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FECHAMENTO: Clima político da França e Holanda esfriam as bolsas mundiais


Por Último Instante em segunda-feira, 23 de abril de 2012 - 20:06
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23 de abril de 2012 - A semana começou com muitas incertezas nos mercados acionários mundiais, principalmente na zona do euro. Por lá, as questões políticas mais pontuais, Holanda e Franca, puxaram para baixo os principais índices.

Na Holanda, a o primeiro-ministro, Mark Rutte e todo seu gabinete renunciaram, depois do fracasso para se chegar a um acordo sobre os cortes para reduzir 3% do déficit do país até 2013. 

Já na França, a vitória do socialista François Hollande no primeiro turno das eleições presidenciais francesas provocou receios sobre uma eventual ruptura na direção política e econômica da União Europa, até agora sob forte influência do presidente francês, Nicolas Sarkozy, e da chanceler alemã, Angela Merkel.

Enquanto isso, no campo das matérias primas, o preço do barril de petróleo Brent para entrega em junho caiu nesta segunda-feira 0,04% no mercado de futuros de Londres, cotado em US$ 118,71, diante das dúvidas dos mercados sobre a evolução da demanda chinesa e devido à conjuntura política na Europa.

O barril de petróleo do Mar do Norte, de referência na Europa, terminou a sessão da Bolsa Intercontinental de Futuros (ICE Futures) com uma queda de US$ 0,05 em relação ao pregão anterior, quando fechou em US$ 118,76.

O Brent chegou hoje a um máximo de US$ 118,91 e a um mínimo de US$ 117,21. Apesar da atividade industrial na China ter registrado uma leve subida neste mês, os mercados temem uma queda no ritmo de crescimento do país, o que poderia afetar a demanda mundial de petróleo.

A conjuntura política na França e Holanda também fez ressurgir os temores sobre um crescimento da crise da dívida na zona do euro, o que influenciou a cotação do barril.

A vitória do socialista François Hollande no primeiro turno das eleições presidenciais francesas provocou receios sobre uma eventual ruptura na direção política e econômica da União Europa, até agora sob forte influência do presidente francês, Nicolas Sarkozy, e da chanceler alemã, Angela Merkel.

Na Holanda, o primeiro-ministro, Mark Rutte, apresentou sua renúncia e de todo seu gabinete após o fracasso para se chegar a um acordo sobre os cortes para reduzir 3% do déficit do país até 2013. 

O Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) caiu nesta segunda-feira 0,68% e fechou em US$ 103,11, numa sessão marcada pela desconfiança dos mercados sobre a situação na zona do euro após a vitória dos socialistas no primeiro turno das eleições francesas e a renúncia do governo holandês.

No final do primeiro pregão da semana na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos de futuros do WTI para entrega em junho -que a partir desta sessão se tornaram referência, caíram US$ 0,77 em relação ao fechamento anterior.

O petróleo foi pressionado hoje após a vitória do candidato socialista, François Hollande, no primeiro turno das eleições presidenciais na França, e a demissão do primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, em consequencia do fracasso da negociação do plano de cortes para diminuir o déficit público do país.

Além disso, a recessão da atividade econômica na zona do euro aumentou em abril e seu crescimento chegou ao menor índice dos últimos cinco meses.

Os mercados também receberam com preocupação os dados preliminares sobre a atividade industrial da China, o maior consumidor energético do mundo ao lado dos Estados Unidos, que mostrou neste mês sintomas de contração ao ficar em 49,1 pontos, acima de março (48,3), mas abaixo de 50, o que significa uma redução da produção.

Por outro lado, os contratos de gasolina com vencimento ainda no mês de maio somaram US$ 0,04 e terminaram em US$ 3,18 por galão (3,78 litros).

Já os contratos de gasóleo para calefação também para entrega em maio não apresentaram mudanças e fecharam a sessão em US$ 3,13 por galão.

Os contratos de gás natural, também com vencimento em maio, subiram US$ 0,07 até ficar em US$ 2 por cada mil pés cúbicos.

