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4 de maio de 2012 - Dando sequência às perdas acumuladas nos últimos dois meses, quando o Ibovespa recuou 1,97% e 1,41%, respectivamente, a trajetória de queda deve pautar o desempenho do mercado acionário brasileiro neste quinto mês de 2012, explicou o analista da corretora Futura Investimentos, Alan Oliveira. O mês de maio deve ser ruim para o índice. As perspectivas não são tão boas para o mercado brasileiro, porque o estrangeiro continua saindo da bolsa, e esse intervencionismo do governo nos juros bancários agravou o pessimismo [do mercado], afirma. Em abril, o governo reduziu drasticamente os juros cobrados pelos dois grandes bancos públicos: Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, forçando as instituições privadas a seguir o mesmo caminho, iniciado por instituições estrangeiras, como HSBC, Santander e Citibank, e acompanhadas em seguida por Bradesco e Itaú, os dois maiores bancos privados brasileiros. Para o mês, o analista acredita que, dado o mau humor do mercado, o índice deva seguir nos 60 mil pontos, abaixo da pontuação atingida no último mês, quando o Ibovespa oscilou dos 65 aos 61 mil pontos. Já entre os setores que podem acumular ganhos neste mês, Oliveira não aponta um segmento em específico, contudo explica que as ações de empresas que possuam menos alavancagem podem sair valorizadas, em função do barateamento do crédito proporcionado pela redução nos juros.Por outro lado, os papéis de grandes bancos, como Itaú e Bradesco, podem apresentar forte valorização, pois as instituições devem diminuir seus spreads [a diferença entre os juros cobrados pelos bancos nos empréstimos a pessoas físicas e jurídicas e as taxas pagas pelos bancos aos investidores que aplicam seu dinheiro na instituição], reduzindo assim sua margem de lucro. Nesta sexta-feira, as ações do ItauUnibanco (ITUB4) caíram 1,64%, enquanto os papéis do Bradesco recuaram 1,13%. (Rosangela Sousa - www.ultimoinstante.com.br)
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