27 de janeiro de 2011 - Após abrir em alta e tocar os 63 mil pontos no período da manhã, a cotação da Bolsa de Valores de São Paulo perdeu força ao longo das negociações e encerrou a jornada desta sexta-feira em ligeira queda de 0,08% aos 62.904 pontos, encerrando uma sequência de oito altas.
No entanto, apesar do recuo, o índice completou a quarta semana de valorização, com ganho de 0,95%. Com o desempenho, o Ibovespa acumula até aqui alta de 10,83% no ano.
A ligeira desvalorização do Ibovespa já era esperada pelos investidores em função das fortes altas acumuladas desde o início do mês, explicou o analista da Futura Investimentos, George Santos.
O resultado de hoje é influência do movimento de alta dos últimos dias. Essa queda é o sinal de um movimento de realização por conta dos seguidos ganhos, então essa indecisão do Ibovespa já era uma coisa esperada, afirmou.
Segundo ele, além do movimento de realização, também teve influência negativa sobre o índice o crescimento abaixo do esperado do PIB dos Estados Unidos e, nas últimas duas horas de negociações, do comunicado emitido pela agência Fitch rebaixando o rating soberano de cinco países da zona do euro.
O PIB dos Estados Unidos pode ter ajudado a pressionar o índice para baixo, e essa atitude da Fitch também pesou, porque a situação na Europa ainda não está resolvida, concluiu.
Na agenda norte-americana, a confiança do consumidor norte-americano subiu entre dezembro e janeiro. A leitura revisada do índice, medido pela Universidade de Michigan, subiu para 75 este mês, após leitura preliminar de 74 pontos.
O resultado é superior ao esperado pelo mercado, de 74,2 pontos (previsão Forex Factory).
O Produto Interno Bruto (PIB) anualizado avançou 2,8% no quarto trimestre do ano, de acordo com leitura preliminar divulgada nesta manhã pelo Departamento do Comércio norte-americano. O resultado anterior apontava elevação de 1,8% no período (dado revisado).
A leitura preliminar ficou acima do resultado apurado no terceiro trimestre de 2011,que foi revisado para baixo, saindo de crescimento de 2,5% para avanço de 1,8%, mas ficou abaixo do esperado pelo mercado, que aguardava elevação de 3% (estimativa Forex Factory).
No Velho Continente, sem agenda econômica nesta jornada, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou nesta sexta-feira em dois degraus as notas de solvência da Itália, Espanha e Eslovênia, e em um degrau a avaliação da Bélgica e Chipre.
Em comunicado, a Fitch anunciou a redução do rating da Itália de A+ para A-; da Espanha de AA- para A; da Bélgica de AA+ para AA; da Eslovênia de AA- para A; e do Chipre de BBB para BBB- (apenas um nível acima do grau especulativo).
Por outro lado, a agência manteve a avaliação da Irlanda, outro dos países colocado em revisão há pouco mais de um mês com o argumento de que a solução da crise da dívida soberana na zona do euro estava longe de ser atingida.
Os seis países deixam de estar sob vigilância, embora a perspectiva de Fitch sobre eles continue negativa, pois existe uma probabilidade ligeiramente superior a 50% que haja um rebaixamento nos próximos dois anos.
Entre as maiores altas do Ibovespa ficaram B2W Varejo ON (+6,17% a R$ 10,32); Braskem PNA (+3,65% a R$ 15,90);V-Agro ON (+2,78% a R$ 0,37); BM&FBovespa (+1,87% a R$ 10,89); e Dasa ON (+1,81% a R$ 16,89).
Na contramão terminaram Hypermarcas ON (-3,93% a R$ 10,50); Light ON (-3,65% a R$ 27,22); Lojas Renner ON (-2,94% a R$ 57,85); Embraer ON (-2,88% a R$ 11,80); e Lojas Americanas PN (-2,38% a R$ 16,42).
Dentre as ações com maior peso na carteira teórica (que vigora de 2 de janeiro a 30 de abril) a Vale PNA (Vale5) subiu 0,24% a R$ 41,33; a Petrobras (PETR4) perdeu 0,92% a R$ 24,69; a OGX Petróleo ON teve alta de 0,31% a R$ 16,05; Itauunibanco PN (ITUB4) desvalorizou 0,41% a R$ 36,15; e Bradesco PN subiu 0,76% a R$ 32,96.
(Rosangela Sousa - www.ultimoinstante.com.br)