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FECHAMENTO: Semana curta e mercados em baixa


Por Último Instante em sexta-feira, 4 de maio de 2012 - 20:08
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4 de maio de 2012 - A primeira semana de maio, interrompida pelo feriado do Dia do Trabalho, foi marcada pelo mau humor dos principais mercados acionários, mais precisamente os europeus. Pela Europa, as próximas eleições ditaram os ritmos das bolsas, que sentiram também os efeitos do resultado da geração de postos de trabalho (Payroll) nos Estados Unidos.

A BM&FBovespa, acompanhou os demais mercados. (Ver abaixo)

Enquanto isso, no campo das matérias primas, o preço do barril de petróleo Brent para entrega em junho fechou em baixa de 2,67%, cotado a US$ 113,18 devido os temores dos investidores diante da possível estagnação da recuperação econômica dos Estados Unidos.

O petróleo do Mar do Norte, de referência na Europa, terminou o pregão na Intercontinental Exchange Futures com baixa de US$ 2,90 em relação ao pregão anterior. A cotação desta sexta-feira oscilou entre US$ 116,29 e US$ 111,76.

As cotações caíram depois que o Departamento de Trabalho americano informou a redução do ritmo de criação de postos de trabalho no país.

O temor é que o arrefecimento da contratação de trabalhadores restrinja a despesa dos consumidores, que equivale a quase 70% da atividade econômica dos EUA, e isso prejudique a demanda por petróleo. 

Já o Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) para entrega em junho fechou nesta sexta-feira em baixa de 3,94%, cotado a US$ 98,49 por barril, caindo abaixo da simbólica barreira dos US$ 100 pela primeira vez desde fevereiro.

Ao término do pregão na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos de futuros do WTI caíram US$ 4,05 em relação ao preço de fechamento da quinta-feira.

A cotação despencou depois que surgiram dúvidas sobre a recuperação da maior economia do mundo após o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos anunciar que em abril foram criados 115 mil postos, longe dos 160 mil previstos pelos analistas.

Na queda do barril de petróleo do Texas também influenciou o retrocesso da atividade do setor serviços da zona do euro e a intranqüilidade gerada neste final de semana pelas eleições na França e na Grécia.

Os contratos de gasolina com vencimento em junho caíram US$ 0,08 e fecharam valendo US$ 2,97 por galão (3,78 litros), enquanto os de gasóleo para calefação para entrega no mesmo mês terminaram em baixa também de US$ 0,08, cotados a US$ 3 por galão.

Já os contratos de gás natural com vencimento em junho diminuíram US$ 0,07 e encerraram negociados a US$ 2,27 por cada mil pés cúbicos. 

Na Ásia, as principais bolsas encerraram os pregões desta sexta-feira sem direção única, refletindo a expectativa do mercado em relação aos dados de emprego dos Estados Unidos que serão divulgados hoje, provocando instabilidade na região.

A queda em algumas bolsas foi impactada pelo desempenho da indústria norte-americana, que expandiu menos do que o previsto pelos analistas. Além disso, a revisão da perspectiva de crescimento da economia australiana, que passou de 3,5% para 3%, também gerou desconforto no mercado.

Ao final desta jornada, em Taiwan, o referencial TSEC Weighted Index subiu 0,54% aos 7.700 pontos; na Índia, o índice BSE Sensex, da bolsa de Bombai, teve baixa de 1,87% aos 16.831 pontos; Hong Kong, o principal indicador, o Hang Seng, caiu 0,77% aos 21.086 pontos; e o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai, valorizou 0,49% aos 2.452 pontos.

Na agenda local, o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) composto da China registrou piora nas condições de negócios, de acordo com pesquisa ajustada realizada pelo instituto Markits, em conjunto com o HSBC.

Em abril, o indicador ficou em 49,9 pontos, resultado inferior ao de março, que foi de 51,4 pontos. 

O PMI de serviços avançou, saindo de 53,3 pontos para 54,1 em abril.

Ontem, nos Estados Unidos, o ISM Não-Manufatura, índice que mede a atividade do setor não-manufatureiro nos Estados Unidos, teve desaceleração em abril. O indicador passou de 56 em março para 53,5 no mês passado. O número veio abaixo do esperado pelo mercado, de 55,5.

Na Europa, o movimento de queda permaneceu nos pregões desta sexta-feira, com exceção de Madri que fechou com ligeira alta. O pessimismo prossegue na zona do euro e com expectativas para este fim de semana, quando acontecem quatro eleições - potencial para reformular o mapa político da região e mostrar que crise financeira continua forte e mantém reféns dos caprichos de eleitores, em ambos os lados da divisão econômica da região, segundo agências internacionais.

Os gregos vão escolher um novo governo e as pesquisas mostram que os franceses, provavelmente, deverão eleger o primeiro presidente socialista desde 1995. As eleições locais vão testar pulso político da Itália, e os eleitores em um estado no norte da Alemanha pode desferir um golpe simbólico para a chanceler Angela Merkel com coligações, de acordo com agências internacionais de notícias.

