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FECHAMENTO: Mercados fecham sem direção única e dólar alcança maior alta em três anos


Por Último Instante em quarta-feira, 2 de maio de 2012 - 19:19
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2 de maio de 2012 - Esta quarta-feira, pós feriado do Dia do Trabalho, foi marcada pelas baixas dos principais mercados acionários na Europa, a maior desvalorização do real frente ao dólar e a alta da BM&FBovespa.

Na Europa, os mercados reagiram aos números do relatório ADP dos Estados Unidos, que mede o nível do emprego. Apesar da elevação, o número ficou abaixo do esperado pelos analistas. Outro fator que também interferiu no comportamentos da bolsas na zona do euro, foi o índice do desemprego, o maior dos últimos 15 anos. 

A BM&FBovespa encerrou em alta, mas com pouco volume de negócios e o dólar apresentou a maior elevação dos últimos três anos, 0,93% frente ao real. (Ver abaixo)

Enquanto isso, no campo das matérias primas, o preço do barril do Brent para entrega em junho fechou nesta quarta-feira em baixa de 1,09% na Bolsa Intercontinental de Futuros de Londres (ICE Futures), cotado a US$ 118,35.

O Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) para entrega em junho fechou em baixa de 0,88%, cotado a US$ 105,22 por barril, após o anúncio de que as reservas de petróleo nos Estados Unidos aumentaram muito acima do estimado pelos analistas.

Ao término do pregão na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos de futuros do WTI caíram US$ 0,94 em relação ao preço de fechamento de terça-feira.

A queda desta quarta-feira ocorreu após o Departamento de Energia dos Estados Unidos anunciar que as reservas de petróleo no país aumentaram em 4 milhões de barris na semana passada e ficaram em 373 milhões de barris.

O órgão informou ainda que as reservas de petróleo se encontram acima da média para esta época do ano e são 2,7% maiores que as de um ano atrás, o que afetou a cotação do petróleo.

Também influiu saber que o setor privado nos EUA, maior consumidor mundial de petróleo junto à China, gerou 119 mil trabalhos em abril, um ritmo de criação de emprego que se mantém de forma modesta, segundo a empresa de consultoria Automatic Data Processing (ADP).

Os contratos de gasolina com vencimento em junho caíram US$ 0,02 e fecharam valendo US$ 3,07 por galão (3,78 litros), enquanto os de gasóleo para calefação para entrega no mesmo mês recuaram US$ 0,03, encerrando cotados a US$ 3,17 por galão.

Já os contratos de gás natural com vencimento em junho caíram US$ 0,12 e terminaram negociados a US$ 2,25 por cada mil pés cúbicos. 

Na Ásia, as principais bolsas encerraram os pregões em alta, refletindo os dados otimistas da produção nos Estados Unidos e o indicador da atividade manufatureira da China, que elevou o sentimento de confiança do investidor quanto à recuperação das duas importantes economias internacionais.

Ao final desta jornada, em Taiwan, o referencial TSEC Weighted Index subiu 2,33% aos 7.676 pontos; no Japão, o referencial Nikkei 225 da bolsa de Tóquio valorizou 0,31% aos 9.380 pontos; na Índia, o índice BSE Sensex, da bolsa de Bombai, teve baixa de 0,10% aos 17.301 pontos; Hong Kong, o principal indicador, o Hang Seng, subiu 1,02% aos 21.309 pontos e na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai, valorizou 1,76% aos 2.438 pontos. 

Na agenda local, o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do setor manufatureiro da China registrou melhora nas condições de negócios, de acordo com pesquisa realizada pelo instituto Markits, em conjunto com o HSBC.

Em abril, o indicador ficou em 49,3 pontos, resultado superior ao de março, que foi de 48,3 pontos. O indicador continuou abaixo dos 50 pontos.

O PMI de serviços do Japão caiu em abril, marcando 51 pontos ante 53,7 pontos verificados em leitura anterior.

Segundo relatório, o resultado indicou um recuo no nível de atividade do setor.

O PMI do setor manufatureiro da Coreia do Sul registrou leve recuo nas condições de negócios, de acordo com pesquisa ajustada realizada pelo instituto Markits, em conjunto com o HSBC.

Em abril, o indicador ficou em 51,9, ante 52 de março, sinalizando uma leve piora em condições de fabricação de funcionamento do setor.

O PMI do setor manufatureiro da Índia registrou melhora nas condições de negócios, de acordo com pesquisa ajustada realizada pelo instituto Markits, em conjunto com o HSBC.

Em abril, o indicador ficou em 54,9 pontos, resultado superior ao de março, que foi de 54,7 pontos. O indicador ficou acima dos 50 pontos, indicando fortes condições de negócios.

Na Europa, as principais bolsas encerraram os pregões em queda, com exceção do mercado francês que teve ligeira alta, 0,42%.  

Este comportamento pode ser medido pelos relatórios dos empregadores norte-americanos que, apesar de ter os números elevados, 119 mil, o nível de emprego ADP ficou abaixo do esperado pelos analistas. Em paralelo, o nível de desemprego na zona do euro, teve uma elevação, o maior em 15 anos. Os papéis dos bancos, das empresas de energia e de petróleo contribuiram com as baixas. 

