O clima desta semana foi mais positivo do que na semana passada com redução adicional da aversão ao risco.
Nos EUA, indicadores de inflação não surpreenderam os analistas e mostram ausência de pressões inflacionárias de demanda.
Já o dado de atividade do FED da Filadélfia ficou abaixo do que era esperado pela mediana dos analistas. Por outro lado, a abertura do dado foi positiva com aumento dos registros de novas encomendas. Assim, foi um dado misto e não causou grande impacto no mercado acionário.
No Brasil, a ata do Copom apontou para a predominância das questões de crescimento da demanda interna, que segundo a visão do comitê estão crescendo acima do ritmo da oferta e geram pressões inflacionárias de demanda. O peso da questão das dívidas soberanas dos países europeus foi reduzido, mas não foi deixado de lado e representa o principal risco para o crescimento da economia brasileira neste momento.
As vendas de varejo apresentaram queda acima da esperada e mostram que houve forte antecipação de consumo no primeiro trimestre.
Por fim, o IGP-10 apresentou alta de 1,30% com forte contribuição do item minério de ferro, mas sugere desaceleração do ritmo inflacionário para as próximas leituras com arrefecimento da alta do minério.
O que virá...
A próxima semana será fraca de indicadores importantes de atividade nos EUA. No Brasil, pelo contrário, teremos muitos indicadores importantes.
Nos EUA, teremos diversos indicadores do mercado imobiliário como vendas de imóveis novos e usados e preços de residências. Esses indicadores devem começar a refletir os efeitos do fim do subsídio do governo norte-americano para compra de imóveis.
A reunião do FOMC (Copom norte-americano) não deverá trazer novidades, mas o foco ficará sobre o comunicado após a reunião que deverá indicar a manutenção da taxa de juros baixa por um longo período de tempo.
Além disso, o FED de Richmond divulgará seu indicador regional de atividade, que possui forte correlação com o ISM de manufaturados e assim como os demais deve sugerir alguma desaceleração do forte ritmo de crescimento da atividade norte-americana.
No Brasil, teremos dados sobre o setor externo, que devem indicar déficit de transações correntes financiado pelo ingresso de capitais na conta financeira.
Adicionalmente, o IBGE divulgará os indicadores do mercado de trabalho, que têm sido muito fortes e devem apresentar algum arrefecimento na margem.
Por último, teremos o IPCA-15, que deverá apresentar inflação em torno de 0,15% com queda dos preços de alimentação, mas com núcleos ainda pressionados, que podem sugerir pressões incipientes de demanda.