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FECHAMENTO: Mercados reagem sob os efeitos Grécia e JPMorgan


Por Último Instante em sexta-feira, 11 de maio de 2012 - 19:53
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11 de maio de 2012 - Dois temas contribuíram para as quedas dos principais mercados nesta sexta-feira: a situação complicada na Grécia e o prejuízo de US$ 2 bilhões do JPMorgan Chase.

Na Grécia, a recusa do partido esquerdista Syriza em aceitar a formação de um governo na Grécia junto aos social-democratas do Pasok e os conservadores da Nova Democracia (ND) provocou o fracasso da última tentativa dos partidos para formar um Executivo após as eleições de domingo e evitar a convocação de novo pleito.

O chefe do Syriza, Alexis Tsipras, argumentou após sua reunião com Evangelos Venizelos, líder do Pasok, que o compromisso de austeridade pactuado por dois dos grandes partidos gregos com a União Europeia (UE) representa o grande empecilho para fazer parte desse Executivo.

Já nos Estados Unidos, o JPMorgan admitiu um erro em suas operações, que ocasionou perdas de pelo menos US$ 2 bilhões no maior banco dos Estados Unidos. Com isso, no cenário complicado da economia americana foi reaberto mais um debate: a necessidade de um controle mais eficaz sobre as instituições financeiras do país.

Um dia depois do anúncio do prejuízo, o JPMorgan apresentou um inesperado documento para a Comissão da Bolsa de Valores dos EUA (SEC) no qual reconhecia que suas transações em derivados causaram perdas substanciais de pelo menos US$ 2 bilhões.

O banco, que prevê agora perdas de US$ 800 milhões para o segundo trimestre em sua unidade corporativa, poderá ser investigado por esse órgão regulador americano, segundo divulgou hoje o The New York Times.

Segundo o jornal, o banco teria apostado numa recuperação econômica sustentada com uma complexa rede de operações ligadas ao valor de bônus corporativos, o que teria se voltado contra o banco num efeito bumerangue.

Fora isso, aqui no Brasil, a BM&FBovespa seguiu colada nas demais e encerrou em queda. (Ver abaixo)

Já no campo das matérias primas, o preço do barril de petróleo Brent para entrega em junho fechou nesta sexta-feira em baixa de 0,41% no mercado de futuros de Londres, cotado a US$ 112,26, devido às dúvidas sobre a economia mundial e o aumento das reservas dos Estados Unidos.

O petróleo do Mar do Norte, de referência na Europa, registrou baixa de US$ 0,47 na Intercontinental Exchange Futures (ICE) em relação ao pregão anterior. A cotação do Brent oscilou entre US$ 111,40 e US$ 112,80.

O preço do Brent seguiu em retrocesso influenciado pelos temores sobre a economia chinesa, após um anúncio de uma desaceleração da produção industrial do gigante asiático, e enquanto seguem as dúvidas sobre o futuro da crise de dívida da zona do euro.

O aumento das reservas de petróleo dos Estados Unidos não ajudou a impulsionar o preço do Brent.

O Departamento de Energia anunciou nesta semana que as reservas aumentaram 3,7 milhões de barris na semana passada e se situaram em 379,5 milhões de barris. O órgão informou que os estoques se encontram acima da média para esta época do ano e são 2,5% maiores que os de um ano atrás. 

O Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) para entrega em junho fechou em baixa de 0,97%, cotado a US$ 96,13 por barril, influenciado pela desaceleração da produção industrial da China, terminando o pregão em seu nível mais baixo de 2012.

Ao término do pregão na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos de futuros do WTI caíram US$ 0,95 em relação ao preço de fechamento de quinta-feira.

O barril do Texas se viu arrastado ao nível mais baixo desde 19 de dezembro, quando fechou o pregão cotado a US$ 93,88 por barril, pois fechou no negativo em sete dos últimos oito pregões.

Essa prolongada sequência de baixa fez com que o petróleo de referência nos Estados Unidos acumulasse uma queda semanal de 2,39%, o que se produz após um notável retrocesso de 6,1% na semana passada.

Os contratos de gasolina com vencimento em junho caíram US$ 0,01 e fecharam cotados a US$ 3 por galão (3,78 litros), enquanto os de gasóleo para calefação para entrega no mesmo mês recuaram US$ 0,02 e terminaram valendo US$ 2,96 por galão.

