Gráficos com Análise Técnica Grátis!  Agora o Bússola do Investidor tem gráficos Interativos com Cotações em Tempo Real.   Acesse já!

   Adicionar aos favoritos      RSS                           Novo por aqui? Cadastre-se ou faça seu login. 
 
Cadastre-se | Faça seu login | Planos
ARTIGOS

FECHAMENTO: Bovespa fecha em alta e governo anuncia novas medidas para economia


Por Último Instante em segunda-feira, 21 de maio de 2012 - 19:53
Envie por email  Imprima  RSS Feed RSS

 

21 de maio de 2012 - Logo depois do fechamento dos mercados, o ministro da fazenda, Guido Mantega, anunciou novas medidas para estimular a economia. O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que incide sobre os veículos utilitários será reduzido, bem como o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para crédito a pessoas físicas. (Ver abaixo)

Já no cenário externo, depois de varias semanas de turbulências, os mercados acionários da Europa fecharam um pouco mais otimistas com a reunião do G8, grupo formado pelos líderes dos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Itália, França, Alemanha, Japão, Rússia, além da União Europeia, que aconteceu neste fim de semana em Camp David (Estados Unidos). Os líderes do G8 pediram pela permanência da Grécia na zona do euro, além de apostar pelo crescimento e a criação de emprego, mas sem descuidar da disciplina fiscal.

Ontem, na China, o premiê chinês Wen Jiabao indicou que o país, a segunda maior economia do mundo, irá direcionar seus esforços para estimular o crescimento econômico.

Durante evento realizado neste domingo, Jiabao declarou que o país deve continuar a implementar uma política fiscal proativa e uma política monetária prudente, dando prioridade à manutenção do crescimento.

No campo das matérias primas, o preço do barril de petróleo Brent para entrega em julho fechou nesta segunda-feira em alta de 1,56% no mercado de futuros de Londres, cotado aos US$ 108,81, diante da incerteza sobre as negociações entre Irã e as comunidade internacional.

O petróleo do Mar do Norte, de referência na Europa, encerrou o pregão no Intercontinental Exchange Futures (ICE) com uma alta de US$ 1,67 em relação ao pregão anterior, quando terminou cotado a US$ 107,14. O preço máximo negociado hoje foi de US$ 109,22 por barril, e a um mínimo, de US$ 106,75.

Nesta segunda-feira, a expectativas se voltaram para a reunião de quarta em Bagdá entre as potências do Grupo 5+1 e o Irã, que seguirá à realizada em abril em Istambul e que desbloqueou as negociações após meses.

A União Europeia (UE) exige o Irã que detenha o enriquecimento de urânio a 20% antes de suspender as sanções que impedem Teerã exportar seu petróleo.

Em Bagdá, Catherine Ashton, que representa as potências do Grupo 5+1, composto pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha, voltará a ser a chefe da diplomacia comunitária. 

O petróleo do Texas fechou em alta nesta segunda-feira de 1,19%, cotado a US$ 92,57 dólares o barril, depois de seis dias consecutivos de queda e influenciado pela pequena melhora sobre a incerteza política na Grécia.

No final do primeiro pregão da semana na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) os contratos futuros do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) para entrega em junho aumentaram US$ 1,09 ao preço de fechamento da última sexta-feira.

Com a alta, o petróleo nos Estados Unidos freou uma sequência de queda de seis dias seguidos, após as mostras de apoio recebidas pela Grécia durante a cúpula do G8, realizada neste fim de semana em Camp David (EUA).

O barril do Texas também se viu impulsionado pelas expectativas de queda nas taxas de juros na China depois do primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, apresentar medidas de apoio à conjuntura país.

A gasolina subiu seis centavos em US$ 2,94 dólares por galão, e o gasóleo para calefação avançou três centavos, até os US$ 2,89 dólares.

Já o gás natural com vencimento em junho caiu 14 centavos e terminou a jornada em US$ 2,60 por cada mil pés cúbicos

Na Ásia, as principais bolsas encerraram o pregão desta segunda-feira em alta.

O mercado viu na declaração do premiê chinês Wen Jiabao, o ânimo para investimentos, com a indicação de que a China irá focar mais no estímulo ao crescimento econômico.

Devemos continuar a implementar uma política fiscal proativa e uma política monetária prudente, dando mais prioridade para manter o crescimento, declarou a autoridade.

O regulador da China em divisas aprovou US$ 26 bilhões em quotas de 138 investidores qualificados que procuram comprar seus títulos nacionaos a partir de 16 de maio, segundo comunicado da Administração Estatal de Câmbio.

Ao final desta jornada, em Taiwan, o referencial TSEC Weighted Index subiu 0,57% aos 7.192 pontos; no Japão, o referencial Nikkei 225 da bolsa de Tóquio valorizou 0,26% aos 8.633 pontos; na Índia, o índice BSE Sensex, da bolsa de Bombai, teve alta de 0,19% aos 16.183 pontos; Hong Kong, o principal indicador, o Hang Seng, recuou 0,16% aos 18.922 pontos e na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai, acelerou 0,16% aos 2.348 pontos.