Ao final desta jornada, em Frankfurt, o índice DAX 30 caiu 1,99% aos 6,561; em Paris, o índice CAC-40 caiu 1,90% aos 3,161 pontos; em Milão, o índice FTSE-MIB teve queda de 1,14% aos 13,918 pontos; em Londres, o índice FTSE-100 desvalorizou 1,93% aos 5,655 pontos; e em Madri, o índice Ibex 35 subiu 0,35% aos 6,876 pontos.

Na agenda local, o desemprego na Espanha caiu em 6.632 pessoas em abril com relação a março, após oito meses consecutivos de altas, informou nesta sexta-feira o Ministério de Emprego e Seguridade Social.

Com estes dados, que contabiliza as pessoas sem trabalho registradas nas repartições públicas de emprego, o número total de desempregados ficou em 4.744.235.

As vendas no varejo avançaram 0,3% em março na zona do euro e 0,7% na União Europeia em comparação com fevereiro, de acordo com o escritório estatístico europeu, o Eurostat. Em fevereiro, as vendas caíram 0,2% na zona do euro e 0,5% na União Europeia.

Em relação a março de 2011, verifica-se queda de 0,2% nas vendas na zona do euro e alta de 1% nos 27 países que compõem a União Europeia.

O índice gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) composto, medida ampla do setor privado que combina dados manufatureiros e de serviços, da zona do euro recuou para 46,7 pontos em abril, ante 49,1 pontos em março e abaixo da primeira estimativa, de 47,4 pontos.

A leitura também indica baixa no setor de serviços, que caiu para 46,9 pontos no quarto mês do ano, ante 49,2 pontos em março. O resultado também é inferior à preliminar de 47,9.

O PMI composto da Alemanha marcou 50,5 pontos em abril contra 51,6 verificados em leitura anterior.

Já o PMI de serviços registrou 52,2 pontos ante 52,1 em março.

O PMI composto da França marcou 45,9 pontos em março contra 48,7 verificados em leitura anterior.

O PMI de serviços também recuou, passando de 50,1 pontos em março para 45,2 em abril.

O PMI de serviços da Itália caiu em abril, marcando 42,3 pontos contra 44,3 verificados em março.

E, por fim, o PMI de serviços da Espanha recuou em abril ante março.

O índice registrou 42,1 pontos no quarto mês do ano, ante 46,3 em março.

Os dados são do instituto Markit Economics.

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários de Wall Street encerraram a jornada desta sexta-feira em queda pelo terceiro dia consecutivo, refletindo o avanço, abaixo do esperado, na criação de empregos apontada pelo Payroll. 

Com o resultado, o índice Standard & Poors 500 (S&P 500) fechou a semana com a pior variação acumulada para o período do ano.

Ao final dos negócios, o índice Dow Jones caiu 1,27%, aos 13,038 pontos; o S&P 500 recuou 1,61% para 1.369 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq teve queda de 2,25%, aos 2,956 pontos.

Na agenda local, os setores privado e público geraram 115 mil postos de trabalho  em abril, segundo o relatório de folha de pagamento, exceto agricultura (payroll).

O dado veio abaixo da expectativa média do mercado, que aguardava avanço de 173 mil postos. O resultado do mês anterior foi revisado para a geração de 154 mil postos de trabalho. 

A taxa de desemprego no país recuou para 8,1% no mês passado, abaixo do esperado pelo mercado, de 8,2%. O número de desempregados no mês passado caiu para 12,5 milhões.

No Brasil, acompanhando o pessimismo dos demais mercados, a Bolsa de Valores de São Paulo encerrou o pregão desta sexta-feira em queda de 2,07% aos 60.820 pontos. Ao final dos negócios, o giro financeiro foi de R$ 9,87 bilhões. Na semana, o índice acumulou baixa de 1,41%. 

O dólar comercial, que registrou a maior alta dos últimos três anos na quarta-feira, 0,93%, encerra semana com valorização de 2,09%. No interbancário, a divisa americana fechou cotada a R$ 1,925 para a compra e R$ 1,926 para a venda, alta de 0,72%.

No mercado futuro, o contrato para maio negociado na BM&F apresentava avanço de 0,54% a R$ 1,930.

Já os Contratos de Depósito Interfinanceiros (DIs) encerram em queda na BM&F refletindo os efeitos das novas regras para a poupança.

Perto do fechamento, os contratos para junho de 2012 permaneciam estáveis a 8,74%; os vencimentos para janeiro de 2013 caíam 0,15 p.p a 7,96%; os contratos para janeiro de 2014 perdiam 0,23 p.p a 8,28%; os vencimentos para 2017 caíam 0,33 p.p a 9,54%; e os vencimentos para janeiro de 2021 perdiam 0,36 p.p a 10,10%.

Por aqui, ontem o governo anunciou mudanças na poupança. O critério atual de remuneração da poupança – de 6,17% ao ano mais variação da Taxa Referencial (TR) – vai ser substituído pela variação da TR mais 70% da Selic, quando a taxa básica de juros chegar a 8,5% ao ano ou menos. Atualmente, a Selic está fixada em 9% ao ano.

(Ivonéte Dainese, Rosangela Sousa com agências internacionais – www.ultimoinstante.com.br)


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