Já os contratos de gás natural com vencimento em junho subiram US$ 0,02 e encerraram negociados a US$ 2,5 por cada mil pés cúbicos. 

Na Ásia, as principais bolsas encerraram os pregões desta sexta-feira em queda, com o resultado de produção industrial da China em abril, que apresentou um crescimento em ritmo mais lento, além da perda comercial de US$ 2 bilhões da JPMorgan Chase & Co.

Os relatórios que estão sendo divulgados da China mostram que a economia do gigante asiático não aparenta esta boa, pressionando mais fortemente as expectativas de uma flexibilização mais rápida da política monetária.

Ao final desta jornada, em Taiwan, o referencial TSEC Weighted Index recuou 1,10% aos 7.401 pontos; no Japão, o referencial Nikkei 225 da bolsa de Tóquio desvalorizou 0,63% aos 8.953 pontos; na Índia, o índice BSE Sensex, da bolsa de Bombai, teve queda de 0,77% aos 16.292 pontos; Hong Kong, o principal indicador, o Hang Seng, caiu 1,30% aos 19.964 pontos e na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai, desacelerou 0,63% aos 2.394 pontos.

Na agenda local, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) da China avançou 3,4% em abril no confronto anual, de acordo com o departamento de estatísticas do país.

Em março, o índice havia registrado alta de 3,6%. O resultado veio em linha com a expectativa do mercado.

O Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) da China registrou recuo de 0,07% em abril ante o mesmo período do ano anterior, de acordo com o departamento de estatísticas do país. 

O resultado veio abaixo da estimativa do mercado, que aguardava baixa de 0,5% no mês (previsão Forex Factory).

Em março, a taxa do PPI foi de queda de 0,3% no país asiático. 

A produção industrial da China subiu 9,3% em abril na comparação com o mesmo período do ano passado, informou o departamento nacional de estatísticas (BNE). O número veio abaixo do estimado pelo mercado, de 12,1% (previsão Forex Factory).

Em março, houve crescimento de 11,9% na comparação anual.

As vendas no varejo na China cresceram 14,1% em abril na comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando 1,56 trilhão de iuanes, de acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS). 

A taxa veio abaixo da apurada em março, que marcou alta de 15,2%. O número veio abaixo do esperado pelo mercado, de alta de 15,1% (previsão Forex Factory). 

Após dedução da inflação, o crescimento real foi de 10,7%. 

Na Europa, as bolsas de valores encerraram os pregões divididas refletindo os dados otimistas da confiança do consumidor americano. Na outra ponta, Madri e Paris fecharam em terreno negativo, por conta da pressão que os bancos espanhóis estão sofrendo do governo que lançou seu último plano para limpar o seu setor financeiro conturbado.  

O governo da Espanha disse que iria obrigar os bancos a reservar 30 mil milhões de euros (38,8 bilhões dólares) em provisões contra empréstimos imobiliários saudáveis e ordenou uma análise independente dos encargos da dívida dos bancos.

Ao final desta jornada, em Frankfurt, o índice DAX 30 subiu 0,95% aos 6,579 pontos; em Paris, o índice CAC-40 caiu 0,01% aos 3,129 pontos; em Milão, o índice FTSE-MIB teve alta de 0,29% aos 14,045 pontos; e em Madri, o índice Ibex 35 caiu 0,71% aos 6,995 pontos; em Londres, o índice FTSE-100 teve alta de 0,57% aos 5,575 pontos.

Na agenda local, a confiança do consumidor no Reino Unido ficou em 44 pontos em abril, de acordo com dados divulgados pelo instituto de pesquisas Nationwide Building Society, em conjunto com TNS-RI.

O resultado está abaixo do mês anterior, que marcou 53 pontos e também inferior à expectativa dos especialistas, que estimavam 52 pontos (previsão Forex Factory).

O índice de expectativas também recuou, passando de 73 para 60 pontos.

Já o índice de gastos marcou 75 pontos em abril, uma queda ante os 86 pontos de março. 

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) na Alemanha subiu 2,1% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado, apontou a leitura final do indicador. 

No confronto com o mês anterior, o indicador apresentou avanço de 0,2. O dado veio acima do esperado pelo mercado de 0,1% (previsão Forex Factory).

Em março, o índice subiu 0,3%.

Os dados são do Escritório Federal de Estatísticas (Destatis)

O índice de preços cobrados pelos produtores na porta das fábricas (PPI output), subiu 0,7% em abril, comparado a março, que subiu 0,6% de acordo com dados do Escritório para Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês).

