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Fechamento: Mercados fecham o mês de abril no azul


Por Último Instante em sexta-feira, 27 de abril de 2012 - 19:39
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27 de abril de 2012 - Depois de muita oscilação, os principais mercados mundiais estão encerrando o mês de abril no azul. Na Europa e nos Estados Unidos, as bolsas mantiveram o otimismo e fecharam em pequenas altas, refletindo o nível de confiança do consumidor americano, indicador que diminuiu a decepção com o fraco crescimento econômico divulgado nesta jornada. 

Já a BM&FBovespa seguiu descolada dos demais mercados e teve queda de 0, 93%. 

No campo das matérias primas, o preço do barril do petróleo Brent para entrega em junho fechou nesta sexta-feira em leve baixa de 0,08%, aos US$ 119,83, influenciado pelas dúvidas sobre o futuro da economia espanhola e pelo arrefecimento do crescimento dos Estados Unidos.

O petróleo do Mar do Norte, de referência na Europa, terminou a sessão no Intercontinental Exchange Futures de Londres com uma redução de US$ 0,09 em relação ao pregão anterior.

O Brent chegou hoje a um máximo de US$ 119,95 e a um mínimo de US$ 119,06.

A leve baixa foi provocada pela situação econômica na Espanha, cuja taxa de desemprego alcançou o nível mais alto desde que começou a crise econômica. Além disso, a agência Standard & Poor's rebaixou a qualificação de dívida pública do país em dois degraus.

Conforme a Pesquisa da População Ativa (EPA, na sigla em espanhol) do Instituto Nacional de Estatística, nos três primeiros meses de 2012 a ocupação diminuiu em 374,3 mil pessoas, totalizando 5.639.500 o número de desempregados na Espanha.

Por outro lado, o arrefecimento do crescimento da economia dos EUA aumentou o temor de um descenso do consumo de combustível, o que provoca a redução do preço do Brent.

Entre janeiro e março, o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu a um ritmo anual de 2,2%, oito décimos percentuais a menos que no trimestre anterior. 

O petróleo do Texas fechou em alta de 0,36%, aos US$ 104,93 o barril, impulsionado pela confiança dos consumidores dos Estados Unidos, que aumentou ligeiramente mais que o esperado em abril.

No final da última sessão da semana na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os futuros do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) para entrega em junho avançaram US$ 0,38 em relação ao fechamento anterior.

Com a alta registrada hoje, o petróleo de referência nos EUA conseguiu fechar a semana com uma ascensão de 1,82%.

A cotação foi pressionada em alta pelo dado sobre a confiança dos consumidores americanos, que subiu ligeiramente em abril graças ao que ainda existe otimismo na evolução do mercado de trabalho.

O índice elaborado a partir de enquetes da Universidade de Michigan subiu para 76,4 pontos, dois décimos a mais que em março, mas sete décimos a mais dos 75,7 pontos previstos pelos analistas.

A confiança dos consumidores americanos influiu mais no preço dos futuros do WTI que o indicador de atividade econômica nos Estados Unidos, cujo Produto Interno Bruto, entre janeiro e março, cresceu a um ritmo anual de 2,2%, cinco décimos menos que o previsto.

No entanto, a despesa dos consumidores, que representa quase 70% da atividade econômica do país, subiu 2,9% no mesmo trimestre, superando as projeções dos analistas.

Com vencimento em maio, os contratos de gasolina ganharam US$ 0,02 e terminaram em US$ 3,20 o galão (3,78 litros), enquanto os de gasóleo para calefação para entrega no mesmo mês perderam US$ 0,01, fechando a US$ 3,18 o galão.

Já os contratos de gás natural com vencimento em junho subiram US$ 0,06 até US$ 2,18 dólares por cada mil pés cúbicos. 