Na agenda local, o índice de atividade de toda a indústria do Japão registrou queda de 0,3% em março, ante o mês anterior, segundo os dados do Ministério da Economia, Comércio e Indústria do país. O dado veio abaixo do esperado pelo mercado, que previa estabilidade (previsão Forex Factory).

Em fevereiro, o índice registrou queda de 0,1%. 

Na Europa, depois de semanas em baixa, os principais índices acionários encerraram os pregões desta segunda-feira divididos, refletindo algumas medidas que poderão impulsionar o crescimento da China. 

Em meio à crescente preocupação de a Grécia deixar de implementar as promessas de austeridade e bancos espanhóis que terão de ser resgatados puxaram os demais índices para o vermelho.

Ao final desta jornada, em Frankfurt, o índice DAX 30 subiu 0,95% aos 6,331 pontos; em Paris, o índice CAC-40 subiu 0,64% aos 3,027 pontos; em Milão, o índice FTSE-MIB teve queda de 0,28% aos 13,012 pontos; e em Madri, o índice Ibex 35 caiu 0,65% aos 6,524 pontos; em Londres, o índice FTSE-100 teve queda de 0,64% aos 5,304 pontos.

Na agenda local, a produção da construção civil da zona do euro subiu em março, no maior ritmo da década, recuperando-se após as condições negativas do inverno rigoroso do mês anterior.

A produção do setor expandiu 12,4% no terceiro mês do ano ante fevereiro, o primeiro aumento desde novembro do ano passado e o maior desde 2001, informou hoje a agência de estatísticas Eurostat.

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários de Wall Street encerraram a jornada desta segunda-feira em alta, pondo fim a uma série de seis quedas consecutivas, refletindo a sinalização, feita pelo governo chinês, de que apoiará o crescimento econômico do país. 

Além deste fator, os investidores reagiram positivamente à decisão dos governos alemão e francês de trabalhar para a manutenção da Grécia na zona do euro. 

Ao final dos negócios, o índice Dow Jones subiu 1,09%, aos 12.504 pontos; o S&P 500 avançou 1,60% para 1.315 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq teve alta de 2,46%, aos 2.847 pontos.

Na agenda local, o índice de atividade industrial do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) de Chicago (CFNA, na sigla em inglês) subiu para 0,11 em abril, ante -0,44 em março.

A média móvel de três meses (CFNAI-MA3) recuou para 0,06 pontos em abril, ante 0,02 em março.

No Brasil, dando continuidade ao movimento de alta que marcou a jornada da última sexta-feira, a Bolsa de Valores de São Paulo fechou a terceira semana de maio em forte alta, refletindo a diminuição da aversão ao risco global.

Ao final dos negócios, o índice subiu 3,81% aos 56.590 pontos, emendando assim o segundo dia de ganhos. O giro financeiro foi de R$ 10,54 bilhões, sendo R$ 2,99 bilhões referentes ao vencimento de opções sobre ações. 

O dólar comercial encerrou o pregão desta segunda-feira em alta. No interbancário, a divisa fechou cotada a R$ 2,045 para a compra e R$ 2, 046 para a venda, alta de 1,38%.

No mercado futuro, o contrato para junho negociado na BM&F apresentava alta de 1,30% a R$ 2,053.

Os Contratos de Depósito Interfinanceiros (DIs) mantiveram a trajetória de alta apresentada desde o início da manhã e encerraram a jornada desta segunda-feira em alta na BM&F, pondo fim a uma série de profundas desvalorizações. Ao final dos negócios, o que se viu foi a abertura de toda a curva dos juros.

Perto do fechamento, os contratos para junho de 2012 recuavam 0,01 p.p a 8,74%; os vencimentos para janeiro de 2013 ganhavam 0,07 p.p a 7,82%; os contratos para janeiro de 2014 e janeiro de 2017 avançavam 0,11 p.p a 8,18% e 9,57%; e os vencimentos para janeiro de 2021 subiam 0,10 p.p a 10,12%. 

Por aqui, a previsão de analistas do mercado financeiro para a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), este ano caiu de 5,22% para 5,21% nesta semana. Para 2013, a estimativa avançou de 5,53% para 5,60%.

A projeção para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que subiu para 4,62% este ano ante 4,55% da estimativa anterior, e elevou de 4,96% para 5% em 2013.

A estimativa para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu de 5,57% para 5,73% este ano, permanecendo em 4,90% em 2013. 

A previsão para a taxa básica de juros é de a Selic encerre 2012 em 8%, mesmo resultado previsto na semana anterior. Para 2013, a projeção recuou de 9,75% para 9,50%.

Na reunião de 18 de março, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu reduzir os juros em 0,75 p.p., para 9% ao ano. A próxima reunião do Copom está marcada para acontecer nos dias 29 e 30 de maio.

Ainda segundo o Banco Central, o mercado financeiro revisou as perspectivas de expansão da economia para 2012.

