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Argentina busca investidores e cresce polêmica por indenização à Repsol


Por Último Instante em segunda-feira, 23 de abril de 2012 - 16:01
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23 de abril de 2012 - O Governo argentino avançou nesta segunda-feira na busca de investidores petroleiros para aumentar a produção de hidrocarbonetos no país, enquanto a polêmica sobre a indenização que deveria ser paga ao grupo espanhol Repsol pela desapropriação de 51% de suas ações na YPF só aumenta.

Segundo fontes oficiais, os gerentes da companhia petrolífera YPF, nacionalizada em 16 de abril pelo Governo de Cristina Kirchner, iniciaram nesta segunda uma rodada de reuniões com diretores das empresas Medanito (Argentina) e ConocoPhillips e Chevron (Estados Unidos) na busca de acordos para impulsionar a produção de hidrocarbonetos. Além disso, está prevista uma reunião com a americana Exxon e com a canadesnte Talismã nos próximos dias, informou uma nota do site do Governo argentino.

A busca por investimentos ocorreu depois da decisão da presidente argentina de intervir na companhia e enviar um projeto de lei ao Parlamento, de maioria governista, para expropriar ações da YPF Gás, nas mãos da Repsol. Em resposta, a empresa espanhola confirmou hoje que tomará medidas legais contra qualquer companhia que invista na YPF ou em seus ativos.

A Repsol, dona de 57,43% das ações de YPF, já preparou inclusive seus advogados para atuar contra uma possível entrada de investidores no capital da empresa, informaram fontes do consórcio. O presidente da companhia, Antonio Brufau, também reivindica US$10 bilhões em compensação pelas ações desapropriadas, preço que o Governo argentino se opõe a pagar.

A indenização será feita com os valores correspondentes, não o que agrada os espanhóis, que submeteram a YPF a uma situação de saque e depredação, disse o senador e ex-chefe de Gabinete da Argentina, Aníbal Fernández à televisão local. Segundo o jornal argentino La Nación, o vice-ministro de Economia, Axel Kicillof, encarregado da autoria do projeto de desapropriação, assegurou a presidente Cristina Kirchner que a indenização será de zero pesos.

Em meio a disputa, o ministro argentino de Planejamento, Julio de Vido, ainda avisou na semana passada que a Repsol terá que pagar por supostos danos ambientais no país. A Justiça argentina analisa duas causas, iniciadas há alguns anos, por suposta poluição ambiental pela YPF, indicou o presidente da Corte Suprema de Justiça, Ricardo Lorenzetti, em declarações divulgadas pela publicação Tiempo Argentino.

Enquanto isso, cresce a polêmica sobre o assunto. Fontes do setor petroleiro confirmaram hoje à Agência Efe que na segunda-feira passada, mesmo dia em que foi anunciada a desapropriação, funcionários argentinos revistaram o apartamento de Brufau em Buenos Aires. Em contrapartida, o Governo espanhol propôs aos países da União Europeia (UE) nesta segunda-feira a possibilidade de negociar um acordo de associação com o Mercosul sem a Argentina.

Segundo Madri, a UE apoiou a posição espanhola no conflito durante um encontro de ministros em Luxemburgo. Na sexta-feira passada, o chefe da missão da UE em Genebra, Angelos Pangratis, distribuiu no final de uma reunião do G20 no México uma carta dirigida ao chanceler argentino, Héctor Timerman, que adverte a séria preocupação sobre a decisão argentina. Timerman, no entanto, negou haver recebido a carta.

Apesar de todas as repercussões, o projeto de desapropriação avança no Senado. Na próxima quarta-feira está prevista a aplicação de sanção à iniciativa com o respaldo da maioria governista e de setores da oposição.

A nacionalização da YPF também deve ser um dos principais temas durante o ato da próxima sexta-feira do Governo no estádio da capital argentina Vélez Sarsfield, com discurso da presidente Cristina. 

(Redação com EFE - www.ultimoinstante.com.br)

 

 


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