Na Ásia, as principais bolsas encerraram o pregão desta sexta-feira em queda, refletindo o rebaixamento da dívida soberana da Espanha, pela agência de classificação de risco Standard & Poor's, situando em BBB+, com perspectiva negativa.

O corte do rating ofuscou o movimento do Japão de expandiu o estímulo econômico no país.

Ao final desta jornada, em Taiwan, o referencial TSEC Weighted Index caiu 0,54% aos 7.480 pontos; no Japão, o referencial Nikkei 225 da bolsa de Tóquio desvalorizou 0,43% aos 9.520 pontos; na Índia, o índice BSE Sensex, da bolsa de Bombai, teve avanço de 0,02% aos 17.134 pontos; Hong Kong, o principal indicador, o Hang Seng, caiu 0,33% aos 20.741 pontos e na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai, desvalorizou 0,35% aos 2.396 pontos. 

Na agenda local, o Banco do Japão (BOJ) revisou para cima sua previsão de crescimento da economia japonesa no ano fiscal de 2012, que começou em 1º de abril, e a situou em 2,3%, três décimos acima da estimativa anterior.

Já no exercício de 2013 o Produto Interno Bruto (PIB) deverá aumentar 1,7%, segundo o relatório apresentado hoje pelo banco central japonês.

Além disso, o BOJ calculou que o índice de preços ao consumidor, excluídos os alimentos frescos, crescerá 0,3% neste ano fiscal e 0,7% no de 2013.

Esse número está abaixo da meta estabelecida pela entidade em fevereiro, quando indicou que seu objetivo é obter uma inflação estável de 1% na economia japonesa, que vive uma persistente deflação.

As estimativas do BOJ foram divulgadas no mesmo dia em que o organismo anunciou novas medidas de flexibilização monetária orientadas a alcançar seu objetivo de estabilidade de preços e crescimento estável.

A junta de política monetária do Banco do Japão decidiu manter as taxas de juros entre 0% e 0,1% e ampliar em 5 trilhões de ienes (US$ 61,6 bilhões) seu programa de compra de ativos, levando o montante total a 70 trilhões de ienes (US$ 861,9 bilhões). 

O BOJ irá ampliará seu programa de compra de ativos em 5 trilhões de ienes (US$ 61,6 bilhões), em uma nova medida de flexibilização monetária destinada a combater a persistente deflação.

A ampliação representa que o programa do BOJ, destinado a injetar liquidez ao sistema, se elevará a 70 trilhões de ienes (US$ 861,9 bilhões), segundo um comunicado da entidade após uma reunião extraordinária de sua junta de política monetária.

No encontro, os sete membros da junta também decidiram respaldar a manutenção das taxas de juros entre 0% e 0,1%, baixíssimo nível no qual se encontram desde dezembro de 2008.

A instituição japonesa anunciou que aumentará a aquisição de bônus do Governo japonês em poder das instituições financeiras para injetar maior liquidez ao sistema bancário e estimular a atividade empres.

Além disso, aumentará em 200 bilhões de ienes (US$ 2,46 bilhões) a compra de fundos das bolsas de valores e em 10 bilhões de ienes (US$ 123 milhões) a de fundos imobiliários, segundo um comunicado do BOJ.

O banco central japonês também decidiu ampliar o prazo de vencimento dos bônus do Governo e dos bônus corporativos que atualmente adquire dentro do programa, passando de um a dois anos a um a três anos.

A notícia da ampliação do programa foi bem recebida pelos investidores do pregão japonês, motivando a alta de 1% do índice Nikkei após o anúncio.

O Banco do Japão (BOJ), que há anos tem como objetivo frear a tendência deflacionária que aflige a economia do país asiático, estabeleceu em fevereiro passado a meta de situar a inflação em 1% e se mostrou disposto a flexibilizar sua política monetária até alcançar esse índice.

A taxa de desemprego ajustada no Japão para diferenças sazonais manteve-se em 4,5% em março mesmo resultado do mês anterior, anunciou o governo.