A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano caiu de 3,20% para 3,09%. Para 2013, a estimativa subiu de 4,30% para 4,50%.

Para a produção industrial, a projeção de crescimento da atividade em 2012 caiu de 1,94% para 1,58%. Para o ano que vem, a estimativa expandiu de 3,95% para 4,20%. 

As informações constam do boletim Focus, publicação semanal do Banco Central (BC), elaborada com base na expectativa dos analistas para os principais indicadores da economia.

Ainda nesta manhã, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu para 1% na segunda leitura de maio, ante 0,71% em abril, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV). 

O IGP-M do decêndio compreendeu o intervalo entre os dias 21 de abril e 10 de maio.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou elevação, sendo esta para 1,24% no período. No mês anterior, a taxa foi de 0,77%.

Nesta tarde, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou em São Paulo que, apesar do clima de volatilidade da economia internacional o Brasil deve retomar o crescimento econômico no segundo semestre deste ano. 

Tombini disse ainda que o atual cenário nacional é sólido graças às medidas de segurança governamentais, o bom número de reservas internacionais e a queda do risco soberano, além de destacar que as perspectivas inflacionárias para este ano continuam inalteradas. 

Novas medidas do governo para estimular a economia:

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta segunda-feira em Brasília, uma série de medidas para estimular a economia do país. As medidas foram divididas em três, sendo que as primeiras voltadas para os setores automotivos e bancários, incluindo os privados, além de máquinas e equipamentos com garantias do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Para o crédito na compra de veículos, a proposta é aumentar o número de parcelas, considerando que o setor representa 20% do Pib industrial e é um dos que mais fazem investimentos. O Brasil se transformou no 3º país da indústria automotiva do mundo. Estamos fazendo isso para tornar o País o primeiro, declarou Mantega.

Com as medidas, o governo espera que a taxa de crescimento, embora menor mantenha o País em desenvolvimento. Estamos enfrentando problemas externos e que estão atingindo diretamente os emergentes como um todo. Se eles não resolverem os problemas da Grécia, o crescimento não atingirá os previsto, mas para o segundo semestre é previsto os 4,5%.

O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que incide sobre os veículos utilitários será reduzido, bem como o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para crédito a pessoas físicas.

Para o IPI, para carros de até 1.000 cilindradas, a alíquota cai de 7% para zero, já para automóveis com motorização entre 1.000 e 2.000 cilindradas, o imposto cai de 11% para 6,5%. No caso dos utilitários, a redução é de 4% para 1%.

Além disso, essas alíquotas estão valendo para os veículos, fabricados no Brasil e no Mercosul, incluídos no Regime Automotivo. Estas promoções valem para até o dia 31 de agosto e, com isso, estamos garantindo que não haverá demissões na indústria. Com isso, espera-se uma renúncia fiscal que deve ultrapassar R$ 1 bilhão, diz Mantega.

Para a pessoa física, a queda do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) do crédito é de 2,5% para 1,5% e esta redução não tem prazo fixado para terminar. O governo deixará de arrecadar R$ 900 milhões nos próximos três meses, explicou. Perguntado por que não havia nenhum representante da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) na reunião, já que o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, estava na mesa, Mantega disse que: as decisões foram tomadas com os representantes dos bancos, que concordaram com as medidas.

Quanto às montadoras, o ministro disse que se comprometeram a dar descontos de 2,5% sobre os preços de tabela dos carros populares, com até 1.000 cilindradas. Entre 1.000 e 2.000 cilindradas, o desconto será 1,5%. Já os utilitários, serão vendidos com desconto de 1%. 

(Ivonéte Dainese, Rosangela Sousa com agências internacionais - www.ultimoinstante.com.br)

 

 


Este relatório ou artigo não representa necessariamente a opinião do site, tem como único propósito fornecer informações e no constitui ou deve ser interpretado como uma oferta ou solicitação de compra ou venda de qualquer instrumento financeiro. O Bússola do Investidor nem o autor do artigo no declaram ou garantem, de forma expressa ou implícita, a integridade, confiabilidade ou exatidão de tais informações. Este artigo se baseia em informações públicas sobre cujas veracidade e qualidade não temos responsabilidade.
 
Fornecido por


Mais Lidas
Enquete
 
  
Mercados  |  Empresas  |  Corretoras  |  Calculadora de IR  |  Fórum  |  Central de Ajuda  |  Contato
Siga-nos:     


Copyright © 2007-2014 Bússola do Investidor.
Ao utilizar o site, você concorda com os Termos de Uso.
Cotações Bovespa com 15 minutos de atraso. Clique aqui para ver cotações em tempo real em todo o site.
Todas as opiniões aqui exibidas são de responsabilidade de seus próprios autores e poderão ser retiradas a qualquer momento sem aviso prévio.
Apesar de todo o cuidado na coleta dos dados apresentados, não nos responsabilizamos pela exatidão das informações contidas neste site.
 
IP-0A9AC736 10.154.199.54- 22/07/2014 20:56:17