,06%, linha de corte inferior, e 27 apresentaram taxas acima de 0,79%, linha de corte superior.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,75% em abril, superior aos 0,51% em março. 

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) da primeira leitura de maio avançou para 0,57%, resultado 0,05 p.p acima da leitura anterior, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Nesta apuração, quatro das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram aceleração em suas taxas de variação.

(Ivonéte Dainese, Rosangela Sousa com agências internacionais - www.ultimoinstante.com.br)


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