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Quando vale a pena investir na poupança?


Por O Pequeno Investidor em sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012 - 10:58
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 A poupança é, sem sombra de dúvidas, o mais popular dos investimentos no Brasil. Modalidade de investimento facilmente acessível a todos os investidores, por muito tempo foi sinônimo de investimento seguro – curiosamente, fama mantida mesmo após o confisco ocorrido no governo Collor. Até hoje, é o investimento mais popular do país, apesar da baixa rentabilidade. Muito embora não veja a poupança como um bom investimento no longo prazo, e ela mal resulte em algum ganho real para o investidor, ela também tem algumas vantagens em relação a outros investimentos, especialmente para quem dispõe de pouco capital para investir ou está começando a poupar. Confira algumas!

Poupança pode ser uma opção interessante para quem tem pouco dinheiro acumulado…

O principal público para a poupança é quem dispõe de pouco capital acumulado ou pode investir muito pouco mensalmente. Isso acontece porque, para a população de menor renda, as taxas de administração cobradas pelas instituições financeiras para aplicações em fundos de investimento normalmente são excessivamente altas. E o pagamento de taxas de administração altas são algo que o investidor deve evitar a qualquer custo. Com isso, o custo do investimento nesses fundos se torna excessivo e, muitas vezes, o resultado obtido ao final é muito inferior à poupança, até porque o investidor continuaria a pagar imposto de renda (e na poupança, ele ainda é isento deste imposto). Investidores com renda maior, contudo, têm acesso a outras modalidades de investimento mais baratas e, por isso, pagam taxas de administração bastante inferiores.

É importante notar, ainda, que o investidor com menos capital à disposição também pode investir no tesouro direto, onde tem acesso a uma rentabilidade superior. Infelizmente, os títulos do tesouro direto ainda têm um custo de aplicação mínimo por título (cerca de R$ 30, após mudanças recentes), o que não ocorre com a poupança, em que o investidor pode aplicar qualquer montante que deseje.

Outras vantagens da poupança

Mas a poupança tem outras vantagens, além de ser acessível a quem dispõe de pouco capital e de não ter um valor mínimo de aplicação. As principais são as seguintes:

  • Liquidez diária: o investimento na poupança não pressupõe qualquer prazo de carência. Ou seja, uma vez aplicado o dinheiro, o investidor pode resgatá-lo a qualquer momento. Esta é uma vantagem da poupança também para investidores de maior capital, já que seus outros investimentos podem não dispor de liquidez imediata. É importante lembrar, contudo, que o investidor somente terá direito à rentabilidade da poupança sobre o montante que permanecer investido por no mínimo 30 dias.
  • Isenção de IOF: essa é outra vantagem que também pode ser usufruída também para investidores que disponham de economias maiores. Esse imposto é bastante rigoroso nos casos de resgate em fundos de renda fixa em menos de 30 dias do prazo de investimento.
  • Garantia pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC): o investimento na poupança, assim como em outras modalidades (como os CDBs), é garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito até o limite de R$ 70.000,00. Por essa razão, mesmo no caso de investidores com maior volume de investimentos, entendo que esse deveria ser o limite máximo a ser investido na poupança.
  • Cômputo em programas de relacionamento com a instituição financeira: quem lembra bem deste ponto é o blogueiro Guilherme, do Valores Reais. Muitas vezes, os programas de relacionamento com a instituição financeira atribuem pontos de relacionamento para o montante aplicado na poupança. Esses pontos posteriormente podem ser utilizados para trocar por passagens aéreas ou comprar determinados produtos, assim como nos programas dos cartões de crédito. Eu não investiria na poupança pensando exclusivamente nisso, mas também é uma vantagem que também pode ser apontada.

Como você pode usar a poupança a seu favor

Se você já dispõe de um montante superior a R$ 20.000,00, a poupança deveria ser considerada apenas uma segunda opção de investimento, para aplicar recursos que precisam ser resgatados imediatamente. Você poderia pensar, por exemplo, no montante destinado a assegurar um “colchão de segurança” – aquele dinheiro a ser usado em caso de imprevistos, como na perda de um emprego ou em virtude de uma emergência familiar. Mas eu não investiria mais do que R$ 70.000,00, até porque este é o limite garantido pelo FGC.

Caso você ainda não disponha desse montante (cerca de R$ 20.000,00), poderia aplicar na poupança para acumular um capital antes de investir em outras modalidades de investimento. Mas essa vantagem tem diminuído, especialmente com a diminuição do custo de investimento inicial no Tesouro Direto. É importante considerar, ainda, que a rentabilidade da poupança pode diminuir ainda mais caso o governo reveja as regras que estabelecem o seu retorno financeiro – algo cada vez mais iminente, com a queda na Selic. Enfim, trata-se de um investimento que não pode ser considerado a longo prazo – pois na melhor das possibilidades mal empata com a inflação -, mas também tem algumas vantagens a seu lado. Cabe a cada investidor saber se essas vantagens são fortes o suficiente para justificar a aplicação nessa modalidade de investimento, especialmente no curto prazo.


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