20 de abril de 2012 - A Bolsa de Valores de São Paulo repetiu o comportamento da jornada anterior, quando perdeu força na última hora de negociações e encerrou o último pregão da semana em queda pelo segundo dia consecutivo.
Nesta sexta-feira, o índice fechou em queda de 0,20% aos 62.494 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,09 bilhões. Em uma semana pautada por altas e baixas contudo, o Ibovespa conseguiu interromper uma série de quatro quedas semanais, fechando a terceira semana de abril com alta de 0,62%.
O comportamento da bolsa brasileira nesta sessão voltou a ser pautado pela decisão do Banco Central em reduzir para 9% ao ano a taxa básica de juros, fato que deixou o mercado nacional anestesiado e levando o índice a fechar descolado dos demais mercados, explicou o analista da corretora Futura Investimentos, Alan Oliveira.
Segundo ele, apesar de o mercado aguardar este corte, o anúncio não animou o Ibovespa como o esperado.
Porém, para a próxima semana, o analista acredita que o índice volte à realidade, deixando de olhar para drivers internos e acompanhando mais atentamente o teor do noticiário internacional.
Na agenda norte-americana não houve a divulgação de indicadores econômicos nesta jornada.
No Velho Continente, as vendas no varejo do Reino Unido avançaram em março comparado ao resultado de fevereiro, de acordo com o Escritório de Estatísticas Nacional (ONS na sigla em inglês).
O volume de vendas subiu 1,8% no mês, após baixa de 0,8% no mês diretamente anterior. O resultado veio acima do estimado pelo mercado, que era alta de 0,4%.
O indicador de clima de negócios na Alemanha, medido pelo Ifo Institute melhorou em abril.
De acordo com o estudo divulgado nesta sexta-feira, o índice avançou de 109,8 pontos em março para 109,9 pontos em abril.
O resultado é superior às expectativas de mercado, que aguardavam 109,6 pontos (previsão Forex Factory).
O Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) da Alemanha subiu 0,6% em março ante o mês anterior, de acordo com o escritório de estatísticas do país, o Destatis.
Em fevereiro, a taxa subiu 0,4% ante o mês diretamente anterior. A expectativa do mercado era de crescimento de 0,5% no confronto mensal.
Entre as maiores altas do Ibovespa ficaram MMX Miner ON (+3,20% a R$ 9,66); Fibria ON (+2,28% a R$ 15,70); ItauUnibanco PN (+2,19% a R$ 32,23); Itausa PN (+2,04% a R$ 10,50) e Ambev PN (+1,72% a R$ 82,80).
Na contramão terminaram Cyrela Realt ON (-4,90% a R$ 16,70); Eletropaulo PN (-3,44% a R$ 28,11); Gafisa ON (-3,25% a R$ 3,87), JBS ON (-3,16% a R$ 7,66) e PDG Realt ON (-2,86% a R$ 4,76).
Dentre as ações com maior peso na carteira teórica (que vigora de 2 de janeiro a 30 de abril) a Vale PNA (Vale5) caiu 0,40% a R$ 41,90; a Petrobras (PETR4) teve queda de 0,14% a R$ 21,42; a OGX Petróleo ON avançou 1,08% a R$ 13,10; Itauunibanco PN (ITUB4) valorizou 1,46% a R$ 32,00; e Bradesco PN perdeu 0,10% a R$ 30,40.
(Rosangela Sousa - www.ultimoinstante.com.br)