O resultado veio em linha com as estimativas dos analistas (previsão Forex Factory).

Números divulgados pelo Ministério da Administração Interna disse que havia 2,97 milhões de desempregados no Japão no terceiro mês do ano.

A produção industrial do Japão registrou alta de 1% em março, ante o mês anterior, segundo leitura preliminar do Ministério da Economia, Comércio e Indústria (MEI). Com ajustes sazonais, o indicador ficou em 95,3 no terceiro mês do ano.

O resultado veio abaixo do esperado pelo mercado, que aguardava avanço mensal de 2,3%.

O dado de fevereiro foi de queda de 1,6%.

As vendas no varejo japonês subiram 10,3% em março ante o ano anterior.

A alta foi pior do que a previsão de mercado médio que estimava avanço de 10,6% anuais (previsão Forex Factory).

Em fevereiro, o índice subiu 3,4% (dado revisado), segundo mostraram dados do governo nesta sexta-feira.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do setor manufatureiro do Japão registrou melhora nas condições de negócios, de acordo com pesquisa ajustada realizada pelo instituto Markits, em conjunto com o HSBC.

Em abril, o indicador ficou em 50,7 ante 51,1 de março, sinalizando uma piora em condições de fabricação de funcionamento do setor.

No Velho Continente, nesta sexta-feira, as principais bolsas de valores encerram em alta refletindo os resultados positivos do índice de confiança dos consumidores dos Estados Unidos. Na Itália, um leilão de títulos foi bem recebido, o governo vendeu 5,95 bilhões de euros (US$ 7,9 bilhões), superior à meta. Os custos de empréstimos para os títulos de 10 anos, no entanto, subiram para 5,84% a partir de 5,24% em 29 de março a venda.

Ao final desta jornada, em Frankfurt, o índice DAX 30 subiu 0,91% aos 6,801 pontos; em Paris, o índice CAC-40 subiu  1,14% aos 3,266 pontos; em Milão, o índice FTSE-MIB teve alta de 1,85% aos 14,778 pontos; em Londres, o índice FTSE-100 valorizou 0,49% aos 5,777 pontos; e em Madri, o índice Ibex 35 subiu 1,69% aos 7,145 pontos.

Na agenda local, o índice de preços das importações na Alemanha aumentou 3,1% em março em relação ao mesmo mês do ano anterior. De fevereiro a março, o índice subiu 0,7%, relatou nesta manhã o Escritório Federal de Estatísticas, Destatis.

Na base de comparação mensal, o dado veio abaixo do esperado pelo mercado, que era de aumento de 0,9% (previsão Forex Factory).

A confiança  do consumidor da Alemanha deve recuar em maio, informou o instituto GfK. O índice deve ficar em 5 pontos no mês que vem, resultado inferior ao visto em abril, que marcou 5,8 pontos. O dado veio abaixo da estimativa do mercado, de 5,9 pontos (projeção Forex Factory).

O indicador de clima geral de consumo do Gfk refere-se ao próximo mês, no entanto, o resultado dos três sub-índices corresponde ao mês corrente.

A confiança do consumidor no Reino Unido ficou em -31 pontos em abril, de acordo com dados divulgados pelo instituto de pesquisas GFK.

As perspectivas para a situação financeira nos últimos 12 meses caiu 2 pontos para -23, enquanto as perspectivas para a situação financeira nos próximos 12 meses recuou 4 pontos para -14.

O número de desempregados na Espanha aumentou em 365.900 pessoas no primeiro trimestre deste ano, chegando a 5.639.500, o que representa um índice médio de 24,44% da população ativa e um novo recorde.

Segundo a Enquete de População Ativa (EPA) publicada nesta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), no primeiro trimestre do ano a ocupação diminuiu em 374.300 pessoas, a 17.433.200 trabalhadores, com uma taxa de atividade de 59,94%.

