O resumo da semana foi de poucos dados econômicos relevantes e de questionamento sobre se o mercado acionário norte-americano não teria exagerado o movimento de baixa e estaria precificando uma recessão para 2011.
Nos EUA, os estoques no atacado continuaram em alta, de acordo com o previsto, e não houve nenhuma outra grande novidade do ponto de vista econômico.
No Brasil, a divulgação dos números do setor automotivo foi adiada para a próxima semana.
Enquanto isso, os dados de inflação surpreenderam o consenso dos analistas para baixo. O IPCA registrou variação nula em junho com a forte desaceleração do grupo alimentação e com o arrefecimento do grupo de duráveis, que impactou para baixo o item transportes.
Já o IGP-DI registrou alta de apenas 0,34% com menores pressões para cima provocadas pelo item minério de ferro.
O que virá...
A próxima semana será de muitos indicadores nos EUA, no Brasil e na China.
Nos EUA, teremos uma série de indicadores importantes como: inflação no atacado e ao consumidor de junho, produção industrial, confiança do consumidor, vendas de varejo e o indicador de atividade do FED da Filadélfia.
Os indicadores de atividade corrente como a produção industrial devem seguir em expansão, enquanto os antecedentes como confiança do consumidor e do FED da Filadélfia devem mostrar desaceleração do ritmo de crescimento. Já as vendas de varejo devem apresentar nova queda com o recente aumento de taxa de poupança das famílias. Além disso, o FED divulgará a ata referente à última reunião e não deve apresentar nenhuma grande novidade.
Na China, a atenção ficará sobre os números de inflação e sobre a intensidade da desaceleração da atividade com a divulgação do PIB do segundo trimestre.
No Brasil, teremos os números de vendas e produção de veículos, importantes coincidentes das vendas de varejo e da produção industrial. Pelos números de licenciamentos de veículos, deve-se esperar por nova queda das vendas de automotores no país.
Além disso, haverá a divulgação dos números de vendas de varejo, para os quais é esperada uma queda significativa, ainda sob o impacto do fim dos subsídios tributários.
Por fim, teremos o IGP-10, que deve mostrar continuidade do processo de desaceleração com o fim do impacto da alta do minério de ferro.