Na Ásia, as principais bolsas  encerraram o pregão desta segunda-feira em queda, refletindo os dados de manufatura da China de abril que, apesar da melhora em relação ao mês anterior, continuam marcando desempenho fraco, com resultado inferior aos 50 pontos, indicando contração.

Outro impacto negativo sentido nas operações desta segunda-feira na Ásia refere-se ao lucro da empresa Daewoo Engenharia, que caiu 4,4% no primeiro trimestre do ano. A queda de 7,6% no lucro da Tokyo Steel também colaborou para o ambiente de insegurança da região.

Ao final desta jornada, em Taiwan, o referencial TSEC Weighted Index recuou 0,35% aos 7.481 pontos; no Japão, o referencial Nikkei 225 da bolsa de Tóquio desvalorizou 0,20% aos 9.542 pontos; na Índia, o índice BSE Sensex, da bolsa de Bombai, teve queda de 1,60% aos 17.096 pontos; Hong Kong, o principal indicador, o Hang Seng, caiu 1,84% aos 20.624 pontos e na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai, desvalorizou 0,76% aos 2.388 pontos. 

Na agenda local, o índice coincidente composto revisado do Japão, que mede as condições atuais de negócios, subiu 0,9 ponto, para 95 pontos em janeiro, refletindo o avanço da produção industrial e das vendas ao varejo. O resultado é superior aos 93,7 pontos previstos na leitura anterior para o segundo mês do ano.

O índice de indicadores antecedentes (Leading Index), que mede as expectativas para a economia para os três próximos meses, subiu para 96,3 pontos, ante 94,6 informados no mês anterior. O resultado foi revisado para baixo, já que especulava 96,6 pontos.

Já o índice de indicadores passados (Lagging Index), que é usado para confirmar o desempenho econômico dos três meses anteriores, subiu para 86,3 pontos ante 83,8 de janeiro. A leitura revisada é superior à primeira estimativa, de 85,6 pontos.

Os dados foram divulgados pelo gabinete oficial do governo japonês (Cabinet Office).

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do setor manufatureiro da China registrou melhora nas condições de negócios, de acordo com pesquisa preliminar realizada pelo instituto Markits, em conjunto com o HSBC.

Em abril, o indicador ficou em 49,1 pontos, resultado superior ao de março, que foi de 48,3 pontos. O indicador continuou abaixo dos 50 pontos.

No Velho Continente, os principais índices acionários europeus caíram para o mínimo em três meses nos pregões desta segunda-feira. Este movimento reflete as perdas acentuadas dos papéis dos bancos, de empresas e do nível de contratação negativa da China e da zona do euro. 

Alguns índices que fecharam no vermelho foram impactados pelas questões políticas na França e na Holanda, onde o primeiro-ministro holandês Mark Rutte e todos os integrantes do gabinete renunciaram, depois de lutarem para conquistar um acordo de austeridade. Com isso, as eleições na Holanda serão antecipadas. 

Ao final desta jornada, em Frankfurt, o índice DAX 30 caiu 3,36% aos 6,523 pontos; em Paris, o índice CAC-40 caiu 2,83% aos 3,098 pontos; em Milão, o índice FTSE-MIB teve queda de 3,83% aos 13,849 pontos; em Londres, o índice FTSE-100 desvalorizou 1,85% aos 5,665 pontos; e em Madri, o índice Ibex 35 teve queda de 0,29% aos 6,887 pontos. 

O índice gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) composto, medida ampla do setor privado que combina dados manufatureiros e de serviços, da zona do euro recuou para 47,4 pontos em abril, ante 49,1 pontos em março.

A leitura indica baixa no setor de serviços, que caiu para 47,9 pontos no quarto mês do ano, ante 49,2 pontos em março.

O índice gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) composto, medida ampla do setor privado que combina dados manufatureiros e de serviços, da Alemanha recuou para 50,9 pontos em abril, ante 51,6 pontos em março.

A leitura indica avanço no setor de serviços, que subiu para 52,6 pontos no quarto mês do ano, ante 52,1 pontos em março.

O índice gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) composto, medida ampla do setor privado que combina dados manufatureiros e de serviços, da França recuou para 46,7 pontos em abril, ante 48,7 pontos em março.