Já o indicador de preços que os produtores pagam por bens e serviços (PPI input) apresentou queda, sendo esta de 1,5% em abril, ante aumento de 1,7% no mês anterior (dado revisado).

Na comparação anual, o PPI output subiu 3,3% e o PPI input aumentou 1,2%.

Para o PPI output, o mercado esperava avanço mensal de 0,4%. A projeção mensal para o PPI input era de queda de 0,9%.

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários de Wall Street encerraram a jornada em queda refletindo os efeitos do prejuízo de US$ 2 bilhões do maior banco americano, JPMorgan Chase. Segundo analistas de mercado, essa perda despertou as discussões sobre as instituições financeiras do país e, ao mesmo tempo, ofuscaram um aumento de conficança do exigente consumidor americano.

Ao final dos negócios, o índice Dow Jones fechou com queda de 0,27%, aos 12,820 pontos; o S&P 500 teve queda de 0,34% para 1,353 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq teve alta de 0,01%, aos 2,933 pontos.

Na agenda local, a confiança do consumidor norte-americano subiu entre abril e maio. A leitura preliminar do índice, medido pela Universidade de Michigan, avançou para 77,8 este mês, superior à leitura de 76,4 pontos do mês anterior (dado revisado).

O resultado é melhor do que o esperado pelo mercado, de 76,4 pontos (previsão Forex Factory).

O Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos registrou recuo de 0,2% abril ante o mês anterior, já com ajustes sazonais, informou agora há pouco o Departamento de Trabalho norte-americano.

O resultado veio abaixo do estimado pelo mercado, que aguardava estabilidade (previsão Forex Factory).

Em março, o índice registrou estabilidade.

No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo retomou a trajetória negativa no pregão desta sexta-feira. A queda foi de 0,43% aos 59,445 pontos. Ao final dos negócios, o giro financeiro foi de R$ 5,94 bilhões.

O dólar comercial encerra a segunda semana de maio com valorização de 1,55%. No pregão desta sexta-feira, no interbancário, a divisa fechou cotada a R$ 1,954 na compra e R$ 1,956 na venda, alta de 0,02%.

No mercado futuro, o contrato para junho negociado na BM&F apresentava alta de 0,07% a R$ 1,963.

Os Contratos de Depósito Interfinanceiros (DIs) encerraram a semana divididos na BM&F.

Perto do fechamento, os contratos para junho de 2012 ficaram estáveis a 8,72%; os vencimentos para janeiro de 2013 caíram 0,06 p.p a 7,94%; os contratos para janeiro de 2014 caíram 0,01 p.p a 8,45%; os vencimentos para janeiro de 2017 subiram 0,07 p.p. a 9,75%; e os vencimentos para janeiro de 2021 subiram 0,07 p.p a 10,24%.

Por aqui, o emprego industrial caiu 0,4% em março, ante alta de 0,1% em fevereiro, apontou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na série com ajuste sazonal.

Na comparação com igual período de 2011, o total de pessoal ocupado na indústria caiu 1,2% no mês, sexto resultado negativo consecutivo. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, cresceu 0,3%. O índice de média móvel trimestral recuou 0,2%, na série com ajuste sazonal.

No acumulado do ano, o índice caiu 0,8% ante o mesmo período do ano anterior.

A maior queda foi verificada em São Paulo, que recuou 3,2%. Em contrapartida, tiveram avanço relevante o Paraná (3,2%) e Minas Gerais (1,9%).

Na análise setorial, o emprego industrial apresentou queda em 11 dos 18 ramos analisados, com destaque para vestuário (-6,8%) e produtos de metal (-6,2%). Na outra ponta, tiveram elevação considerável alimentos e bebidas (3,3%) e máquinas e equipamentos (2,7%).

No terceiro mês do ano, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, com descontos das influências sazonais, obteve baixa de 1,2% ante fevereiro.

O índice de média móvel trimestral registrou o mesmo patamar do mês anterior e, comparado ao ano passado, cresceu 0,7%.

O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores do setor caiu 0,7% em março comparado a fevereiro, com ajuste sazonal, acumulando ganho de 6,4%. O índice de média móvel trimestral subiu 1,8% no mês.

 

(Ivonéte Dainese com agências internacionais - www.ultimoinstante.com.br)

 

 


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