23 abril de 2012 - O Egito afirmou nesta segunda-feira que está disposto a alcançar um novo acordo para a exportação de gás a Israel, mas com uma mudança nas condições e no preço de venda, depois que no domingo foi anunciado que Cairo tinha rescindido unilateralmente o contrato.
Em declarações à imprensa, a ministra egípcia de Planejamento e Cooperação Internacional, Fayza Abul Naga, explicou que a parte egípcia não tem nenhum inconveniente em chegar a um acordo com novas condições e novos preços.
Essa vontade já foi comentada com Israel, segundo Abul Naga, que insistiu em que o contrato não tem nada a ver com o Ministério do Petróleo ou com o Governo egípcio, mas se trata de um contrato comercial entre duas empresas.
A companhia nacional egípcia de gás natural EGAS e a Corporação Geral Egípcia de Petróleo notificaram no domingo a empresa israelense EMG da rescisão do contrato por não cumprir com o reembolso do gás comprado.
Neste sentido, a ministra afirmou que a parte israelense não se comprometeu com as obrigações financeiras incluídas nos artigos do contrato, embora tenha sido avisada cinco vezes, a última no dia 31 de março.
Este acordo, assinado em 2005 e considerado um dos pilares da paz entre os países, era objeto de polêmica no Egito já que permitia a venda de gás a um preço muito inferior ao do mercado.
Em Israel a decisão foi criticada, mas descartaram que tenha sido adotada por motivos políticos, por causa da postura com relação ao seu país por parte das novas autoridades egípcias.
Não vemos este corte do gás como algo originado por questões políticas. Na realidade é uma disputa empresarial entre a empresa israelense e a egípcia, disse o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Até 2011, o Egito fornecia a Israel 7 bilhões de metros cúbicos de gás natural ao ano, um compromisso que devia ter estado vigente até 2025 e que incluía uma opção de duplicar essa quantidade se as partes estivessem interessadas.
Desde a derrocada do regime de Hosni Mubarak em fevereiro de 2011, o gasoduto que unia os países foi alvo de 14 explosões realizadas por grupos desconhecidos.
(Redação com EFE - www.ultimoinstante.com.br)