O setor de serviços também desacelerou, passando de 50,1 pontos no terceiro mês de 2012 para 46,4 pontos em abril.

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários de Wall Street encerraram a jornada desta segunda-feira em queda, refletindo as incertezas políticas na França e na Holanda, elevando ainda mais o temor com um agravamento da crise da dívida na zona do euro. 

Ao final desta jornada, o índice industrial Dow Jones caiu 0,78% aos 12.927 pontos. O S&P 500 recuou 0,84% para 1.366 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq perdeu 1% aos 2.970 pontos.

Na agenda local, não houve a divulgação de indicadores econômicos nesta jornada.

A  Bolsa de Valores de São Paulo acompanhou o pessimismo mundial e emendou o terceiro dia de perdas ao fechar o pregão desta segunda-feira em queda de 1,53% aos 61.539 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,83 bilhões. 

O dólar comercial encerrou o pregão em alta. No interbancário, a divisa ficou cotada a R$ 1,881 na compra e R$ 1,882 na venda, alta de 0,7%.

No mercado futuro, o contrato para maio negociado na BM&F apresentava avanço de 0,37% a R$ 1,883.

Os Contratos de Depósito Interfinanceiros (DIs) conservaram a trajetória mista, encerrando a jornada desta segunda-feira sem uma direção única na BM&F. Ao final dos negócios, o que se viu foi a tanto a ponta mais longa quanto a ponta mais curva divididas entre a valorização e a queda. 

Perto do fechamento, os contratos para maio de 2012 caíam 0,02 p.p a 8,72%; os vencimentos para janeiro de 2013 e janeiro de 2014 subiam 0,06 p.p a 8,45% e 8,94%, respectivamente; os vencimentos para janeiro de 2017 recuavam 0,03 p.p a 10,15% e os contratos para janeiro de 2021 estavam estáveis a 10,72%.

Por aqui, a previsão de analistas  do mercado financeiro para a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), este ano foi mantida em 5,08% nesta semana. Para 2013, a estimativa permaneceu inalterada em 5,50%.

As projeções para o IPCA em 2012 e no próximo ano estão acima do centro da meta de inflação de 4,5%.

A projeção para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), recuou para 4,34% este ano ante 4,36% da estimativa anterior, e foi mantida em 4,85% em 2013.

A estimativa para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu de 4,89% para 5,05% este ano, permanecendo em 4,90% em 2013. 

No caso do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), a projeção acelerou de 4,84% para 4,91% neste ano, ficando em 4,95% em 2013.

Os especialistas estimam que taxa Selic encerre 2012 em 9%, em linha com a leitura anterior. Para 2013, a projeção também ficou estável, permanecendo em 10%.

Na reunião de 18 de março, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu reduzir os juros em 0,75 p.p., para 9% ao ano. A próxima reunião do Copom está marcada para acontecer nos dias 29 e 30 de maio.

A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano foi subiu de 3,20% para 3,21%. Para 2013, a estimativa recuou de 4,30% para 4,25%.

Para a produção industrial, a projeção de crescimento da atividade em 2012 elevou para 2,02% ante 2%. Para o ano que vem, a estimativa permaneceu em 4%. 

As informações constam do boletim Focus, publicação semanal do Banco Central (BC), elaborada com base na expectativa dos analistas para os principais indicadores da economia.

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) da terceira leitura de abril manteve a taxa de 0,57%, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV), mesmo resultado da última divulgação.

Nesta apuração, seis das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram aceleração em suas taxas de variação, sendo Despesas Diversas (1,56% para 2,42%), Vestuário (0,93% para 1,05%), Transportes (0,31% para 0,36%), Comunicação (-0,02% para 0,07%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,83% para 0,88%) e Alimentação (0,52% para 0,53%).

Em contrapartida, registraram recuo os grupos Habitação (0,70% para 0,49%) e Educação, Leitura e Recreação (0,34% para 0,29%).

 

(Ivonéte Dainese, Rosangela Sousa com agências internacionais - www.ultimoinstante.com.br)

 

 

 


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