Ao final desta jornada, em Frankfurt, o índice DAX 30 caiu 0,61% aos 6,747 pontos; em Paris, o índice CAC-40 subiu 0,42% aos 3,226 pontos; em Milão, o índice FTSE-MIB teve queda de 2,60% aos 14,213 pontos; em Londres, o índice FTSE-100 desvalorizou 0,93% aos 5,758 pontos; e em Madri, o índice Ibex 35 caiu 2,55% aos 6,831 pontos.

Na agenda local, o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do setor manufatureiro da Espanha registrou piora nas condições de negócios, de acordo com pesquisa ajustada realizada pelo instituto Markits.

Em abril, o indicador ficou em 43,5, ante 44,5 de março, sinalizando uma piora marginal em condições de fabricação de funcionamento do setor.

O Índice de Gerentes  de Compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de Construção do Reino Unido indicou desaquecimento do mercado no mês de abril.

O indicador, medido pelo Markit Economics, apontou 55,8 pontos no mês passado contra 56,7 pontos de março. O resultado esteve acima das expectativas do mercado, de 54,1 (previsão Forex Factory).

O índice gerente  de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor manufatureiro da zona do euro registrou queda em abril.

No mês, o índice marcou 45,9 pontos, resultado inferior aos 47,7 registrados em março.

A taxa de desemprego na zona do euro aumentou um décimo em março - na comparação com o mês anterior - e alcançou 10,9%, segundo os dados divulgados nesta quarta-feira pelo Eurostat, o escritório comunitário de estatística.

Segundo os dados publicados hoje, na Espanha o índice subiu três décimos e chegou a 24,1%, os piores números entre todos os 27 países da União Europeia (UE), onde a taxa se manteve estável em 10,2%.

O número de desempregados na Alemanha desceu em abril a 2.963.000 pessoas, o que significa um retrocesso de 65 mil com relação a março e de 115 mil na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Desta forma, o índice de desemprego ficou em 7%, uma queda de 0,2% com relação aos 7,2% de março, enquanto um ano atrás a percentagem estava em 7,3%, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pela Agência Federal de Emprego.

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários de Wall Street encerraram a jornada em queda, pressionados pelo crescimento abaixo do esperado no número de empregos criados no setor privado norte-americano em abril e o crescimento do desemprego na zona do euro para o maior patamar em quinze anos. 

Ao final dos negócios, o índice Dow Jones caiu 0,08%, aos 13,268 pontos; o S&P 500 recuou 0,25% para 1.402 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq teve alta de 0,31%, aos 3.059 pontos.

Na agenda local, o setor privado norte-americano criou 119 mil vagas de emprego entre março e abril, segundo dados da Consultoria ADP divulgados há pouco. A criação de postos de emprego de março foi de 201 mil vagas (dado revisado).

O resultado de abril veio abaixo da estimativa média do mercado que esperava uma geração de 178 mil empregos, de acordo com levantamento da Forex Factory.

As novas encomendas (New Orders) às indústrias nos Estados Unidos caíram US$ 7,1 bilhões  ou 1,5% em março para US$ 460,5 bilhões, informou hoje o Departamento do Comércio norte-americano.

O indicador veio em linha com a estimativa do mercado (previsão Forex Factory) e abaixo do mês anterior, que marcou alta de 1,3%. Excluindo os transportes, que são considerados itens voláteis, as novas encomendas subiram ligeiramente.

No Brasil, em uma jornada pós-feriado pautada por altas e baixas, a Bolsa de Valores de São Paulo ganhou força no final das negociações e fechou com valorização de 0,98% aos 62.423 pontos. Ao final dos negócios, o giro financeiro foi de R$ 7,68 bilhões. 

O dólar comercial encerrou o pregão com a maior alta desde 2009. No interbancário, a divisa americana fechou cotada a R$1,923 para a compra e R$ 1,924 para a venda, alta de 0,93%

No mercado futuro, o contrato para junho era negociado na BM&F com alta de 0,70% cotado a R$ 1,933.

Os Contratos de Depósito Interfinanceiros (DIs) encerraram em queda a seção desta quarta-feira em queda na BM&F.

Perto do fechamento, os contratos para maio de 2012 perderam 0,02 p.p a 8,71%; os vencimentos para janeiro de 2013 perderam 0,25 p.p a 8,15%; os vencimentos para janeiro de 2014 caíram 0,28 p.p a 8,55%; os contratos para 2017 ficaram em baixa de 0,08 p.p a 9,89%; e os vencimentos para janeiro de 2021 caíram 0,03 p.p a 10,48%.

Por aqui, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) da última leitura de abril recuou para 0,52%, resultado 0,05 p.p ante a leitura anterior, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV), mesmo resultado da última divulgação.

No acumulado do ano, o índice marca alta de 2,19% e, nos últimos 12 meses, avanço de 5,05%.

Nesta apuração, cinco das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram desaceleração em suas taxas de variação, sendo Vestuário (1,05% para 0,55%), Alimentação (0,53% para 0,38%), Educação, Leitura e Recreação (0,29% para 0,09%), Habitação (0,49% para 0,42%) e Transportes (0,36% para 0,33%).

Em contrapartida, registraram  avanço os grupos Despesas Diversas (2,42% para 3,50%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,88% para 1,03%) e Comunicação (0,07% para 0,08%).

 

(Ivonéte Dainese, Rosangela Sousa com agências internacionais - www.ultimoinstante.com.br)


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