O número de famílias espanholas com todos seus membros desempregados foi de 1.728.400, 153.400 mais que no trimestre anterior.

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários de Wall Street encerraram a jornada em alta pelo quarto dia consecutivo, refletindo a melhora no nível de confiança do consumidor, indicador que diminuiu a decepção com o fraco crescimento econômico divulgado nesta jornada. 

Além deste fator, também pesou positivamente sobre o humor dos investidores o desempenho das ações da Amazon, que subiram 15,75% após a companhia reportar um forte crescimento nas vendas. 

Perto do fechamento, o índice Dow Jones subia 0,18%, aos 13,228 pontos; o S&P 500 avançava 0,24% para 1.403 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq tinha alta de 0,61%, aos 3.069 pontos.

Na agenda local, a confiança do consumidor subiu entre março e abril. A leitura do índice, medido pela Universidade de Michigan, avançou para 76,4 este mês, superior à leitura de 75,7 pontos do mês anterior.

O Produto Interno Bruto (PIB) nos Estados Unidos anualizado avançou 2,2% no primeiro trimestre do ano, de acordo com leitura preliminar divulgada nesta sexta-feira pelo Departamento do Comércio norte-americano.

No trimestre anterior, o PIB norte-americano avançou 3% (dado revisado).

No Brasil, a BM&FBovespa, novamente se descolou do mercado norte-americano e encerrou o pregão em queda de 0,81% aos 61.691 pontos, devolvendo parte dos ganhos acumulados na jornada de ontem. 

Ao final dos negócios, o giro financeiro foi de R$ 5,77 bilhões. Na última semana de abril, o índice acumulou queda de 1,28%. 

O dólar comercial encerra a última semana do mês com valorização de 0,93%. Nesta sexta-feira, no interbancário, a divisa americana fechou cotada a R$ 1,886 para a compra e R$ 1,886 para a venda, alta de 0,04%.

No mercado futuro, o contrato para maio negociado na BM&F apresentava alta de 0,02% a R$ 1,887. 

Ainda nesta sexta-feira, o BC realizou mais um leilão para compra de dólares no mercado à vista de câmbio, a uma taxa de corte de R$ 1,8850. Segundo o Depin (Departamento de Reservas Internacionais), a atuação aconteceu entre 15h16 e 15h21.

Já Contratos de Depósito Interfinanceiros (DIs) mantiveram a trajetória negativa e encerraram a jornada em baixa na BM&F. Ao final dos negócios, o que se viu foi o fechamento de toda a curva dos juros. 

Perto do fechamento, os contratos para maio de 2012 recuavam 0,02 p.p a 8,72%; os vencimentos para janeiro de 2013 perdiam 0,08 p.p a 8,27%; os contratos para janeiro de 2014 recuavam 0,09 p.p a 8,72%; os vencimentos para janeiro de 2017 perdiam 0,07 p.p a 9,97% e os contratos para janeiro de 2021 desvalorizavam 0,06 p.p a 10,50%.

Por aqui, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu para 0,85% em abril, ante 0,43% em março, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV). 

O IGP-M do mês compreendeu o intervalo entre os dias 21 do mês anterior e 20 de abril.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou elevação, sendo esta para 0,97% no período. No mês anterior, a taxa foi de 0,42%.

Na mesma linha, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou, na leitura de abril, taxa de variação de 0,55%. No mês anterior, a taxa foi de 0,48%. 

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou em abril taxa de 0,83%, acima do resultado de março, quando a taxa foi de 0,37%.

O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que analisa os preços de custo dos produtos para indústria de transformação (sem impostos e frete), subiu 1,05% em março, superior à variação de -0,42% do mês anterior, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Comparado a março de 2011, o índice subiu 1,37%. No acumulado de 2012, o IPP marcou avanço de 0,19%. 

(Ivonéte Dainese, Rosangela Sousa com agências internacionais – www.ultimoinstante.com.br)


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